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Núcleo de facção que comanda tráfico em cidades do Médio-Norte é alvo de operação da PC

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (12), a Operação Ultimato, com o objetivo de desarticular um núcleo de uma facção criminosa investigado por manter uma estrutura de tráfico de drogas em Arenápolis, Nortelândia e região. 

Ao todo, são cumpridas 20 ordens judiciais, sendo 9 mandados de prisão preventiva e 11 de busca e apreensão. A operação também conta com medidas para bloqueio de bens e valores vinculados aos investigados. 

As decisões foram autorizadas pela Justiça após representação da Polícia Civil, com base em uma investigação conduzida pela Delegacia de Arenápolis e manifestação favorável do Ministério Público. 

As apurações começaram a partir de prisões em flagrante realizadas pela Delegacia de Arenápolis e avançaram ao longo de mais de um ano. 

Durante o período, os investigadores identificaram uma estrutura organizada, com divisão de funções entre integrantes responsáveis pela gerência, fornecimento, distribuição e comercialização de drogas.

Segundo a Polícia Civil, parte das ordens relacionadas ao funcionamento do grupo era repassada por integrantes que já estavam presos. Mesmo no sistema prisional, eles continuariam exercendo influência sobre as atividades criminosas na região. 

Entre os alvos estão suspeitos apontados como responsáveis pela gerência local do tráfico, fornecimento de entorpecentes, distribuição e manutenção de pontos de venda. 

Além das prisões e buscas, a Justiça determinou medidas patrimoniais contra os investigados. Bens e valores supostamente relacionados às atividades criminosas foram bloqueados para evitar que sejam movimentados ou ocultados. Os ativos permanecerão à disposição da Justiça durante o andamento do processo. 

Os presos e materiais apreendidos serão encaminhados à Delegacia de Arenápolis, onde serão realizados os procedimentos legais. Posteriormente, os custodiados ficarão à disposição do Poder Judiciário para as audiências de custódia. 

O nome Ultimato faz referência à etapa final de um ciclo de investigação iniciado há cerca de um ano. De acordo com a Polícia Civil, as apurações avançaram gradualmente e permitiram identificar diferentes níveis da estrutura criminosa. A operação busca atingir simultaneamente a gerência local, fornecedores, pontos de venda e o patrimônio relacionado ao grupo.

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Garotas de programa são presas suspeitas de atirar e roubar sargento da PM; vídeos

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Conteúdo/ODOC – Alice Kelvilin Costa Ferreira, de 20 anos, e Gabrielle Cristina Couto Pena, de 21, foram presas em flagrante após uma confusão com um terceiro-sargento da Polícia Militar, de 48 anos, em um motel de Cuiabá. O militar ficou ferido durante o confronto e foi encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC). Um vídeo registra a briga entre os envolvidos minutos antes da prisão da dupla.

Segundo o registro policial, a confusão teria começado após uma discussão relacionada ao pagamento do programa. Durante o confronto, o policial foi atingido no braço e teve a pistola levada pelas mulheres, que também teriam fugido com a caminhonete do militar.

Após o crime, Alice foi localizada no bairro Dom Bosco. Conforme a Polícia Militar, ela tentou fugir a pé ao perceber a aproximação dos policiais, mas acabou abordada. Durante a ocorrência, indicou aos agentes onde Gabrielle, conhecida como “Bibi”, estaria.

Gabrielle foi localizada em uma região de chácaras próxima ao Contorno Leste. Segundo o boletim de ocorrência, ela também tentou fugir e resistiu à abordagem. Com ela, os policiais encontraram uma pistola Glock G17, calibre 9 milímetros, pertencente à Polícia Militar, além de 14 munições intactas.

A caminhonete Chevrolet S10 do sargento foi localizada posteriormente no estacionamento do Fort Atacadista, em Cuiabá. Durante a perícia, foram encontradas cápsulas deflagradas no interior do veículo.

Segundo o relato do sargento, uma das mulheres o agrediu enquanto a outra pegou a arma que estava próxima ao freio de mão e efetuou dois disparos. Ele também afirmou que a dupla tentou arrancar seu cordão de ouro.

Alice apresentou outra versão. Ela afirmou que o policial teria se recusado a pagar o valor combinado pelo programa e que, durante a discussão, ele teria pegado a arma. Segundo ela, houve uma luta corporal para retirar a pistola e o disparo aconteceu durante a disputa, sem intenção de matar.

Gabrielle confirmou a versão da amiga e afirmou que entrou na briga para defendê-la.

As duas foram autuadas por roubo e tentativa de homicídio. Gabrielle também foi autuada por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.

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