Polícia
Operação prende mais de 40 membros do Comando Vermelho em Mato Grosso e outros seis estados
Polícia
Mais de 40 membros do Comando Vermelho foram presos na manhã desta quinta-feira (18) em uma operação da Polícia Civil do Ceará realizada em sete estados: Ceará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Amazonas, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A operação cumpre 198 mandados de busca e apreensão e 77 de prisão.
Um dos presos é um advogado, mas ainda não foi esclarecido como era atuação dele na facção. Também foram apreendidos carros e motos e de luxo, imóveis e o valor de R$ 60 mil em dinheiro com um dos suspeitos.
No Ceará, a ação foi realizada em 10 municípios, resultando na captura de mais de 30 pessoas até as 6h30. A cidade de Sobral está entre os locais onde a ação foi realizada.
Fuga para outros estados
Conforme o delegado-geral da Polícia Civil do Ceará, muitos criminosos fogem para outros estados conforme operações locais combatem essa facção. Por isso a operação desta quinta-feira foi realizada simultaneamente em diversos estados.
“A gente vai continuar atuando pra tirar esses criminosos de circulação, colocá-los na cadeia, dentro e fora do nosso estado. A gente sabe que quanto mais a gente aumenta a pressão aqui dentro do nosso estado, esses criminosos fogem daqui, vão para outros estados: Rio de Janeiro, São Paulo, estados do centro-oeste, estados do norte também do país. Mas a gente continua atuando pra tirá-los de circulação”, disse.
Polícia
Casal de Cuiabá é preso por comandar tráfico e ‘salves’ praticados por facção criminosa
A Polícia Civil do Estado de Mato Grosso deflagrou na tarde de quarta-feira, (17). a Operação Comando Oculto, para cumprimento de ordens judiciais com o objetivo de desarticular um grupo, ligado a uma facção criminosa, responsável por comandar o tráfico de drogas, cobranças ilícitas, crimes violentos e lavagem de dinheiro na região de Santa Cruz do Xingu e municípios vizinhos.
Na operação foram cumpridas oito ordens judiciais, sendo dois mandados de prisão preventiva em desfavor do casal investigado, três mandados de busca e apreensão nas cidades de Cuiabá e Santa Cruz do Xingu, além de três medidas de afastamento de sigilo bancário, abrangendo os investigados e a empresa constituída por eles.
Os mandados foram expedidos com base em investigações conduzidas pela Delegacia de Polícia de Santa Cruz do Xingu. O cumprimento das ordens judiciais contou com apoio das equipes da Gerência de Combate ao Crime Organizado e da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco) de Cuiabá.
Investigação e atuação à distância
As investigações iniciaram a partir da análise de materiais apreendidos em operações anteriores em Santa Cruz do Xingu e região. Os elementos obtidos permitiram identificar que o principal responsável por ordenar as ações da facção criminosa atuava à distância, residindo na cidade de Cuiabá, de onde exercia o comando das atividades criminosas por meio de aplicativos de mensagens e chamadas telefônicas.
Segundo apurado, o investigado utilizava sua posição hierárquica dentro da facção criminosa para determinar a distribuição de entorpecentes, impor funções aos integrantes do grupo, ordenar cobranças de taxas ilícitas e autorizar a aplicação de punições internas, conhecidas como “salves”, valendo-se da intimidação e da extrema violência para manter o controle sobre os membros da organização.

Lavagem de dinheiro
As investigações também revelaram que os valores provenientes da comercialização de drogas na região de Santa Cruz do Xingu e São José do Xingu eram transferidos para contas bancárias vinculadas à esposa do líder criminoso.
Com a finalidade de ocultar e dissimular a origem ilícita desses recursos, o casal teria constituído recentemente uma loja de roupas na capital mato-grossense, a qual passou a ser utilizada, em tese, como instrumento para movimentação e lavagem de capitais oriundos do tráfico de drogas.
Segundo o delegado de Santa Cruz do Xingu, Onias Estevam, as investigações prosseguem com a análise dos materiais apreendidos e dos dados bancários obtidos judicialmente. “O avanço das investigações tem o objetivo de identificar outros integrantes do grupo criminoso, bem como aprofundar a apuração dos crimes praticados pela facção”, disse o delegado.
Comando Oculto
O nome da operação faz referência à forma de atuação da liderança criminosa investigada, que exercia o comando da organização à distância, sem participar diretamente da execução material dos crimes, mas determinando e coordenando as ações dos integrantes responsáveis pela prática do tráfico de drogas, cobranças ilícitas e atos de violência na região.
Operação Pharus
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
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