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Avallone pretende reduzir filas para consultas de saúde mental e implantar CAPs nos municípios

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principal Câmara Setorial Temática da Assembleia Legislativa, a da Saúde Mental, será prorrogada em outubro, na volta dos trabalhos parlamentares. A confirmação foi feita ontem (28) pelo deputado Carlos Avallone (PSDB), durante reunião com simpatizantes e apoiadores no CPA.

Autor e presidente da CST, criada em 2023, o deputado anunciou as prioridades da Câmara em 2027: reduzir o tempo médio para atendimento psicológico e psiquiátrico na rede pública e as filas de pacientes, que hoje chegam a dois anos de espera. “Nós vamos trabalhar muito para diminuir estas filas ou até mesmo acabar com elas, colocando a assistência de  saúde mental como prioridade de Estado, a exemplo do que acontece com o Fila Zero para cirurgias eletivas”, assegurou Avallone.

Saúdemental

 

A outra meta é implantar Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) em todos os municípios que ainda não contam com este importante serviço de atendimento e cuidados com a Saúde Mental. De acordo com dados do Ministério Público e da Assembleia Legislativa, existem 11 municípios prioritários que possuem população acima de 15 mil habitantes (critério do Ministério Saúde), mas que ainda não possuem o CAPS instalado. Estes 11 municípios que estão sob cobrança da Defensoria Pública e de frentes parlamentares são: Alto Araguaia, Araputanga, Aripuanã, Brasnorte, Chapada dos Guimarães, Comodoro, Colniza, Nobres, Paranatinga, Poxoréu e Santo Antônio do Leverger.

“Também vamos procurar atender as 600 mil pessoas que vivem em cidades com menos de 15 mil habitantes através das equipes eMulti (Equipes Multiprofissionais na Atenção Primária à Saúde), grupos de profissionais de saúde de várias áreas que trabalham juntos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) do SUS. Elas apoiam as equipes de Saúde da Família para oferecer um atendimento mais completo e integrado à comunidade.

Avanços na melhoria da rede pública

Avallone lembrou aos moradores do CPA que a região tem recebido toda atenção da CST da Saúde Mental, que alocou recursos para a reforma e construção de novas unidades na região. Em junho, foi entregue a estrutura revitalizada do CAPS II do CPA IV, que passou a ampliar a assistência em saúde mental para moradores da região Norte de Cuiabá. A unidade acompanha atualmente cerca de 550 pacientes e conta com uma equipe multiprofissional de aproximadamente 20 profissionais. Os recursos assegurados pela Assembleia viabilizam a reforma de unidades como o CAPSI do bairro CPA 4 e o CAPS Adolescer, além da construção do primeiro CAPS III da Capital no bairro Verdão.

 

Entre as conquistas realizadas pela CST, destaca-se a inclusão da saúde mental como programa prioritário de governo. A partir de sugestão da CST, a Secretaria de Estado de  Saúde editou a Portaria nº 0252, que estabelece a revisão de critérios de cofinanciamento do Programa Estadual de Incentivo à Regionalização e à implementação da Rede de Atenção Psicossocial, no âmbito do Sistema Único de Saúde de Mato Grosso. Essa portaria aumentou a destinação mensal de recursos para custeio, como, por exemplo: CAPS I: R$ 18 mil; CAPS II: R$ 22 mil; CAPS III: R$ 28 mil; CAPS Infantojuvenil: R$ 26 mil; CAPS III Álcool e Drogas (CAPS AD): R$ 40 mil.

Antes de 2024, o recurso para custeio do CAPS era de R$ 1mil por mês para os municípios que já possuíam o centro e de R$ 2 mil para as cidades que ainda não o tinham implantado. Após a Portaria o CAPS I passou a receber R$ 18 mil por mês e o CAPS AD, R$ 40 mil mensais.

Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) são serviços estratégicos da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) do Sistema Único de Saúde (SUS), voltados ao atendimento de pessoas com sofrimento psíquico. O modelo prioriza o cuidado em liberdade, a reinserção social e o fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários.
Segundo Avallone, a expansão e a melhoria da qualidade dos serviços de saúde mental dependem de maiores investimentos em adequações de espaço físico, gastos com a realização de obras civis (reformas, a manutenção de instalações), aquisição de equipamento (computadores, mobiliário etc.) entre outras despesas de custeio. O deputado assegurou no PPA 2024-2027, um total de R$ 88 milhões para o setor. Para a Atenção especializada em saúde mental em 2026, são R$ 23 milhões, para atender a meta de 82 serviços de saúde mental cofinanciados com os municípios.

