Política
Comissão da agropecuária vota projetos de lei e ofícios do Intermat
Política
Durante a 4ª reunião ordinária da Comissão de Agropecuária, Desenvolvimento Florestal e Agrário e de Regularização Fundiária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, realizada nesta terça-feira (1), foram analisados e votados 10 projetos de lei, um projeto de resolução e nove ofícios encaminhados pelo Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat).
Um dos projetos analisados e votados foi o de número 842/2025, do deputado Edcley Coelho (PSB), que dispõe sobre a criação de políticas públicas para auxílio aos pequenos produtores rurais na execução de ratificação dos títulos definitivos de propriedades em faixa de fronteira.
“A questão da regularização é de extrema importância para o estado. Isso contribui com a economia de Mato Grosso, para geração de emprego e renda e ainda garante dignidade àquelas pessoas que ali moram há anos esperando por esse título. Mato Grosso tem uma grande parte de sua regularização através do Intermat”, disse o presidente da comissão, deputado Nininho (Republicanos).
Na oportunidade, Nininho destacou a importância do trabalho da equipe técnica da comissão da agropecuária em relação aos processos de regularização do instituto.
“Essa comissão sempre procurou dar celeridade aos processos envolvendo a questão fundiária do Intermat. É uma maneira de poder contribuir rapidamente para as pessoas que dependem da documentação do órgão. Os processos chegam e na mesma semana pautamos eles para a próxima reunião, onde são discutidos e votados. Se tiver alguma falha, retorna, como hoje, quando três processos retornaram para corrigir as falhas técnicas”, declarou.
Também foi debatida a alteração da Lei nº 10.486/2016, de autoria do deputado Gilberto Catani (PL), que dispõe sobre a defesa sanitária animal no estado de Mato Grosso, para estabelecer critérios de representatividade na administração do Fundo de Qualidade, Produtividade e Segurança Alimentar do Leite (FQPS/Leite).
“Nós queremos realmente que os produtores de leite estejam no comando do FQPS, que é um fundo feito para o produtor de leite e pago por ele. Queremos que o produtor de leite administre esse fundo, e não mais representatividades que não sejam produtores. Isso vai melhor a qualidade em todos os aspectos”, defendeu o parlamentar.
Confira os projetos analisados e votados:
PL nº 650/2024. Autor: deputado Eduardo Botelho. “Dispõe sobre normas relativas ao registro de estabelecimentos e produtos de origem vegetal provenientes da cana-de-açúcar produzidos por estabelecimento de agricultor familiar ou empreendedor familiar rural, e por cooperativa ou associação constituída por percentual mínimo a ser definido em regulamento de agricultores familiares em seus quadros de cooperados ou associados”. Pela Aprovação, acatando a Emenda nº 01.
PL nº 1583/2024. Autor: deputado Eduardo Botelho. Autoriza a criação de Abrigo Estadual de Cães e Gatos, no Estado de Mato Grosso, e dá outras providências”. Aprovação.
PL nº 10/2025. Autor: deputado Valdir Barranco. “Dispõe sobre a Criação do Núcleo Estadual de Estudos sobre Maus-Tratos e Abandono de Animais no Estado de Mato Grosso”. Rejeição.
PL nº 13/2025. Autor: deputado Valdir Barranco. “Dispõe sobre o Programa de Recompensa para Denúncia de Maus-Tratos”. Prejudicialidade (Lei nº 10.765).
PL nº 182/2025. Autor: deputado Valdir Barranco. “Institui o Programa de Incentivo e Apoio à Vitivinicultura no Estado de Mato Grosso”. Aprovação, prejudicando o PL, apenso.
PL nº 554/2025. Autor: deputado Gilberto Cattani. “Altera a Lei nº 10.486, de 29 de dezembro de 2016, que dispõe sobre a defesa sanitária animal no Estado de Mato Grosso, para estabelecer critérios de representatividade na administração do Fundo de Qualidade, Produtividade e Segurança Alimentar do Leite – FQPS – Leite, e dá outras providências”. Aprovação.
PL nº 697/2025. Autor: deputado Gilberto Cattani. “Dispõe sobre a responsabilização dos tutores de cães que invadam propriedades rurais e causem danos a animais de produção no âmbito do Estado de Mato Grosso, e dá outras providências”. Aprovação.
PL nº 723/2025. Autor: deputado Gilberto Cattani. “Altera a Lei Estadual nº 11.869, de 31 de agosto de 2022, que “Dispõe sobre a criação, o comércio e o transporte de abelhas-sem-ferrão (meliponíneas) no Estado de Mato Grosso”. Aprovação.
PL nº 734/2025. Autor: deputado Edcley Coelho. “Altera dispositivos do Anexo II – Tabela de Taxas – da Lei nº 10.486, de 29 de dezembro de 2016, que dispõe sobre a defesa sanitária animal no Estado de Mato Grosso, a fim de modular a taxa de emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) aplicável ao trânsito de ovinos, caprinos, equídeos e suínos, conforme a quantidade de animais transportados, tanto entre titulares distintos quanto entre CPF/CNPJ iguais”. Aprovação.
PL nº 842/2025. Autor: deputado Edcley Coelho. “Dispõem sobre a criação de Políticas Públicas para auxílio aos pequenos produtores rurais na execução de ratificação dos títulos definitivos de propriedades em faixa de fronteira, no âmbito de Estado de Mato Grosso”. Aprovação.
PR nº 390/2025. Autor: deputado Carlos Avallone. “Concede a Comenda Senador Jonas Pinheiro ao Senhor João Bosco de Moraes”. Aprovação.
