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Mulher é presa por participação em roubo com uso de arma de fogo em Cuiabá

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Uma mulher, investigada por participação em um crime de roubo praticado com emprego de arma de fogo, violência física e concurso de pessoas, teve o mandado de prisão preventiva cumprido pela Polícia Civil, nesta terça-feira (19), em investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá.

O crime ocorreu no dia 28 de fevereiro de 2026, por volta das 10 horas, na Avenida Miguel Sutil, nas proximidades do bairro Lixeira, em Cuiabá. Na ocasião, a vítima caminhava em via pública quando foi abordada por ocupantes de um veículo VW/Gol branco.

Durante a ação criminosa, um dos suspeitos desceu do veículo armado, ameaçou a vítima e subtraiu joias que ela utilizava. A vítima também foi agredida fisicamente durante o roubo. Na apuração dos fatos, os policiais da Derf Cuiabá identificaram a participação direta da suspeita na ação criminosa, descendo do veículo durante o crime e reforçando a intimidação contra a vítima.

Por meio de imagens de câmeras de segurança, reconhecimento realizado pela vítima e a identificação do veículo utilizado no roubo, foi possível chegar ao esclarecimento do crime.

Diante das evidências, o delegado da Derf Cuiabá, Hugo Abdon, representou pela prisão preventiva da suspeita, que foi deferido pela Justiça, sendo o mandado efetivamente cumprido pelos policiais da especializada nesta quarta-feira (20).

“A investigada possui passagens anteriores por outros crimes e já havia sido presa em fevereiro de 2026, em Várzea Grande, na companhia de outro comparsa, ocasião em que foram apreendidos arma de fogo e entorpecentes”, destacou o delegado.

As investigações seguem em andamento para identificação e responsabilização dos demais envolvidos no roubo.

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Saiba quem são servidores e empresários presos pelo Gaeco por esquema de R$ 80 milhões

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Os servidores públicos Fernando Dante Morari, Júlio Henrique Verdu Garcia, Valdinei Monteiro da Silva e Agnaldo Rael da Silva, além da empresária Débora Alvarenga Nakanishi da Silva, foram os cinco presos na Operação Mãos à Obra – Fase II, deflagrada nesta quarta-feira (28) pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), em Sinop (a 500 km de Cuiabá).

Fernando e Júlio são engenheiros civis da Prefeitura de Sinop, enquanto Valdinei e Agnaldo também integram o quadro de servidores públicos. Já Débora é sócia da Dnishi Empreendimentos Imobiliários Ltda., empresa que também está entre os alvos da investigação.

A operação apura um suposto esquema de corrupção envolvendo agentes públicos e empresários para facilitar a aprovação de projetos imobiliários, a emissão de licenças e a regularização de empreendimentos no município.

A ofensiva do Gaeco também teve como alvos profissionais ligados à construção civil e ao mercado imobiliário, que foram submetidos a mandados de busca e apreensão.

Entre eles estão as arquitetas Bruna Maia de Freitas e Grazielly Stolarski, o fiscal de obras Samuel de Sousa Vieira e os engenheiros civis Charles Correia da Costa e Laércio Ronei Schorr, este último também corretor de imóveis.

Os empresários Danielle da Silva Otaviano Garcia e Felipe Gabriel Russo também aparecem na relação de investigados, assim como Roni de Souza, que atua como engenheiro civil, empresário e agente penitenciário.

A lista de alvos de busca e apreensão inclui ainda Antônio Benedito Rodrigues e a empresa Dnishi Empreendimentos Imobiliários Ltda.

Fernando Morari, Júlio Henrique Verdu Garcia e Débora Nakanishi estão entre os presos da operação

Suspeita de propina

Conforme as investigações, servidores públicos teriam exigido e recebido vantagens indevidas para favorecer empresários em procedimentos administrativos da Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação de Sinop.

As suspeitas envolvem desde a emissão de pareceres técnicos até a aprovação de projetos, concessão de licenças e certificados, além de possíveis interferências em fiscalizações.

De acordo com o Gaeco, as irregularidades investigadas teriam ocorrido ao longo de nove anos, entre 2017 e 2026.

Para aprofundar as apurações, a Justiça autorizou cinco mandados de prisão preventiva e buscas e apreensões contra 17 alvos. Também determinou o afastamento de seis agentes públicos de suas funções.

Uma empresa investigada teve suas atividades econômicas e financeiras suspensas por determinação judicial.

Bloqueio milionário

A operação também atingiu o patrimônio dos investigados. A Justiça autorizou o bloqueio de R$ 80 milhões de um grupo de suspeitos e de uma pessoa jurídica.

Em relação aos demais alvos, foi determinado o sequestro de ativos financeiros de até R$ 3 milhões por investigado, além de imóveis pertencentes a um dos envolvidos.

Durante o cumprimento dos mandados, os agentes recolheram dinheiro em espécie e bens de alto valor vinculados a empresários suspeitos de participação no esquema.

Segundo o Gaeco, as medidas patrimoniais têm como objetivo impedir a transferência ou ocultação de bens e assegurar recursos para eventual ressarcimento aos cofres públicos.

As investigações seguem em andamento. O órgão destacou que as medidas cautelares não representam condenação e que todos os investigados têm direito à ampla defesa e à presunção de inocência.

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