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Dr. João destaca marco histórico para Várzea Grande com inauguração do novo Hemocentro “Davi Almeida Franco”

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Será inaugurado nesta terça-feira (25), às 14h, em Várzea Grande, o novo Hemocentro do município, instalado na antiga sede do DAE (Departamento de Água e Esgoto), no bairro Cristo Rei. A nova unidade leva o nome “Davi Almeida Franco”, em homenagem ao menino de 9 anos que morreu após ser atingido por uma linha de cerol enquanto andava de bicicleta.

O deputado estadual Dr. João (MDB), autor de uma emenda parlamentar de R$ 500 mil que garantiu a reforma e a aquisição de equipamentos, ressaltou a importância social e emocional desse momento para toda a cidade. Segundo ele, além de fortalecer a estrutura de coleta e distribuição de sangue, o novo espaço carrega um significado humano profundo.

“É um marco histórico para Várzea Grande. Este hemocentro representa cuidado, vida e solidariedade. E receber o nome do pequeno Davi, um menino querido de Cristo Rei, mostra que cada obra pública precisa carregar humanidade e respeito. A história dele jamais será esquecida”, disse Dr. João.

A unidade, totalmente modernizada, terá capacidade para realizar até 50 coletas por dia, reduzindo a dependência de outras unidades da Região Metropolitana e garantindo atendimento mais rápido e eficiente para pacientes que precisam de transfusão. O espaço conta com dois médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, gestor e equipe administrativa, distribuídos em salas de coleta, triagem, recuperação e atendimento clínico.

O deputado também destacou a importância estratégica da nova instalação no dia em que o país celebra o Dia Nacional do Doador de Sangue.

“Escolher este dia para inaugurar o hemocentro reforça a mensagem de que doar sangue é um gesto que salva vidas. Várzea Grande ganha muito com essa estrutura e, acima de tudo, com essa capacidade de cuidar da nossa população”, destacou.

A homenagem a Davi também sensibilizou o parlamentar. O menino era morador do bairro e sua mãe trabalha no antigo DAE, exatamente o local onde a nova unidade foi instalada.

“A escolha do nome traz um sentido profundo de memória e amor. Transformamos dor em homenagem, e homenagem em esperança para milhares de pessoas que serão atendidas aqui”, completou Dr. João.

O ato contará com a presença da prefeita Flávia Moretti, do vice-prefeito Tião da Zaeli, do vereador Alessandro Moreira, de representantes do Hemocentro Estadual, vereadores e membros da Comissão de Saúde da Câmara Municipal.

Fonte: ALMT – MT

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Produtor paga a conta: Odílio Balbinotti denuncia entraves que encarecem o agro brasileiro

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O empresário Odílio Balbinotti Filho, primeiro suplente do senador eleito Zé Medeiros (PL) e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso, criticou os entraves à implantação de ferrovias no Brasil e alertou para os prejuízos que os elevados custos de transporte representam para o agronegócio. Segundo ele, apesar dos avanços tecnológicos e dos ganhos de produtividade nas lavouras, a deficiência logística continua comprometendo a renda dos produtores.

“Hoje nós temos uma agricultura no Centro-Oeste, Norte e Nordeste muito competitiva. A gente produz muito por hectare, e isso se deve à alta tecnologia que o agricultor foi adotando ao longo dos anos. Mas nós temos um gargalo que precisa ser resolvido e que hoje toma grande parte da renda do produtor: o frete”, afirmou.

Balbinotti citou o transporte de soja entre Sorriso, em Mato Grosso, e o Porto de Santos, em São Paulo, como exemplo do peso da logística sobre os custos de produção. “De Sorriso a Santos, hoje, são R$ 30 por saco de soja. Se você pegar um frete ferroviário que realmente é competitivo, nós teríamos uma redução de praticamente R$ 10 por saco de custo para o produtor”, declarou.

Na avaliação do empresário, a ampliação da concorrência entre os modais rodoviário e ferroviário poderia proporcionar uma economia bilionária. Ele estima que a redução dos custos logísticos representaria aproximadamente R$ 8,5 bilhões em recursos que permaneceriam com os produtores rurais.

Os valores apresentados por Balbinotti são estimativas do empresário e dependem das rotas, dos volumes transportados e das condições de mercado.

*Ferrogrão e os entraves judiciais*

Entre os projetos considerados estratégicos para Mato Grosso está a Ferrogrão, ferrovia de 933 quilômetros prevista para ligar Sinop (MT) a Miritituba, no Pará, criando uma alternativa de escoamento da produção agrícola pelos portos do Arco Norte.

Balbinotti criticou a demora na implantação do empreendimento e mencionou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no processo judicial envolvendo a ferrovia. “Nós temos o caso da Ferrogrão, que ficou parada por cinco anos na mão do Alexandre de Moraes”, afirmou.

Em março de 2021, Moraes suspendeu, por decisão cautelar, a eficácia da Lei nº 13.452/2017 e os procedimentos relacionados ao projeto. A medida foi adotada no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6553, apresentada pelo PSOL, que questionava a redução de uma área do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará.

Em maio de 2026, o plenário do STF declarou constitucional a legislação questionada, afastando o impedimento jurídico discutido na ação. A decisão, entretanto, não representa a conclusão do licenciamento nem o início das obras.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também avançou na atualização dos estudos técnicos da concessão, que envolve investimentos bilionários e depende de etapas administrativas, ambientais e regulatórias.

*Agronegócio representa parcela expressiva da economia brasileira*

A preocupação com os custos logísticos ocorre em um momento de pressão sobre a rentabilidade de diferentes atividades agrícolas.

Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o agronegócio brasileiro movimentou R$ 3,20 trilhões em 2025, o equivalente a 25,13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Apesar do crescimento de 12,2% registrado naquele ano, o setor apresentou retração de 2,01% no primeiro trimestre de 2026. O levantamento apontou queda de preços em diferentes atividades, com reflexos sobre a renda da produção e os segmentos ligados ao agronegócio.

Para Balbinotti, o avanço da produtividade precisa ser acompanhado por investimentos capazes de reduzir o custo de levar a produção até os mercados consumidores e os portos de exportação.

*Licenciamento e infraestrutura*

O empresário também defendeu a simplificação dos procedimentos necessários à execução de grandes obras. “Todo esse licenciamento, esse arcabouço de licenças que são necessárias para fazer obras estruturantes no Brasil, isso atrapalha o desenvolvimento do país”, afirmou.

Na avaliação de Balbinotti, processos mais rápidos e regras mais simples poderiam contribuir para ampliar os investimentos em infraestrutura, sem afastar a necessidade de cumprimento da legislação ambiental.

Ele relacionou a discussão ao trabalho que pretende desenvolver junto ao senador eleito Zé Medeiros e à agenda de infraestrutura defendida pela campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. “Simplificar essa legislação e deixar os processos mais céleres, isso com certeza é a grande solução, e nós podemos trabalhar com isso lá no Senado”, concluiu.

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