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Homem invade base da PM para confessar assassinato e é preso em flagrante no bairro Pedra 90

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Conteúdo/ODOC – Gecimar de Menezes, de 40 anos, foi morto com golpes de faca no pescoço na noite deste domingo (18), em uma chácara na região do Pedra 90, em Cuiabá. Após o crime, o suspeito invadiu uma base da Polícia Militar, armado e com manchas de sangue pelo corpo, e confessou o homicídio.

Segundo o boletim de ocorrência, o caso foi registrado por volta das 23h, quando o homem ultrapassou a grade da base policial do Pedra 90 e passou a desferir socos e chutes contra a porta principal da unidade.

Diante da situação, os militares abriram a porta para conter o suspeito e perceberam que ele segurava uma faca e apresentava manchas semelhantes a sangue nas roupas e pelo corpo.

Os policiais conseguiram desarmá-lo e imobilizá-lo. Ainda no chão, o homem confessou espontaneamente que havia acabado de cometer um homicídio.

Devido ao estado de exaltação, ele foi colocado no camburão da viatura. Ao ser questionado sobre o paradeiro da vítima, indicou o endereço e conduziu os militares até uma propriedade rural no Cinturão Verde, na Linha 10.

No local, os policiais encontraram Gecimar caído no chão, com ferimentos de faca na região do pescoço e sem sinais vitais aparentes.

Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada e constatou a morte ainda no local.

A área foi isolada para os trabalhos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

O suspeito recebeu voz de prisão em flagrante e foi encaminhado à DHPP. A faca utilizada na abordagem foi apreendida.

Ainda conforme o boletim de ocorrência, a porta principal da base policial ficou danificada devido aos golpes desferidos pelo suspeito.

A motivação do crime ainda é desconhecida e será investigada pela Polícia Civil.

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Imóveis e chácara em VG e Chapada são alvos de operação contra finanças de facção criminosa

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta segunda-feira (19), a Operação Ad Rem, para cumprimento de ordens judiciais com foco na descapitalização de uma facção criminosa e no sequestro judicial de patrimônio relacionado às atividades ilícitas. 

Na operação, são cumpridos seis mandados de busca e apreensão, sequestro de cinco imóveis e uma prisão preventiva, medidas decretadas pela Justiça, com base em investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco). 

Desdobramento da Operação Ruptura CPX, deflagrada em março deste ano, a fase patrimonial alcança quatro imóveis em Várzea Grande e uma chácara na região do Rio dos Peixes, entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães. 

As investigações identificaram indícios de utilização de familiares e terceiros para ocultação patrimonial, incluindo imóveis explorados comercialmente e uma propriedade rural negociada por aproximadamente R$ 180 mil, com pagamento de R$ 100 mil em espécie.

A operação também envolve a nova decretação da prisão preventiva de um investigado apontado como gerente do tráfico e responsável pela arrecadação e administração financeira da facção. Preso na Operação Ruptura CPX, ele obteve posteriormente a revogação da prisão preventiva, quando sua defesa sustentou que seria apenas um “laranja”, utilizado por terceiros para movimentações financeiras.

Com o avanço das investigações, surgiram indícios de que ele também atuava no controle de estoques, na distribuição de entorpecentes, na gestão de pontos de tráfico e no controle financeiro de outros integrantes. A análise identificou ainda cerca de R$ 661 mil em movimentações financeiras relacionadas às atividades investigadas em um dos períodos examinados.

Segundo o delegado responsável pelas investigações, Anteno Junior Pimentel Marcondes, a Operação Ad Rem reforça a estratégia da Polícia Civil de atingir as estruturas financeiras e patrimoniais das facções criminosas. “As novas medidas judiciais buscam impedir que recursos provenientes de atividades ilícitas sejam preservados ou reinvestidos no crime organizado”, explicou o delegado.

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