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Deputada Coronel Fernanda cobra respostas de ex-presidente do INSS

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A deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT) cobrou, na segunda-feira (13), explicações do ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Antônio Stefanutto, durante depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga irregularidades em benefícios previdenciários.

A parlamentar destacou que milhões de brasileiros, em especial aposentados e pensionistas, foram prejudicados por erros de gestão e por supostos casos de corrupção dentro do órgão.

“Culpar os outros é fácil. Difícil é encarar os próprios erros, principalmente quando milhões de aposentados foram lesados”, afirmou Coronel Fernanda.

A deputada também questionou o padrão de vida de servidores envolvidos no escândalo. “Como servidores públicos podiam levar uma vida de luxo, esbanjando dinheiro, recebendo apenas o salário? Ninguém questionou aquela ostentação? Onde estava a fiscalização interna?”, indagou.

Coronel Fernanda lembrou que o INSS é responsável por funções essenciais como a concessão de benefícios, a realização de perícias médicas, o cadastro de contribuintes e a fiscalização de irregularidades e que a negligência em qualquer uma dessas áreas impacta diretamente quem mais precisa.

“Eu visitei o INSS em setembro de 2023 para cobrar providências e reforçar a necessidade de medidas concretas de controle e transparência. Não vi nenhuma ação palpável, nenhum esforço real para resolver o problema”, criticou.

A parlamentar afirmou ainda que a situação exige responsabilização e uma mudança urgente na condução do órgão. “O INSS não pode ser tratado como um feudo político. Estamos falando da vida de milhões de brasileiros que trabalharam a vida inteira e dependem de seus benefícios para sobreviver. O Brasil precisa de respostas e essa CPMI precisa apontar os responsáveis.”

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UFMT acionará Procuradoria contra Abilio após fala que associa universitários a drogas

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A reitora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Marluce Souza e Silva, anunciou que solicitará providências à Procuradoria-Geral Federal junto à instituição contra o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL). A medida ocorre após o gestor associar estudantes e professores da UFMT e da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) ao consumo de drogas durante um discurso político realizado nesta semana.

A declaração foi feita na terça-feira (13), durante a inauguração da Casa 22, espaço de apoio à campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. Na ocasião, Abilio criticou integrantes da comunidade acadêmica que participam de manifestações favoráveis ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Ao se dirigir a estudantes e professores das duas universidades públicas, o prefeito afirmou: “Quero pedir aos estudantes da universidade pública do Estado de Mato Grosso, seja Unemat ou UFMT, estudantes e professores. Que saiam às ruas, peçam voto para o Lula, com seu baseado, com suas drogas, com a maconha, com a cocaína, e camisa do Che Guevara”.

Em resposta, Marluce ressaltou que a universidade é um espaço de formação educacional e de desenvolvimento do pensamento crítico, com estudantes de diferentes posicionamentos ideológicos. A reitora também contestou a associação generalizada entre universitários e o consumo de entorpecentes.

“Os jovens universitários não são usuários de drogas, e aqueles que são, chegaram na universidade usando. Não é aqui que eles aprendem”, afirmou.

Ela acrescentou que conhece jovens que frequentam igrejas e fazem uso de drogas e bebidas alcoólicas, sem necessariamente terem vínculo com a instituição.

A reitora também destacou que o combate às drogas não deve ser confundido com ataques aos jovens. “Combater as drogas não é sinônimo de combater os jovens”, declarou.

Durante o mesmo discurso, Abilio classificou estudantes e professores que atuam politicamente em favor de Lula como os “melhores cabos eleitorais” de Flávio Bolsonaro. O prefeito também defendeu que Mato Grosso amplie a votação do senador no segundo turno e estimou que o Estado poderia contribuir com mais 200 mil votos para o candidato.

O episódio reacendeu o embate entre o prefeito e a UFMT. Em agosto de 2025, Abilio já havia criticado publicamente a qualidade do ensino da instituição ao comentar dificuldades de estudantes em resolver uma operação matemática básica. Na ocasião, após a repercussão, ele pediu desculpas pelo comentário.

Com o novo episódio, a reitoria pretende encaminhar o caso à Procuradoria-Geral Federal para avaliar as providências cabíveis. Até a publicação da reportagem original, não havia informação sobre eventual manifestação formal do prefeito em resposta ao posicionamento da universidade.

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