Polícia
Vídeo revela ameaça antes de feminicídio em Confresa: “Vou te matar e me matar”
Polícia
Conteúdo/ODOC – Um vídeo que circula nas redes sociais expôs a ameaça feita por José da Cruz Evangelista, de 63 anos, dias antes de assassinar a ex-companheira Daiany Rodrigues de Souza, em Confresa (1.160 km de Cuiabá). Na gravação, o homem admite que tinha intenção de matar a vítima e depois tirar a própria vida.
O diálogo aconteceu na casa do suspeito, durante uma conversa em que Daiany questionava uma agressão anterior. A mulher relembra que José teria colocado uma faca contra o pescoço dela em três ocasiões.
“Mas tu botou a faca no meu pescoço três vezes, em nenhum momento eu fiz isso com você”, afirma a vítima no vídeo.
Na sequência, o homem confirma a intenção criminosa. “Minha intenção é te matar e me matar. Eu tenho essa intenção. A minha intenção é que nem eu e nem você vai sofrer. Vai morrer nós dois”, declarou.
Dias depois da ameaça, Daiany foi assassinada a facadas dentro de um bar da cidade, na madrugada de sábado (4). Segundo as investigações, a vítima tentou fugir após ser atacada, mas foi perseguida pelo ex-companheiro, que desferiu os golpes.
A Polícia Civil informou que Daiany já possuía uma medida protetiva de urgência contra José. O histórico de violência começou ainda no início do relacionamento, quando a mulher registrou um boletim de ocorrência por violência doméstica e ameaça. Após o crime, José da Cruz Evangelista foi preso e encaminhado ao sistema prisional. O inquérito policial foi concluído pela Polícia Civil e enviado ao Poder Judiciário. O caso é investigado como feminicídio.
Polícia
Foragido por perseguir delegado em MT, empresário tem nova prisão decretada por estupro
G1 – A Justiça de Mato Grosso decretou a prisão preventiva do empresário Maike Koseki de Capua, de 41 anos, acusado de estupro. A decisão foi assinada pelo juiz Marcos Faleiros da Silva, em substituição legal, nesta terça-feira (21), em Cuiabá. O magistrado determinou a expedição do mandado de prisão e o recolhimento do investigado a uma unidade prisional.
Na decisão, o juiz apontou que estão presentes os requisitos para a prisão preventiva, como indícios da prática do crime e a necessidade de garantir a aplicação da lei penal e a regularidade da instrução criminal, conforme os artigos 311, 312 e 313 do Código de Processo Penal.
Após o cumprimento da ordem judicial, a autoridade policial deverá comunicar imediatamente a prisão ao juízo responsável para a realização dos procedimentos legais, incluindo a audiência de custódia, quando cabível.
Maike já era considerado foragido da Justiça desde o último dia 14, quando passou a ser procurado pela Polícia Civil por suspeita de monitorar a rotina de um delegado responsável por investigá-lo em um caso de organização criminosa, em Cuiabá. Segundo as investigações, ele também teria perseguido a esposa e o filho do policial.
Além desse inquérito, o empresário responde por crimes de organização criminosa, lavagem de capitais e coação no curso do processo.
O nome de Maike também aparece em outra investigação. Uma empresária de Goiânia denunciou à Polícia Civil de Goiás ter sido vítima de extorsão e ameaças supostamente praticadas por ele.
Até a publicação desta reportagem, o empresário continuava foragido e não havia sido localizado pelas autoridades.
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