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Polícia Civil prende suspeito de estupro de criança de 11 anos que conheceu por rede social

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A Polícia Civil cumpriu, na manhã desta terça-feira (1), mandado de prisão preventiva contra um jovem, suspeito de aliciar e abusar sexualmente de uma criança de 11 anos, em Sinop. A ação foi realizada por policiais da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, da Criança, do Adolescente e do Idoso (DEDMCAI).

O suspeito, de 22 anos, conheceu a vítima por meio de uma rede social e passou a manter contato com ela pela internet. A Justiça decretou a prisão preventiva dele pelo crime de estupro de vulnerável, previsto no artigo 217-A do Código Penal, com pena de 8 a 15 anos de reclusão.

Segundo as investigações, o suspeito iniciou contato com a menor por meio da rede social Instagram, quando a menina fez uma publicação relatando que estava sem sono. Ao visualizar o status, o suspeito iniciou a conversa. A menina informou que tinha apenas 11 anos de idade.
 
O investigado chegou a afirmar que não poderia continuar a conversa por se tratar de “apenas uma criança”, comprovando que ele tinha pleno conhecimento da condição de vulnerabilidade da vítima. Apesar disso, no dia seguinte, o suspeito voltou a fazer contato e convidou a criança para ir até a sua residência durante a madrugada, quando  ocorreu o abuso.

O caso veio à tona após a mãe da vítima visualizar uma conversa da filha com uma amiga, em que se confirmava a situação de abuso. Após denúncia à Polícia, a vítima foi ouvida em escuta especializada, tendo relatado com detalhes a dinâmica dos fatos, bem como afirmado acerca da ciência de sua idade pelo suspeito.

Diante das evidências, a Policia Civil representou pela prisão preventiva do investigado, que foi deferida pelo Poder Judiciário e cumprida pelos policiais da especializada

O inquérito policial segue em andamento na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Criança, Adolescente e Idoso de Sinop para a conclusão dos procedimentos legais e encaminhamento ao Ministério Público.

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Advogado divulga imagens e contesta tese de surto em assassinato de empresária

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O advogado Rodrigo Pouso Miranda divulgou, neste domingo (6), trechos de gravações feitas na casa onde a empresária Gleici Keli Geraldo, de 42 anos, foi assassinada pelo marido, o engenheiro agrônomo Daniel Frasson. O crime ocorreu em 24 de junho de 2025, em Lucas do Rio Verde, a 330 quilômetros de Cuiabá.

Representante da família da vítima, Pouso afirma que as imagens enfraquecem a versão de que Daniel teria agido durante um surto. Segundo ele, as câmeras registraram discussões, ameaças e atitudes anteriores ao crime que indicariam que o ataque foi planejado.

“Quem viu as imagens já sabe. Não foi loucura. Foi plano. […] As câmeras registraram tudo. Não foi surto. Foi escolha”, escreveu o advogado no Instagram.

Gleici foi atacada enquanto dormia e atingida por 21 golpes de faca. A filha do casal, que tinha 7 anos na época, também foi esfaqueada oito vezes. A menina conseguiu sobreviver após receber atendimento médico.

De acordo com Pouso, os vídeos mostram conflitos entre o casal nos dias anteriores ao assassinato. As discussões envolveriam principalmente problemas financeiros, incluindo divergências relacionadas à compra de uma botina, uma antena Starlink e uma quantia de R$ 2,2 mil.

Em um dos trechos divulgados, Gleici aparece dizendo: “Dani, pelo amor de Deus”. Em outra gravação, ela afirma: “Já chega de trauma”.

O advogado também relata que, dois dias antes do crime, Daniel teria ameaçado matar a esposa e a filha. Uma irmã dele teria enviado uma mensagem para alertar Gleici e aconselhá-la a esconder as facas existentes na residência. Ainda conforme Pouso, o engenheiro descobriu o aviso e demonstrou irritação.

Uma consulta com um psiquiatra estava marcada para as 15h do dia do assassinato. Daniel teria concordado em participar do atendimento, mas, segundo o advogado, pegou uma faca por volta das 6h55, horas antes do horário agendado.

As gravações também teriam captado Daniel afirmando que havia “perdido um milhão”. Pouso sustenta que o acusado mantinha anotações sobre valores que atribuía como dívida à esposa e demonstrava insatisfação com o crescimento profissional dela, que se preparava para lançar uma marca.

Daniel permanece internado no Centro Psicossocial de Cuiabá. A defesa alega que ele não tinha consciência dos próprios atos quando atacou a família, conclusão inicialmente apontada em avaliação psiquiátrica.

O resultado do exame, porém, foi questionado pelo Ministério Público e pelos familiares de Gleici. A homologação do laudo foi anulada e uma nova análise foi feita por uma junta composta por três peritos. A Justiça ainda deverá decidir sobre a condição mental do acusado e como essa conclusão interferirá no andamento do processo.

Pouso afirmou ainda que parentes de Daniel conseguiram interditá-lo após o crime e que a internação já teria custado mais de R$ 200 mil aos cofres públicos. Posteriormente, o engenheiro teria solicitado, no processo de inventário, metade dos bens e dos valores provenientes de aluguéis deixados pela empresária.

A família de Gleici participa do processo como assistente de acusação.



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