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Polícia Civil recupera celulares furtados em Várzea Grande avaliados em R$ 38 mil
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A Polícia Civil deflagrou, nesta quarta-feira (28), mais uma fase da Operação Mobile, para intensificar o enfrentamento aos crimes de roubo, furto e receptação de aparelhos celulares em Várzea Grande.
O objetivo da operação, que possui caráter repressivo e preventivo, é desarticular o comércio ilegal e ampliar significativamente a recuperação de dispositivos eletrônicos no âmbito estadual.
Durante essa quarta-feira, a equipe da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Várzea Grande recuperou 18 aparelhos celulares oriundos de furtos ou roubos, avaliados em aproximadamente R$ 38 mil.
Além disso, 17 pessoas foram conduzidas para a Derf, onde foram lavrados 17 termos circunstanciados de ocorrência pela prática do delito de receptação culposa.
Roubos e furtos
Dentre os aparelhos recuperados na operação está um celular que foi subtraído durante um assalto no bairro Jardim Costa Verde, em Várzea Grande, quando dois homens invadiram uma casa utilizando um pé de cabra para arrombar o portão de acesso.
Os suspeitos agiram com extrema violência, chegando a agredir uma das vítimas com uma coronhada na cabeça e amarrar outra com lacres plásticos. Na ação, os suspeitos roubaram um celular avaliado em R$ 2 mil.
Outro celular recuperado nesta quarta-feira havia sido roubado no bairro Vila Ipase. A vítima foi abordada por um homem com uma faca, que, mediante grave ameaça, roubou seu aparelho celular da vítima, avaliado em R$ 1 mil.
Também foram recuperados dois aparelhos roubados no dia 30 de maio deste ano, cuja vítima é o proprietário de uma loja de venda de celulares de Cuiabá.
O empresário havia feito a venda de dois aparelhos via WhatsApp, avaliados em R$ 15.300, que seriam pagos no ato de entrega em um endereço em Várzea Grande. Porém, quando chegou ao local da entrega, a vítima foi surpreendida por um homem com arma de fogo, que anunciou o assalto e roubou os dois celulares.
Assim que saiu com o veículo, o suspeito ainda atirou contra o carro da vítima, mas não acertou o veículo.
Polícia
Advogada e assessor de vereador estão entre os alvos da PC contra núcleo financeiro do CV
Conteúdo/ODOC – A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (30), a Operação Replay para desarticular o núcleo financeiro do Comando Vermelho em Mato Grosso. Entre os principais alvos presos estão o tesoureiro da facção no Estado, Paulo Winter Paelo Farias, conhecido como “W.T.”, a advogada Dayane Karol Moreira, além dos jogadores de futebol Alex Júnior, o “Soldado”, e Brunno Passos, o “Brunninho”.
Brunno também ocupa cargo comissionado de assessor parlamentar no gabinete do vereador Jeferson Siqueira, na Câmara Municipal de Cuiabá. Conforme o Portal da Transparência, ele foi nomeado em janeiro deste ano e recebe salário de R$ 2.250.
No total, a operação, conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), cumpre 10 mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão, bloqueio de bens e ativos financeiros contra 14 investigados por organização criminosa e lavagem de dinheiro.
As ordens judiciais são cumpridas em Cuiabá, Várzea Grande, Balneário Camboriú (SC), Itapema (SC) e Rio de Janeiro (RJ).
W.T. já está preso e teve o novo mandado de prisão cumprido na própria cadeia. Segundo a Draco, ele continuava comandando as finanças e exercendo influência sobre integrantes da facção.
As investigações apontam que mensagens interceptadas mostram o criminoso determinando cobranças, autorizando recolhimento de dinheiro, orientando comparsas em liberdade e conferindo planilhas financeiras da organização.
Outro elemento que chamou a atenção dos investigadores foi o uso do mesmo chip telefônico em sete aparelhos celulares diferentes entre setembro de 2025 e março de 2026. Conforme a Polícia Civil, a estratégia tinha como objetivo dificultar o rastreamento das comunicações clandestinas e burlar a fiscalização do sistema penitenciário.
De acordo com a Draco, a organização criminosa manteve seu esquema financeiro em funcionamento mesmo após as operações Apito Final, Fair Play e Tempo Extra.
A investigação identificou uma divisão de funções entre os integrantes, com operadores financeiros, uso de contas bancárias de terceiros e aquisição de imóveis e veículos em nome de pessoas sem capacidade financeira compatível, mecanismo utilizado para ocultar patrimônio e lavar dinheiro da facção.
Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 15,3 milhões em ativos financeiros e o sequestro de aproximadamente R$ 17,2 milhões em imóveis e veículos, incluindo casas e apartamentos de alto padrão em Mato Grosso e Santa Catarina, terrenos e automóveis.
Segundo a Polícia Civil, a ofensiva busca enfraquecer a estrutura econômica da organização criminosa, impedir a ocultação de patrimônio e interromper o fluxo financeiro que sustentava as atividades ilícitas.
O nome Replay, conforme a Draco, faz referência à capacidade da facção de reorganizar suas atividades criminosas mesmo após operações anteriores, o que motivou uma nova ofensiva voltada aos operadores financeiros e às lideranças que, segundo a investigação, continuavam atuando de dentro do sistema prisional.
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