Polícia
Filho, mãe e esposa criam perfil falso e fazem extorsão contra mulher para não vazar ‘nudes’
Polícia
A Polícia Civil finalizou, nessa terça-feira (28), a Operação Pressão Velada. Foram cumpridas 10 ordens judiciais contra suspeitos de extorsão por meio digital contra uma vítima em Barra do Garças.
Foram cumpridos três mandados de prisão temporária e sete de busca e apreensão nos endereços dos envolvidos. Os mandados foram expedidos pelo Juízo das Garantias Constitucionais.
As investigações tiveram início no mês de março, após uma vítima, de 32 anos, procurar da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Barra do Garças relatando que teria sido ludibriada em contato via Whatsapp, por meio de perfil falso criado pelos criminosos, com o objetivo de exigir valores em dinheiro para evitar a divulgação de fotos íntimas.
Zelando por sua integridade moral, a vítima chegou a realizar três transferências bancárias via PIX para duas contas diversas. Ao ser exigido mais valores, percebeu que se tratava de ação criminosa e procurou a delegacia em busca de providências.
No curso das investigações, foi possível identificar a titularidade das contas de duas mulheres cujos valores foram recebidos. Intensificando mais as buscas, foi possível concluir que se tratava de uma família cujos membros são filho, mãe e esposa.
Diante das evidências sobre a participação dos envolvidos no crime, o delegado Joaquim Leitão representou pela expedição das medidas cautelares, com o objetivo de coibir demais ações ilícitas do grupo e responsabilizá-lo criminalmente pelos prejuízos provocados.
A operação teve início na manhã da quinta-feira (23) e foi concluída na tarde dessa terça-feira (28), após a localização e prisão do terceiro envolvido. Um dos envolvidos, que já estava preso temporariamente, também teve a prisão convertida em preventiva.
Polícia
Mulher de “Gordão”, influenciadora é presa em VG ao desembarcar de viagem a Paris
A Polícia Civil prendeu, na madrugada desta sexta-feira (31), a influenciadora Katani Bocardi, esposa de Emerson Ferreira Lima, o “Gordão”, investigado por integrar o núcleo financeiro de uma facção criminosa em Mato Grosso. Ela foi detida no Aeroporto Marechal Cândido Rondon, em Várzea Grande, logo após retornar de uma viagem a Paris, na França.
Segundo a investigação, Katani passou a ser monitorada pela Polícia Federal desde o desembarque em São Paulo. A prisão, no entanto, foi realizada somente quando ela chegou a Mato Grosso por equipes da Polícia Civil.
Katani é alvo da Operação Replay, deflagrada na quinta-feira (30) pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco). A ofensiva investiga um esquema de lavagem de dinheiro utilizado para movimentar recursos de uma facção criminosa e cumprir mandados em Mato Grosso, Santa Catarina e Rio de Janeiro.
Marido já havia sido preso
Emerson Ferreira Lima, conhecido como “Gordão”, foi preso na quinta-feira durante a operação. De acordo com o delegado Vitor Hugo Caetano, ele ocupava uma posição estratégica na estrutura financeira da organização e atuava diretamente ao lado de Paulo Witer Paelo Farias, o “W.T.”, apontado como tesoureiro da facção.
As investigações indicam que, mesmo preso na Penitenciária Central do Estado (PCE), W.T. continuava comandando a movimentação financeira da organização criminosa, determinando a compra de bens e a ocultação de patrimônio por meio de celulares usados clandestinamente dentro da unidade prisional.
Além de “Gordão”, também foram presos a advogada e influenciadora Dayane Karol Moreira, o jogador de futebol amador Alex Júnior Santos de Alencar, conhecido como “Soldado”, e o assessor parlamentar Brunno Passos da Silva, o “Brunninho”.
W.T., que já cumpria pena na PCE, teve um novo mandado de prisão preventiva cumprido. Ao todo, a operação resultou em sete prisões — cinco de pessoas que estavam em liberdade e duas de investigados que já se encontravam no sistema prisional.
Esquema financeiro
Segundo a Polícia Civil, cada investigado exercia uma função específica na engrenagem financeira da organização criminosa.
Dayane Karol Moreira é apontada como responsável por regularizar imóveis registrados em nome de terceiros para dar aparência de legalidade ao patrimônio da facção e ocultar os verdadeiros proprietários.
Já Alex Júnior é investigado por atuar como um dos principais operadores de W.T. fora da prisão, enquanto Brunno Passos mantinha contato direto com o tesoureiro e executava determinações relacionadas à movimentação financeira do grupo.
A operação também atingiu o patrimônio da organização. Conforme a Polícia Civil, foram sequestrados cerca de R$ 20 milhões em imóveis e veículos de luxo, incluindo imóveis de alto padrão em Santa Catarina. A Justiça ainda determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 18 milhões em ativos financeiros.
A Operação Replay é um desdobramento das operações Apito Final, Fair Play e Tempo Extra. Conforme a investigação, a análise de dados telemáticos revelou que a estrutura financeira da facção continuou ativa mesmo após as operações anteriores e a prisão de W.T.
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