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Jovem de 23 anos é executado a tiros após sair de tabacaria em MT

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Conteúdo/ODOC – Wuslley de Souza, de 23 anos, foi morto a tiros na madrugada deste sábado (29), em Peixoto de Azevedo (675 km de Cuiabá), após deixar uma tabacaria onde estava com amigos. O crime aconteceu por volta da 1h15, na Rua Cajubi.

Segundo informações repassadas à Polícia Militar, dois homens teriam participado da execução. Um deles efetuou diversos disparos contra Wuslley, enquanto o segundo aguardava em uma motocicleta, possivelmente uma Honda Bros de cor laranja.

Testemunhas relataram aos policiais que o atirador usava calça escura e moletom lilás. O homem que conduzia a motocicleta vestia calça e moletom pretos. Os dois utilizavam capacetes de cor preta.

Após os disparos, a dupla teria fugido em direção ao Centro de Evangelismo da Igreja Assembleia de Deus.

A PM foi acionada e encontrou Wuslley caído no chão, aparentemente sem sinais vitais. Uma equipe de resgate foi chamada, mas a morte foi constatada no local.

A área foi isolada e preservada até a chegada da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que realizou os procedimentos necessários para a coleta de vestígios. A Polícia Civil também foi acionada e deve investigar o caso.

Conforme informações obtidas posteriormente pelos policiais, Wuslley estava na Tabacaria Fire, acompanhado de amigos, quando teria recebido mensagens pelo celular. Ele deixou o aparelho sobre a mesa e saiu do estabelecimento, seguindo até o ponto onde acabou sendo morto, a poucos metros da tabacaria.

A motivação do crime ainda não foi esclarecida.

A Polícia Militar realizou buscas e abordagens na região na tentativa de localizar os suspeitos, mas ninguém foi preso até o encerramento da ocorrência.

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Advogado divulga imagens e contesta tese de surto em assassinato de empresária

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O advogado Rodrigo Pouso Miranda divulgou, neste domingo (6), trechos de gravações feitas na casa onde a empresária Gleici Keli Geraldo, de 42 anos, foi assassinada pelo marido, o engenheiro agrônomo Daniel Frasson. O crime ocorreu em 24 de junho de 2025, em Lucas do Rio Verde, a 330 quilômetros de Cuiabá.

Representante da família da vítima, Pouso afirma que as imagens enfraquecem a versão de que Daniel teria agido durante um surto. Segundo ele, as câmeras registraram discussões, ameaças e atitudes anteriores ao crime que indicariam que o ataque foi planejado.

“Quem viu as imagens já sabe. Não foi loucura. Foi plano. […] As câmeras registraram tudo. Não foi surto. Foi escolha”, escreveu o advogado no Instagram.

Gleici foi atacada enquanto dormia e atingida por 21 golpes de faca. A filha do casal, que tinha 7 anos na época, também foi esfaqueada oito vezes. A menina conseguiu sobreviver após receber atendimento médico.

De acordo com Pouso, os vídeos mostram conflitos entre o casal nos dias anteriores ao assassinato. As discussões envolveriam principalmente problemas financeiros, incluindo divergências relacionadas à compra de uma botina, uma antena Starlink e uma quantia de R$ 2,2 mil.

Em um dos trechos divulgados, Gleici aparece dizendo: “Dani, pelo amor de Deus”. Em outra gravação, ela afirma: “Já chega de trauma”.

O advogado também relata que, dois dias antes do crime, Daniel teria ameaçado matar a esposa e a filha. Uma irmã dele teria enviado uma mensagem para alertar Gleici e aconselhá-la a esconder as facas existentes na residência. Ainda conforme Pouso, o engenheiro descobriu o aviso e demonstrou irritação.

Uma consulta com um psiquiatra estava marcada para as 15h do dia do assassinato. Daniel teria concordado em participar do atendimento, mas, segundo o advogado, pegou uma faca por volta das 6h55, horas antes do horário agendado.

As gravações também teriam captado Daniel afirmando que havia “perdido um milhão”. Pouso sustenta que o acusado mantinha anotações sobre valores que atribuía como dívida à esposa e demonstrava insatisfação com o crescimento profissional dela, que se preparava para lançar uma marca.

Daniel permanece internado no Centro Psicossocial de Cuiabá. A defesa alega que ele não tinha consciência dos próprios atos quando atacou a família, conclusão inicialmente apontada em avaliação psiquiátrica.

O resultado do exame, porém, foi questionado pelo Ministério Público e pelos familiares de Gleici. A homologação do laudo foi anulada e uma nova análise foi feita por uma junta composta por três peritos. A Justiça ainda deverá decidir sobre a condição mental do acusado e como essa conclusão interferirá no andamento do processo.

Pouso afirmou ainda que parentes de Daniel conseguiram interditá-lo após o crime e que a internação já teria custado mais de R$ 200 mil aos cofres públicos. Posteriormente, o engenheiro teria solicitado, no processo de inventário, metade dos bens e dos valores provenientes de aluguéis deixados pela empresária.

A família de Gleici participa do processo como assistente de acusação.



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