Polícia
Polícia Civil prende suspeito de utilizar gráfica de fachada para aplicar golpes digitais em Cuiabá
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A Polícia Civil de Mato Grosso cumpriu, na manhã desta quarta-feira (3.12), um mandado de prisão preventiva contra um homem de 38 anos, suspeito de praticar fraudes digitais em Cuiabá há mais de uma década, utilizando uma empresa de fachada para aplicar golpes.
Além do mandado de prisão preventiva, a Justiça determinou a suspensão das redes sociais do suspeito e a proibição de exercer qualquer atividade econômica relacionada ao ramo gráfico, publicitário ou similar.
A investigação da Decon apurou uma série de fraudes cometidas por meio de anúncios de produtos gráficos em redes sociais, em um perfil associado a uma suposta gráfica rápida, que foi identificada como empresa de fachada.
Consumidores procuraram o Procon Estadual e relataram que pagavam pelos serviços via Pix e nunca recebiam os produtos contratados. O órgão de defesa do consumidor encaminhou as reclamações para a Decon, que abriu uma investigação a partir dos relatos.
Ouvidas durante o inquérito, as vítimas relataram ter feito pagamentos antecipados sem receber qualquer retorno. As apurações também revelaram que o suspeito possui diversos boletins de ocorrência registrados desde 2014, sempre com o mesmo padrão de conduta: criação de perfis ou empresas fictícias, recebimento de pagamentos antecipados e não entrega dos produtos.
Segundo o delegado Rogério Ferreira, titular da Decon, as apurações realizadas pela delegacia identificaram ainda outros golpes antigos atribuídos ao mesmo investigado, inclusive com uso de nomes empresariais falsos.
“O investigado sempre utilizava técnicas adquiridas durante seu período de trabalho em gráfica comercial para conferir aparência de legitimidade às fraudes, enganando diversas vítimas ao longo dos anos”, disse o delegado.
As ordens judiciais, incluindo o mandado de prisão preventiva, foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá, após manifestação favorável da 8ª Promotoria de Justiça Criminal de Cuiabá, com base em investigações realizadas pela Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon).
Fonte: Policia Civil MT – MT
Polícia
Polícia abre investigação para apurar morte de jovem em Cuiabá; necropsia não aponta causa
Conteúdo/ODOC – A Polícia Civil de Mato Grosso abriu uma investigação para apurar as circunstâncias da morte da jovem Lourdes Maria de Lima Pessoa Padilha, de 24 anos, que morreu durante a realização de cirurgias plásticas no Hospital Geral e Maternidade, em Cuiabá, na última sexta-feira (16). A apuração busca esclarecer a causa da morte e verificar se houve falhas no atendimento médico e hospitalar.
A necropsia realizada no corpo da jovem pela Diretoria Metropolitana de Medicina Legal (DMML), da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), apontou preliminarmente causa da morte indeterminada.
O caso está sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e foi registrado como morte a esclarecer.
Segundo o delegado Michael Mendes Paes, uma equipe da DHPP foi acionada para realizar os procedimentos de liberação do corpo no hospital. Em seguida, foi solicitado o exame de necropsia, realizado por uma médica legista da Politec.
A investigação aguarda agora a conclusão dos laudos periciais, que deverão ajudar a esclarecer as circunstâncias da morte e apontar a eventual existência de falhas na prestação do atendimento médico e hospitalar.
O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) também informou que instaurará uma sindicância para apurar as circunstâncias do atendimento e da morte da paciente.
Segundo o conselho, o procedimento tramitará sob sigilo e não representa uma condenação prévia do profissional envolvido.
A morte
Lourdes realizava procedimentos de lipoaspiração e colocação de próteses mamárias quando sofreu uma parada cardiorrespiratória durante a cirurgia.
A equipe médica realizou manobras de reanimação por cerca de duas horas, mas a jovem não resistiu.
Após a comunicação da morte, houve um episódio de tensão dentro do hospital, e a Polícia Militar precisou ser acionada. Segundo a defesa do médico responsável, ele teria sido agredido e ameaçado de morte por familiares da paciente.
Mãe de duas crianças, Lourdes foi sepultada na tarde de domingo (18).
Versão do médico
Por meio de sua assessoria jurídica, o médico Euller Gustavo Preza, responsável pelos procedimentos, lamentou a morte da paciente e afirmou que a cirurgia foi realizada em ambiente hospitalar adequado, por profissionais habilitados e após as avaliações pré-operatórias exigidas.
Segundo a defesa, a equipe identificou uma intercorrência súbita durante a cirurgia, interrompeu imediatamente o procedimento e iniciou as manobras de reanimação, que se estenderam por aproximadamente duas horas.
“Tudo indica tratar-se de uma complicação súbita, descrita na literatura médica. A causa, contudo, será esclarecida pelos órgãos oficiais competentes”, afirmou a defesa, em nota.
O comunicado também destacou que o médico possui mais de 25 anos de atuação profissional e está regularmente inscrito no Conselho Regional de Medicina.
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