Fonte: ALMT – MT
Política
Deputados entregam relatório ao MME e recomendam nova licitação da energia em MT
O deputado estadual Wilson Santos (PSD) entregou ao ministro de Minas e Energia (MME), Alexandre Silveira, na última sexta-feira (9), em Brasília (DF), o relatório consolidado das oito audiências públicas realizadas nos principais polos regionais de Mato Grosso, que apontam falhas recorrentes na prestação dos serviços de distribuição de energia elétrica pela concessionária Energisa. O documento, que teve como relator o deputado estadual Eduardo Botelho (União), reúne denúncias, dados técnicos e relatos de consumidores e servirá como subsídio para que o órgão federal avalie o cumprimento das cláusulas contratuais e defina estratégias para garantir a melhoria do serviço. Entre as possibilidades analisadas estão a renovação da concessão ou a abertura de uma nova licitação para os próximos 30 anos.
Wilson Santos explicou que a criação da Comissão Especial na Assembleia Legislativa teve como objetivo acompanhar de perto o processo de renovação da concessão da Energisa, uma vez que existem 19 concessionárias de energia no país. “Desde 11 de dezembro de 1997, os serviços de distribuição de energia em Mato Grosso foram concedidos à iniciativa privada. Inicialmente, o Grupo Rede assumiu e, há 11 anos, a empresa foi substituída pela Energisa. O parlamento estadual é favorável à iniciativa privada, que possui expertise e capital para realizar os investimentos que o estado exige. No entanto, não temos interesse em repetir modelos ultrapassados, pois Mato Grosso se desenvolveu significativamente”, justificou.
Como vice-presidente da Comissão Especial, ele destacou que os diagnósticos realizados com participação popular, no último semestre de 2025, ocorreram nos municípios de Tangará da Serra, Sapezal, Cáceres, Pontes e Lacerda, Várzea Grande, Cuiabá, Chapada dos Guimarães e Rondonópolis.
“Além deste documento entregue ao Ministério, também anexamos o relatório da Câmara Setorial Temática (CST) que discutiu a energia elétrica na Assembleia Legislativa. Na nossa conclusão, sugerimos pela realização de uma nova licitação, pois entendemos que nem todas as cláusulas contratuais foram cumpridas”, explicou.
Entre as principais reclamações apontadas pela população está a baixa implantação do sistema trifásico, presente em menos de um terço do estado. Segundo o parlamentar, essa deficiência compromete o desenvolvimento econômico. “Mato Grosso cresce, muitas indústrias e empresários desejam se instalar em determinadas cidades, mas não conseguem avançar por falta de capacidade energética. Outros querem ampliar suas plantas industriais e não conseguem, porque a Energisa não fornece a energia necessária”, ressaltou.
Wilson Santos também criticou a desumanização do atendimento ao consumidor, com o fechamento da maioria das agências físicas no interior. “Há pessoas que ainda dependem do atendimento presencial, especialmente idosos, que necessitam de orientação direta. Uma das reclamações mais recorrentes nas audiências foi a morosidade no atendimento pelos canais digitais e telefônicos da concessionária”, afirmou.
Outro ponto destacado no relatório é a baixa qualidade e a instabilidade no fornecimento de energia elétrica. De acordo com os deputados, o serviço é precário e gera custos e transtornos significativos à população e ao setor produtivo, com interrupções constantes, oscilações e quedas de energia. Além disso, há prejuízos materiais, como a queima de eletrodomésticos e equipamentos essenciais para a produção no campo. “Elencamos informações que desfavorecem a renovação da concessão da Energisa em Mato Grosso. Identificamos violações de indicadores regulatórios e a percepção negativa do consumidor é corroborada por dados oficiais da própria distribuidora. A prorrogação do contrato nos moldes atuais é estrategicamente indefensável e lesiva aos interesses de longo prazo do estado. A melhoria embora exista, não foi suficiente para atender uma economia em plena expansão”, destacou Wilson Santos.
A Comissão Especial concluiu que a decisão sobre a renovação da concessão da distribuição de energia elétrica em Mato Grosso deverá ser estratégica e definirá a capacidade de crescimento e a qualidade de vida da população nas próximas três décadas. “O futuro exige mais do que a simples manutenção do serviço. Exige um parceiro comprometido com o desenvolvimento compartilhado. O novo contrato deve ser um instrumento de política de desenvolvimento econômico e não apenas um acordo de prestação de serviço”, aponta o documento.
Durante a reunião, o ministro Alexandre Silveira reconheceu que o contrato firmado em 1997 é obsoleto e não atende à realidade atual. Segundo ele, contratos mais recentes, como os firmados nos estados do Espírito Santo e Pernambuco, já preveem metas de investimentos, índices de melhoria e aperfeiçoamento dos serviços, critérios que deverão constar no próximo contrato de Mato Grosso. “Precisamos ter clareza nos contratos e acompanhar o desenvolvimento nacional. Discutimos com os deputados a possibilidade ou não da renovação da concessão. Quero destacar o empenho e a qualidade do diagnóstico apresentado. Ficaremos atentos para tomar a melhor decisão para o povo de Mato Grosso, que fortaleça o desenvolvimento do estado e leve energia trifásica ao campo”, afirmou o ministro.
Ao final da reunião, ficou acordada a continuidade das discussões sobre a prestação dos serviços da Energisa em Mato Grosso. O próximo encontro ocorrerá de forma remota, nesta terça-feira (13), às 15h (horário de Brasília), entre os integrantes do Ministério de Minas e Energia e os deputados da Comissão Especial da Assembleia Legislativa
Fonte: ALMT – MT
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