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Garimpo é alvo de fiscalização ambiental e empresário é preso após ameaçar secretário em MT

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Uma fiscalização do Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA) identificou irregularidades em um garimpo localizado na região do Curió, em Poconé, e terminou com a prisão em flagrante de um homem por ameaça. A ação foi realizada na quarta-feira (29), após denúncia de possível extração mineral ilegal. 

Durante a vistoria, os policiais encontraram uma planta de lavagem de minério, que estava paralisada para manutenção, e uma escavadeira hidráulica utilizada na atividade de lavra. 

Conforme a Polícia Militar, consultas aos sistemas governamentais e à documentação ambiental do empreendimento apontaram que a atividade de extração mineral estava sendo realizada fora da área autorizada pela Licença de Operação nº 332948/2024. A irregularidade caracteriza exploração mineral em desacordo com o licenciamento ambiental. 

Diante da constatação, os militares realizaram a apreensão administrativa da escavadeira hidráulica Volvo EC380DL. O equipamento foi encaminhado à Secretaria Municipal de Obras de Poconé, que ficou responsável pela guarda da máquina na condição de fiel depositária. 

Enquanto o maquinário era retirado do local, o suspeito teria ameaçado o secretário municipal de Obras, Ademir Aparecido Zulli. Segundo o boletim de ocorrência, o suspeito afirmou que colocaria fogo na escavadeira apreendida e que a situação “não ficaria assim”. 

Em razão das ameaças, ele foi preso em flagrante e conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Poconé, onde foram adotadas as medidas cabíveis. 

Além do crime de ameaça, a ocorrência foi registrada por funcionamento de atividade potencialmente poluidora sem autorização ambiental e por executar extração de recursos minerais em desacordo com o licenciamento concedido.

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Advogada e assessor de vereador estão entre os alvos da PC contra núcleo financeiro do CV

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Conteúdo/ODOC – A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (30), a Operação Replay para desarticular o núcleo financeiro do Comando Vermelho em Mato Grosso. Entre os principais alvos presos estão o tesoureiro da facção no Estado, Paulo Winter Paelo Farias, conhecido como “W.T.”, a advogada Dayane Karol Moreira, além dos jogadores de futebol Alex Júnior, o “Soldado”, e Brunno Passos, o “Brunninho”.

Brunno também ocupa cargo comissionado de assessor parlamentar no gabinete do vereador Jeferson Siqueira, na Câmara Municipal de Cuiabá. Conforme o Portal da Transparência, ele foi nomeado em janeiro deste ano e recebe salário de R$ 2.250.

No total, a operação, conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), cumpre 10 mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão, bloqueio de bens e ativos financeiros contra 14 investigados por organização criminosa e lavagem de dinheiro.

As ordens judiciais são cumpridas em Cuiabá, Várzea Grande, Balneário Camboriú (SC), Itapema (SC) e Rio de Janeiro (RJ).

W.T. já está preso e teve o novo mandado de prisão cumprido na própria cadeia. Segundo a Draco, ele continuava comandando as finanças e exercendo influência sobre integrantes da facção.

As investigações apontam que mensagens interceptadas mostram o criminoso determinando cobranças, autorizando recolhimento de dinheiro, orientando comparsas em liberdade e conferindo planilhas financeiras da organização.

Outro elemento que chamou a atenção dos investigadores foi o uso do mesmo chip telefônico em sete aparelhos celulares diferentes entre setembro de 2025 e março de 2026. Conforme a Polícia Civil, a estratégia tinha como objetivo dificultar o rastreamento das comunicações clandestinas e burlar a fiscalização do sistema penitenciário.

De acordo com a Draco, a organização criminosa manteve seu esquema financeiro em funcionamento mesmo após as operações Apito Final, Fair Play e Tempo Extra.

A investigação identificou uma divisão de funções entre os integrantes, com operadores financeiros, uso de contas bancárias de terceiros e aquisição de imóveis e veículos em nome de pessoas sem capacidade financeira compatível, mecanismo utilizado para ocultar patrimônio e lavar dinheiro da facção.

Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 15,3 milhões em ativos financeiros e o sequestro de aproximadamente R$ 17,2 milhões em imóveis e veículos, incluindo casas e apartamentos de alto padrão em Mato Grosso e Santa Catarina, terrenos e automóveis.

Segundo a Polícia Civil, a ofensiva busca enfraquecer a estrutura econômica da organização criminosa, impedir a ocultação de patrimônio e interromper o fluxo financeiro que sustentava as atividades ilícitas.

O nome Replay, conforme a Draco, faz referência à capacidade da facção de reorganizar suas atividades criminosas mesmo após operações anteriores, o que motivou uma nova ofensiva voltada aos operadores financeiros e às lideranças que, segundo a investigação, continuavam atuando de dentro do sistema prisional.

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