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Jovem que vendeu conta para receber R$ 50 mil de golpe contra idoso é preso em Várzea Grande

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A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta sexta-feira (9), em Várzea Grande, um jovem, de 19 anos, suspeito de vender os dados da própria conta bancária para o recebimento de dinheiro obtido em um golpe contra um idoso.

Segundo as investigações, a vítima, de 62 anos, foi induzida a fazer um PIX de R$ 50 mil para fechar a compra de um veículo anunciado em uma rede social. O anúncio era falso, e o valor foi transferido para a conta do suspeito.

Após diligências contínuas, as equipes localizaram o suspeito e efetuaram a prisão. Em depoimento, ele confessou que cedeu a conta por R$ 700 a um homem que anunciava, em um perfil no Facebook, a compra de contas bancárias de terceiros.

A conduta se enquadra no artigo 171, § 2º-A, inciso VII do Código Penal, incluído pela Lei nº 15.397/2026, que pune quem cede, de forma gratuita ou onerosa, conta bancária para a circulação de recursos que financiem atividade criminosa ou que tenham origem nela.

Embora não tenha antecedentes criminais, o suspeito não teve fiança arbitrada e aguarda audiência de custódia.

Para o delegado Ruy Peral, responsável pela investigação do caso, a prisão mostra que quem empresta ou vende a conta também responde pelo golpe. “Ceder ou vender conta bancária a terceiros não é um favor nem um negócio inofensivo. É crime. O titular entrega o instrumento que permite ao golpista receber o dinheiro da vítima e pode responder pela fraude, mesmo sem ter aplicado o golpe nem conhecer quem foi lesado. Quem vende a conta se torna parte do esquema”, alertou.

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Serralheiro confessa ter matado professor e alega que sofria chantagem; PC aponta três envolvidos

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Conteúdo/ODOC – O serralheiro Elias Samuel Delgado da Silva confessou participação no assassinato do professor Breno Antônio Humberto de Moraes, de 25 anos, encontrado morto em Várzea Grande. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (9) pelo delegado Bruno Abreu, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Segundo a Polícia Civil, o crime foi planejado e executado em uma emboscada que teria contado com a participação de pelo menos três pessoas.

Preso na quinta-feira (8), Elias admitiu o envolvimento no homicídio durante dois depoimentos. Ele alegou que estaria sendo chantageado pelo professor e que procurou um conhecido que supostamente enfrentava uma situação semelhante. Os dois teriam decidido agir contra a vítima.

“Ele confessou ontem pra gente. Confessou hoje de novo, que se juntou a um conhecido para pegar o Breno”, afirmou o delegado.

Conforme o relato apresentado à polícia, o comparsa ficou responsável por buscar Breno em uma motocicleta, enquanto Elias acompanhou o trajeto em um Toyota Corolla. O destino foi uma área no bairro 13 de Setembro, em Várzea Grande, onde uma terceira pessoa já aguardava a chegada do grupo.

“Ele comentou com um colega dele que passou por situação parecida e decidiram fazer o que fizeram com ele Breno. Então, o rapaz pegou ele de moto e ele seguiu atrás”, explicou Abreu.

O delegado classificou o assassinato como uma emboscada e destacou que as imagens de câmeras de segurança indicam que Breno conhecia o motociclista. Na gravação, o professor aparece cumprimentando o homem antes de subir na moto.

“Foi uma emboscada. Dificilmente o Breno ia subir numa moto se não fosse alguém conhecido, íntimo. Tanto que ele vai ali com o capacete, bate na mão da pessoa… Então, o motoqueiro já era conhecido dele”, declarou.

Após a prisão, Elias conduziu os investigadores até o local onde o corpo do professor foi encontrado. Em novo depoimento, nesta sexta-feira, ele apresentou mais informações sobre a dinâmica do assassinato. “Hoje ele deu mais detalhes do que ontem. Eles foram até o local, parou e já tinha uma terceira pessoa esperando”, relatou o delegado.

Apesar da confissão, a Polícia Civil ainda trabalha para esclarecer a participação individual dos suspeitos. A identidade dos outros dois possíveis envolvidos não foi divulgada.

Sobre a motivação, Elias afirmou que não é homossexual e alegou que Breno possuía fotografias dele com uma mulher, que estariam sendo utilizadas para chantageá-lo. A versão, no entanto, ainda não foi comprovada e está sendo investigada pela DHPP.

A polícia também aguarda a conclusão dos exames periciais para esclarecer as circunstâncias da morte. Informações preliminares apontam que o professor teria sofrido ao menos um golpe de faca na região escrotal.

Breno estava desaparecido desde 26 de setembro, quando saiu de casa dizendo que retornaria em pouco tempo. Antes de desaparecer, ele pegou um capacete emprestado da irmã e foi filmado por uma câmera de segurança ao encontrar o motociclista.

Depois disso, o jovem deixou de atender às ligações e responder às mensagens dos familiares. O irmão gêmeo, Bruno Humberto, chegou a relatar que uma pessoa estaria utilizando o celular de Breno para se passar por ele em conversas.

Inicialmente tratado como desaparecimento, o caso passou a ser investigado como homicídio pela DHPP. A polícia continua as diligências para identificar todos os envolvidos e esclarecer a motivação e a dinâmica do assassinato.

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