Mato Grosso
Wellington Fagundes, Janaína Riva e Thiago Silva transformam show religioso em palco político e público reage
Mato Grosso
O show do cantor gospel Fernandinho, realizado na noite desta segunda-feira (25) em Sinop, ficou marcado não pela música mas pela sequência de discursos políticos que irritou e gerou vaias do público presente.
O evento, com início previsto para as 19h, se transformou em um verdadeiro palanque eleitoral. Famílias e fiéis que esperavam uma noite de adoração foram obrigados a assistir a uma longa fila de pronunciamentos políticos que se estendeu por mais de duas horas. Às 21h20, com o público já visivelmente impaciente, ainda havia autoridades com o microfone na mão.
Entre os protagonistas da noite estavam nomes com ambições eleitorais claras para 2026: a deputada estadual Janaína Riva, apontada como pré-candidata ao Senado, e o senador Wellington Fagundes, cotado para disputar o Governo de Mato Grosso. Ambos utilizaram o palco do evento religioso para se projetar politicamente diante do público.
Mas quem concentrou as maiores críticas foi o deputado estadual Thiago Silva e por uma razão que vai além do discurso: foi ele o responsável pela destinação da emenda parlamentar que viabilizou o evento. Na prática, o dinheiro público que trouxe Fernandinho a Sinop serviu também de passaporte para que o deputado e seus aliados políticos ocupassem o palco e o microfone antes do show.
As vaias foram audíveis e vieram de quem menos se esperava num show gospel: o próprio público de fé, que não aceitou ver o espaço de adoração convertido em palanque.
O episódio acende um debate que vai além de Sinop: o uso de emendas parlamentares para financiar eventos religiosos e a instrumentalização desses espaços para promoção política é uma prática que mistura fé, dinheiro público e eleição de forma cada vez mais explícita. E desta vez, o público não ficou em silêncio.
Mato Grosso
Otaviano Pivetta anuncia estudo para redução de despesas e enxugamento da máquina
O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), anunciou, na tarde desta quarta-feira (21), um estudo para redução de despesas e enxugamento da máquina.
O chefe do executivo estadual afirmou que uma equipe de dez servidores de carreira trabalha na elaboração das medidas, que deverão ser apresentadas até o fim da próxima semana.
Entre os integrantes do grupo está a vice-governadora eleita Gisela Simona (União Brasil), que participa diretamente das discussões sobre a reestruturação administrativa. Gisela atualmente está lotada como assessora especial da Csa Civil.
Segundo o governador, o plano contemplará redução de gastos, contenção de despesas, modernização dos sistemas e simplificação dos processos de transferência de recursos aos municípios . A intenção é diminuir o peso do Estado sobre o contribuinte e tornar a gestão mais eficiente.
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