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Suspeito de furtar energia ameaça atirar em equipe e incendiar viatura, e acaba preso em VG

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Um homem, que estava praticando furto de energia elétrica e ameaçou os agentes da concessionária, foi preso em flagrante pela Polícia Civil, na quinta-feira (27), durante uma ação de fiscalização em sua residência, no bairro Engordador, em Várzea Grande.

O suspeito foi autuado em flagrante pelos crimes de furto de energia elétrica qualificado pela fraude, lesão corporal dolosa, ameaça, desacato e resistência.

A prisão, realizada pelos policiais da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Várzea Grande (Derf-VG), se deu após a equipe de investigadores ser acionada pelos técnicos da concessionária, que constataram indícios de furto de energia elétrica no imóvel. Durante a fiscalização, o morador saiu da residência armado com uma faca e passou a agredir fisicamente os funcionários, além de proferir ameaças.

Entre as agressões, ele deu socos nos técnicos de energia, além de quase derrubar a escada que eles utilizavam para realizar os trabalhos de fiscalização. O suspeito chegou a ameaçar colocar fogo no veículo da empresa e nos próprios funcionários. Na sequência, retornou para dentro da residência, pegou uma espingarda e passou a ameaçar atirar contra a equipe.

Diante da situação de flagrante, os investigadores da Derf-VG foram até o endereço e localizaram o suspeito, que apresentava comportamento extremamente agressivo. Durante a abordagem, ele continuou fazendo ameaças, proferindo palavras de baixo calão e resistiu à prisão, sendo necessário o uso moderado da força pelos policiais para conter o suspeito e efetuar a prisão.

Durante as diligências no local, os investigadores também localizaram a faca e a espingarda de pressão utilizadas nas ameaças.

Furto de energia

Uma equipe da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) esteve no imóvel para realizar os trabalhos periciais. Após a análise técnica, foi constatada a existência de uma ligação direta de energia elétrica, confirmando a prática do furto de energia.

O suspeito foi conduzido à Derf de Várzea Grande, interrogado e autuado em flagrante, sendo posteriormente encaminhado para audiência de custódia, onde ficou à disposição da Justiça.

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Advogado divulga imagens e contesta tese de surto em assassinato de empresária

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O advogado Rodrigo Pouso Miranda divulgou, neste domingo (6), trechos de gravações feitas na casa onde a empresária Gleici Keli Geraldo, de 42 anos, foi assassinada pelo marido, o engenheiro agrônomo Daniel Frasson. O crime ocorreu em 24 de junho de 2025, em Lucas do Rio Verde, a 330 quilômetros de Cuiabá.

Representante da família da vítima, Pouso afirma que as imagens enfraquecem a versão de que Daniel teria agido durante um surto. Segundo ele, as câmeras registraram discussões, ameaças e atitudes anteriores ao crime que indicariam que o ataque foi planejado.

“Quem viu as imagens já sabe. Não foi loucura. Foi plano. […] As câmeras registraram tudo. Não foi surto. Foi escolha”, escreveu o advogado no Instagram.

Gleici foi atacada enquanto dormia e atingida por 21 golpes de faca. A filha do casal, que tinha 7 anos na época, também foi esfaqueada oito vezes. A menina conseguiu sobreviver após receber atendimento médico.

De acordo com Pouso, os vídeos mostram conflitos entre o casal nos dias anteriores ao assassinato. As discussões envolveriam principalmente problemas financeiros, incluindo divergências relacionadas à compra de uma botina, uma antena Starlink e uma quantia de R$ 2,2 mil.

Em um dos trechos divulgados, Gleici aparece dizendo: “Dani, pelo amor de Deus”. Em outra gravação, ela afirma: “Já chega de trauma”.

O advogado também relata que, dois dias antes do crime, Daniel teria ameaçado matar a esposa e a filha. Uma irmã dele teria enviado uma mensagem para alertar Gleici e aconselhá-la a esconder as facas existentes na residência. Ainda conforme Pouso, o engenheiro descobriu o aviso e demonstrou irritação.

Uma consulta com um psiquiatra estava marcada para as 15h do dia do assassinato. Daniel teria concordado em participar do atendimento, mas, segundo o advogado, pegou uma faca por volta das 6h55, horas antes do horário agendado.

As gravações também teriam captado Daniel afirmando que havia “perdido um milhão”. Pouso sustenta que o acusado mantinha anotações sobre valores que atribuía como dívida à esposa e demonstrava insatisfação com o crescimento profissional dela, que se preparava para lançar uma marca.

Daniel permanece internado no Centro Psicossocial de Cuiabá. A defesa alega que ele não tinha consciência dos próprios atos quando atacou a família, conclusão inicialmente apontada em avaliação psiquiátrica.

O resultado do exame, porém, foi questionado pelo Ministério Público e pelos familiares de Gleici. A homologação do laudo foi anulada e uma nova análise foi feita por uma junta composta por três peritos. A Justiça ainda deverá decidir sobre a condição mental do acusado e como essa conclusão interferirá no andamento do processo.

Pouso afirmou ainda que parentes de Daniel conseguiram interditá-lo após o crime e que a internação já teria custado mais de R$ 200 mil aos cofres públicos. Posteriormente, o engenheiro teria solicitado, no processo de inventário, metade dos bens e dos valores provenientes de aluguéis deixados pela empresária.

A família de Gleici participa do processo como assistente de acusação.



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