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Homem é preso após agredir mãe e avó de 80 anos em residência Cuiabá

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Conteúdo/ODOC – Um homem identificado como Carlos Allan Leite Coelho Júnior, de 36 anos, foi preso na noite de quinta-feira (11) após agredir a mãe e a avó, de 80 anos, no bairro Morada da Serra, em Cuiabá. A mãe do agressor já tinha uma medida protetiva contra ele.

De acordo com o boletim de ocorrência da Polícia Militar, a equipe foi acionada por volta das 18h40 para atender uma ocorrência de violência doméstica.

No local, a mãe do suspeito relatou que ele havia descumprido medidas protetivas de urgência que estavam em vigor.

Conforme o boletim de ocorrência, Carlos passou a ofender a mãe, a avó e uma tia, de 75 anos, que também reside no imóvel. Durante o surto, ele ainda desferiu socos contra eletrodomésticos da residência.

A mulher relatou aos policiais que o filho exigia alimentos comprados para a casa e, em determinado momento, prensou a mão da avó contra uma geladeira, causando ferimentos. Em seguida, ele empurrou a idosa, que caiu e bateu a cabeça.

Ao tentar defender a mãe, a denunciante também foi agredida. Segundo o relato, Carlos a agarrou pelo pescoço, sendo necessário que vizinhos interviessem para conter o suspeito.

Após as agressões, a idosa de 80 anos passou a sentir fortes dores na região lombar. Ela recebeu atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e foi encaminhada ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) para avaliação médica.

Durante a abordagem, os policiais constataram que o suspeito apresentava comportamento hostil, sinais evidentes de embriaguez e resistência às ordens da equipe.

Ele foi detido e encaminhado à delegacia para as providências cabíveis.

Imagens registradas por um dos policiais mostram o momento da abordagem e da prisão do suspeito.

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Réu é condenado por duplo homicídio de pacientes em clínica de recuperação em VG

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O Tribunal do Júri de Várzea Grande condenou, nesta quarta-feira (5), Gabriel Brites de Morais pelos crimes de participação em organização criminosa armada e pelo duplo homicídio triplamente qualificado de Lucas Mendonça Neves, de 17 anos, e Luiz Fernando Ribeiro Batista, de 29 anos. A pena fixada foi de 45 anos e 9 meses de reclusão, acolhendo integralmente os pedidos do Ministério Público.

O crime ocorreu na noite de 27 de agosto de 2025, no interior de uma comunidade terapêutica localizada no bairro Treze de Setembro, em Várzea Grande. Segundo a acusação, o réu, agindo em concurso com outros criminosos, invadiu o local e executou as vítimas por elas integrarem uma facção rival. O homicídio foi praticado por motivo torpe, com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a reação defensiva das vítimas. 

Durante o julgamento, o Ministério Público demonstrou que a execução fazia parte da disputa entre facções criminosas pelo domínio territorial e do cumprimento de ordens da organização criminosa, reforçando que o assassinato representou um típico “tribunal do crime”, mecanismo utilizado para impor o terror e eliminar integrantes de grupos rivais. 

As investigações apontaram que homens armados invadiram a clínica de recuperação, renderam os internos e conduziram as vítimas para o quintal, onde efetuaram diversos disparos de arma de fogo. O caso teve grande repercussão em Mato Grosso em razão da violência empregada e da ligação direta com a guerra entre facções criminosas. 

Ao final da sessão, os jurados reconheceram a responsabilidade de Gabriel Brites de Morais por todos os crimes narrados na denúncia, acolhendo integralmente a pretensão da Promotoria de Justiça. Com a condenação, o Tribunal do Júri reafirmou a resposta da sociedade diante da escalada da violência promovida por organizações criminosas e da utilização de execuções como instrumento de controle e intimidação da população.

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