Saúdemental

 

Na última sessão plenária da ALMT, Avallone fez um apelo aos colegas, prefeitos, gestores e à classe  política como um todo para transformar a expansão da Rede de Atenção Psicossocial em uma prioridade estadual. “Investir em  saúde mental não é apenas uma decisão humanitária. Quando uma pessoa recebe atendimento precoce em um CAPS, diminuem as crises, reduzem-se internações, evitam-se afastamentos do trabalho e reduz-se a sobrecarga sobre hospitais e unidades de urgência. Cada CAPS implantado significa prevenção. Cada atendimento representa uma oportunidade de devolver esperança a uma família inteira”.

Por isso, defende o estabelecimento de uma grande estratégia de expansão da Rede de Atenção Psicossocial. ”Precisamos ampliar o número de CAPS nas regiões desassistidas e fortalecer os existentes, com equipes completas e financiamento adequado, expandir os CAPS Infantis e ampliar os CAPS Álcool e Drogas. Os transtornos mentais aumentaram muito depois da pandemia. A violência doméstica só aumenta e MT é campeão de feminicídios. O uso abusivo de álcool e drogas desafia as comunidades. Crianças e adolescentes sofrem com ansiedade, depressão e automutilação. Idosos vivem em isolamento e sofrimento emocional. Por isso, fiz da saúde mental o principal tema da minha atuação parlamentar e expandir os CAPS significa salvar milhares de vidas”.

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Abilio rebate boatos e afirma que imagem de Nossa Senhora achada sem cabeça em Cuiabá foi colocada já quebrada

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que a imagem de Nossa Senhora encontrada sem a cabeça aos pés da Cruz do Chilão, no bairro Santa Helena, em Cuiabá, já estava danificada quando foi deixada no local por um fiel. Segundo ele, a peça não foi destruída naquele espaço por outra pessoa. O caso ocorreu na semana passada e teve muita repercussão por suspeita de intolerância religiosa.

Conforme o relato do prefeito dado nessa terça-feira (29) em coletiva de imprensa na Câmara de Vereadores de Cuiabá, o fiel levou a imagem até a cruz como uma manifestação de fé. “Não foi um ato de uma pessoa colocar uma imagem de Nossa Senhora lá e uma outra, terceira pessoa ir lá e danificar aquela imagem. Não foi isso que ocorreu”, declarou.

Abilio também afirmou acreditar que alguns católicos deixam imagens danificadas aos pés de cruzes por motivos religiosos. Entretanto, reconheceu não saber o que levou o fiel a agir dessa forma. “Não sei as motivações, mas um ato de fé da pessoa ali no local”, disse.

Questionado sobre uma possível tentativa de aproximação política com os católicos, Abilio afirmou que mantém relações com a comunidade religiosa desde antes de assumir a Prefeitura. Como exemplos, citou encontros no Parque das Águas durante as campanhas eleitorais de 2020 e 2024 e a destinação de emendas quando era deputado federal.

O prefeito, que é evangélico, também mencionou a proximidade com lideranças católicas e negou que seu posicionamento esteja relacionado apenas à repercussão do caso.

“Eu não preciso provar para ninguém o meu respeito e a minha admiração à Igreja Católica”, afirmou.]

Repercussão no STF

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nessa quarta-feira (30) que a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PRG) abram investigações para apurar uma sequência de ataques contra imagens e espaços sagrados em diversas regiões do país.Santa quebrada, Flavio Dino

A ordem surge em meio ao acirramento da disputa eleitoral e à proliferação de campanhas de desinformação que começou após a circulação de conteúdos falsos que vinculavam o senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) a uma suposta iniciativa para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do país.

Entre os casos que compõem o dossiê analisado pelo STF estão duas ocorrências no território mato-grossense.

O documento cita o caso registrado em março em Jauru (a 463 km de Cuiabá), quando um homem de 47 anos foi detido após destruir com golpes de machado uma imagem de Nossa Senhora Aparecida instalada em uma capela na entrada do município. Câmeras de segurança flagraram a ação criminosa. Localizado pelas autoridades, o suspeito alegou aos policiais ter agido “a mando de espíritos”

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