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Polícia Civil prende autores de furto de equipamentos em torre de telecomunicações em Cuiabá

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Dois prestadores de serviço de uma empresa de telecomunicações foram presos em flagrante pela Polícia Civil, na sexta-feira (21.11), em ação realizada pela equipe da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá.

Os funcionários foram identificados como autores do furto de equipamentos de uma torre compartilhada, localizada em uma avenida no bairro Jardim Aclimação, em Cuiabá. Eles foram autuados em flagrante pelo crime de furto qualificado.

O crime foi identificado depois que a empresa responsável informou que, durante a realização de manutenção técnica, os trabalhadores teriam subtraído componentes da estrutura. As câmeras do local registraram toda a ação criminosa, inclusive o momento em que um dos suspeitos tentou alterar o ângulo do equipamento de monitoramento, para impedir a visualização da ação criminosa.

De posse das informações, as equipes da Derf Cuiabá realizaram diligências e identificaram os dois suspeitos, que foram localizados em suas residências.

Em interrogatório, um dos suspeitos confessou a prática criminosa e afirmou que os equipamentos subtraídos foram vendidos, por R$ 300, em um estabelecimento de reciclagem. O valor foi dividido entre os dois envolvidos.

Diante dos fatos, os suspeitos foram conduzidos à delegacia, interrogados e autuados em flagrante pelo crime de furto qualificado pelo abuso de confiança e concurso de pessoas. O inquérito policial seguirá para aprofundamento das investigações, incluindo a recuperação dos objetos subtraídos.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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‘Membro do CV’ cobrou R$ 600 para devolver celular antes de entregador ser baleado

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Conteúdo/ODOC – Um áudio revela a negociação para a devolução de um celular que terminou com o entregador de aplicativo Carlos Felipe Magalhães, de 34 anos, baleado pela policial penal Jorcenilma França Viegas, de 46 anos, no bairro CPA IV, em Cuiabá. Na gravação, um homem que se identifica como integrante do Comando Vermelho (CV) cobra R$ 600 para devolver o aparelho.

Durante a conversa, o suspeito afirma que enviaria apenas um motociclista ao endereço para entregar o celular, receber o dinheiro e deixar o local imediatamente. Ele também diz que outros integrantes do grupo acompanhariam a negociação à distância e orienta que tudo fosse feito rapidamente. Em outro trecho, afirma que já havia acessado fotos, vídeos e documentos armazenados no aparelho.

Carlos Felipe foi baleado na noite da última quarta-feira (22), quando chegou ao endereço para entregar o celular. Imagens de câmeras de segurança mostram o entregador estacionando a motocicleta e estendendo o braço com o aparelho. Em seguida, a policial penal aparece armada, ordena que ele se deite e efetua os disparos. Após os primeiros tiros, o entregador tenta fugir, mas continua sendo atingido até cair.

A vítima foi atingida por três disparos, sofreu lesões no pulmão e permanece internada em estado grave, intubada e em coma induzido.

A versão registrada inicialmente no boletim de ocorrência apontava que Carlos estaria extorquindo a filha da policial e que teria tentado tomar a arma da servidora. No entanto, segundo o delegado Nilson Farias, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), as imagens não mostram qualquer tentativa de desarmamento ou reação por parte do entregador.

Para o delegado, os vídeos mudaram o rumo da investigação e indicam que os disparos ocorreram quando a vítima tentava deixar o local. Ele afirmou que a sequência das imagens “beira uma execução” e que, diante da situação registrada, não havia necessidade de efetuar os tiros.

A pistola utilizada nos disparos era a arma funcional da policial penal. Conforme o delegado, o áudio captado pelas câmeras indica que foram efetuados entre cinco e seis disparos, mas a quantidade exata ainda será confirmada pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). A suspeita de adulteração na motocicleta do entregador também segue sob investigação.

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