Polícia
Traficante com tornozeleira é preso em Cuiabá por estuprar prima de 16 anos
Polícia
Um homem, investigado por abusar sexualmente da prima de 16 anos, teve o mandado de prisão preventiva cumprido pela Polícia Civil, na manhã desta quinta-feira (29), após investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DDM) de Lucas do Rio Verde.
O suspeito, de 23 anos, estava com a ordem de prisão decretada pela 2ª Vara Criminal de Lucas do Rio Verde pelo crime de estupro de vulnerável. A localização e prisão do foragido ocorreram em Cuiabá, em ação realizada com o apoio da equipe da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc).
As investigações foram iniciadas após a equipe da DDM de Lucas do Rio Verde receber a denúncia dos abusos praticados contra a adolescente. Segundo as informações apuradas, os abusos ocorreram pelo menos três vezes, sendo uma delas enquanto a vítima dormia.
O suspeito já respondia a uma ação penal pelos crimes de tráfico de drogas e organização criminosa perante a 5ª Vara Criminal de Sinop. Ele cumpria pena em liberdade e era monitorado por tornozeleira eletrônica.
Ao tomar conhecimento das investigações sobre o crime sexual, o homem rompeu o equipamento de monitoramento e fugiu para a Capital.
Após a decretação do mandado judicial, os policiais da Delegacia da Mulher de Lucas do Rio Verde e da Denarc intensificaram as diligências e conseguiram capturar o investigado em Cuiabá.
Após o cumprimento do mandado, o preso foi encaminhado à audiência de custódia, ficando à disposição do Poder Judiciário.
Polícia
PC prende Influencer, marido e casal e sequestra veículo de luxo por fraudes eletrônicas
A Polícia Civil deflagrou, nesta quinta-feira (29), a segunda fase da Operação Rede Oculta, que investiga um grupo criminoso suspeito de praticar fraudes eletrônicas e lavar o dinheiro obtido com os golpes.
Foram realizadas diligências para cumprir 20 ordens judiciais expedidas pelo Núcleo do Juízo das Garantias da Regional 1 de Cuiabá contra cinco investigados, sendo cinco mandados de prisão preventiva e os demais mandados de busca e apreensão domiciliar, decisões de sequestro de veículos e autorizações de quebra de sigilo telemático dos aparelhos apreendidos.
A operação foi conduzida pela Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande (DEE-VG), unidade que, à época da primeira fase, funcionava como 1ª Delegacia de Polícia de Várzea Grande, com apoio do Núcleo de Inteligência da especializada.
Foram presos preventivamente uma digital influencer, de 24 anos, seu companheiro, de 26 anos, moradores do bairro Tijucal, em Cuiabá; uma mulher, de 35 anos, que reside no bairro Residencial São Benedito, em Várzea Grande, e o marido dela, de 41 anos, que já havia sido preso por envolvimento com fraudes eletrônicas, tinha conseguido a liberdade e foi preso novamente nesta quinta-feira. O quinto alvo ainda não foi localizado e está foragido.
Um veículo Toyota Corolla Cross híbrido, registrado em nome de terceiro, mas, segundo a investigação, em uso efetivo pelos investigados, foi sequestrado sob ordem judicial. Os aparelhos celulares apreendidos serão submetidos à extração de dados, conforme autorizado pela Justiça.
Primeira fase
A primeira fase da Operação Rede Oculta foi deflagrada em 27 de maio de 2024, quando foram cumpridas 30 ordens judiciais contra 15 investigados em Cuiabá e Várzea Grande. Na ocasião, foram apreendidos bens e aparelhos celulares, entre eles um Jeep Compass avaliado em cerca de R$ 153 mil. As investigações tiveram início em 2023, a partir de denúncias anônimas.
A análise do material apreendido naquela etapa, somada a laudos periciais da Politec e a dados financeiros obtidos com autorização judicial, permitiu aprofundar a apuração e individualizar a participação dos alvos desta segunda fase.

Como o grupo agia
Segundo a investigação, as vítimas eram abordadas pela internet, em redes sociais e plataformas de compra e venda, com falsos anúncios de veículos e golpes como o do falso parente e o do falso funcionário de banco.
Os valores transferidos via Pix eram imediatamente fracionados entre várias contas de terceiros, em quantias abaixo de R$ 10 mil, e depois concentrados em um dos investigados, que redistribuía o dinheiro. Por fim, os recursos seriam convertidos em veículos de alto valor e joias, ostentados nas redes sociais.
O prejuízo apurado das vítimas já identificadas soma R$ 414.093,00. Há vítimas em Mato Grosso e em outros estados, como Rio de Janeiro e Pará.
De acordo com a apuração, uma das investigadas presas coordenava um subnúcleo do grupo e recrutava pessoas para ceder contas bancárias ao esquema. Outra investigada, presa em Cuiabá, se apresentava nas redes sociais como influenciadora digital e exibia padrão de vida que, segundo a polícia, é incompatível com a renda declarada.
A investigação aponta ainda que o homem de 41 anos, que recentemente havia sido posto em liberdade, continuava a orientar a movimentação dos recursos de dentro do sistema prisional, com auxílio da esposa, também presa nesta fase.
O investigado é apontado como integrante de uma facção criminosa. Como ele estava com uma pequena quantidade de entorpecentes, foi lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) contra ele por posse de drogas para consumo pessoal.

Os investigados foram indiciados pelos crimes de fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
“A segunda fase da Operação Rede Oculta encerra um trabalho de investigação que começou com denúncias anônimas e avançou com a análise técnica do material apreendido e dos dados financeiros. O cumprimento integral das 20 ordens judiciais atinge não apenas as pessoas apontadas como responsáveis pelos golpes, mas também o patrimônio formado com o dinheiro das vítimas”, afirmou o delegado Ruy Peral, responsável pela operação.
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