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Wellington Fagundes, Janaína Riva e Thiago Silva transformam show religioso em palco político e público reage

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O show do cantor gospel Fernandinho, realizado na noite desta segunda-feira (25) em Sinop, ficou marcado não pela música mas pela sequência de discursos políticos que irritou e gerou vaias do público presente.
O evento, com início previsto para as 19h, se transformou em um verdadeiro palanque eleitoral. Famílias e fiéis que esperavam uma noite de adoração foram obrigados a assistir a uma longa fila de pronunciamentos políticos que se estendeu por mais de duas horas. Às 21h20, com o público já visivelmente impaciente, ainda havia autoridades com o microfone na mão.
Entre os protagonistas da noite estavam nomes com ambições eleitorais claras para 2026: a deputada estadual Janaína Riva, apontada como pré-candidata ao Senado, e o senador Wellington Fagundes, cotado para disputar o Governo de Mato Grosso. Ambos utilizaram o palco do evento religioso para se projetar politicamente diante do público.
Mas quem concentrou as maiores críticas foi o deputado estadual Thiago Silva e por uma razão que vai além do discurso: foi ele o responsável pela destinação da emenda parlamentar que viabilizou o evento. Na prática, o dinheiro público que trouxe Fernandinho a Sinop serviu também de passaporte para que o deputado e seus aliados políticos ocupassem o palco e o microfone antes do show.

As vaias foram audíveis e vieram de quem menos se esperava num show gospel: o próprio público de fé, que não aceitou ver o espaço de adoração convertido em palanque.
O episódio acende um debate que vai além de Sinop: o uso de emendas parlamentares para financiar eventos religiosos e a instrumentalização desses espaços para promoção política é uma prática que mistura fé, dinheiro público e eleição de forma cada vez mais explícita. E desta vez, o público não ficou em silêncio.

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Prefeita vê decisão do STF como chance de fortalecer base na Câmara de Vereadores

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, afirmou que a anulação da eleição antecipada da Mesa Diretora da Câmara Municipal pelo Supremo Tribunal Federal (STF) abriu espaço para uma nova articulação política dentro do Legislativo.

A manifestação ocorreu após decisão do ministro Dias Toffoli, que invalidou o pleito realizado em maio deste ano e que havia garantido a recondução do vereador Wanderley Cerqueira (MDB) à presidência da Casa.

Na disputa, Wanderley venceu o vereador Lucas do Chapéu do Sol (PL) por 12 votos a 11. O parlamentar emedebista integra um grupo político de oposição à prefeita.

Ao comentar a decisão, Flávia afirmou que o entendimento do STF seguiu posicionamentos já adotados em outros estados sobre eleições antecipadas para mesas diretoras de câmaras e assembleias.

“Agora consolidou a decisão do STF”, afirmou a prefeita ao defender que o julgamento corrigiu uma situação que, segundo ela, vinha destoando de entendimentos aplicados em outras partes do país.

O Supremo considerou que a eleição realizada com grande antecedência afrontou princípios já estabelecidos pela Corte em ações diretas de inconstitucionalidade que tratam do tema. O entendimento fixado prevê que esse tipo de votação deve ocorrer apenas a partir de outubro do ano anterior ao início do mandato da nova Mesa Diretora.

Com a anulação do resultado, Flávia Moretti avalia que ganhou tempo para ampliar o diálogo político com vereadores e tentar fortalecer sua sustentação dentro da Câmara Municipal.

Segundo ela, tanto o vereador Lucas do Chapéu do Sol quanto a própria gestão devem intensificar as articulações em busca de maior apoio no Legislativo para futuras votações de interesse do Executivo municipal.

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