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Mulher trans vem a Mato Grosso para evento e desaparece; polícia faz buscas

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Conteúdo/ODOC – A Polícia Civil investiga o desaparecimento de Vigenylda Tedescoh da Silva, de 33 anos, uma mulher trans natural de Tarauacá (AC), que veio a Mato Grosso para participar de um evento em Chapada dos Guimarães (a 65 quilômetros de Cuiabá) e está sem dar notícias à família desde o último domingo (19).

Segundo o boletim de ocorrência, Vigenylda chegou ao Estado na madrugada de 9 de outubro e foi deixada em um hotel nas proximidades da Rodoviária de Cuiabá.

Posteriormente, ela relatou a um conhecido que havia viajado para Rondonópolis (a 216 quilômetros da Capital), onde estaria hospedada na casa de um homem com quem mantinha um relacionamento.

A Polícia Civil, no entanto, ainda não conseguiu confirmar se Vigenylda realmente esteve no município, uma vez que a informação foi repassada por ela própria.

Nos dias seguintes, a mulher ainda manteve contato com familiares que moram no Acre. Entretanto, desde o dia 19 de outubro, todas as tentativas de comunicação foram frustradas, e seu paradeiro permanece desconhecido.

O desaparecimento é investigado pelo Núcleo de Pessoas Desaparecidas da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (NPD/DHPP), que realiza diligências para tentar localizar Vigenylda e esclarecer o que aconteceu.

Quem tiver informações que possam ajudar nas buscas pode entrar em contato com a Polícia Civil pelo telefone 197 ou pelo WhatsApp do Núcleo de Pessoas Desaparecidas, no número (65) 98173-0565. O sigilo é garantido.

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Polícia Federal investiga crimes de extorsão e confisco de cartões de indígenas em Mato Grosso

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A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (23), a Operação Restitutio, com o cumprimento de mandado de busca e apreensão no município de Comodoro/MT. O objetivo é apurar crimes contra indígenas.

A investigação teve origem em notícias de possíveis práticas criminosas envolvendo ameaças, violência, cobrança coercitiva de supostas dívidas e retenção de cartões bancários e de benefícios sociais pertencentes a indígenas. Também foram relatadas situações relacionadas à possível posse de armas de fogo e à comercialização de substâncias entorpecentes.

As diligências reuniram relatos de vítimas e de testemunhas, além de informações obtidas junto à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). Os elementos colhidos indicam que as condutas investigadas ocorrem, em tese, de forma reiterada desde, pelo menos, 2020, com relatos de continuidade das práticas nos anos seguintes.

Após o cumprimento da medida judicial, os elementos eventualmente arrecadados serão submetidos à análise da Polícia Federal, com a finalidade de aprofundar a investigação, de esclarecer as circunstâncias dos fatos e de verificar a eventual responsabilidade criminal dos envolvidos.

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