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Lúdio destaca novos recursos do governo federal para cirurgias e atendimentos especializados em MT

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O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) reiterou, em audiência pública na Assembleia Legislativa de Mato Grosso nesta terça-feira (2), os novos recursos para cirurgias e atendimentos especializados disponibilizados pelo Ministério da Saúde ao Governo do Estado. Na audiência, representantes do Governo Federal apresentaram o programa Agora Tem Especialistas, que abre possibilidade de entrada de financiamento novo para reduzir a fila de espera no Sistema Único de Saúde (SUS). Em Mato Grosso, são pelo menos 35 mil procedimentos na fila de cirurgias.

A audiência teve participação do assessor institucional para assuntos federativos da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (SAES), Adalberto Fulgêncio, que apresentou o programa do ministério comandado por Alexandre Padilha (PT).

“Nós trouxemos o Ministério da Saúde para dialogar com o estado, secretarias municipais e consórcios intermunicipais, porque o Brasil tem um problema sério que é o tempo de espera para ter acesso a consultas com especialistas, exames complementares especializados e cirurgias. A rede de atendimento à população precisa de mais agilidade e de ampliação. O objetivo do ministério é ampliar o acesso por meio de várias estratégias: a contratação de unidades privadas, ampliação dos programas de residência médica, construção de centros de especialidade, adoção de unidades móveis, contratualização com planos de saúde, telemedicina com atendimento digital, e outras. O ministério veio mostrar os recursos que estão disponíveis e nós vamos identificar os caminhos para colocar isso em prática aqui em Mato Grosso”, explicou Lúdio.

Realizada pela Comissão de Saúde da ALMT, a audiência também recebeu o superintendente do Ministério da Saúde em Mato Grosso, Altir Peruzzo (PT); o promotor de Justiça, Milton Mattos da Silveira; a vice-presidente do Conselho das Secretarias Municipais de Saúde, Deise Bocalon; e a secretária adjunta de Estado de Saúde, Kelluby de Oliveira.

De acordo com Lúdio, é preciso “criar uma parceria com o governo do estado, sintonizar as iniciativas próprias do estado com aquilo que o governo federal disponibiliza, para facilitar o acesso da população a atendimento especializado”.

“Podemos dar dois exemplos que estão no levantamento que fizemos da demanda reprimida em Mato Grosso. Há muitas crianças aguardando para realizar cirurgias de otorrino, que são de média complexidade, mas não tem uma rede organizada para atender. O objetivo do programa é criar um mecanismo para que essa demanda seja atendida em todo o Estado. Outra área grave é a oftalmologia, cirurgia de retina, em que nós temos uma demanda enorme, as pessoas estão perdendo a visão, então nós precisamos de um acesso facilitado, e a rede privada tem condições para isso. Nós precisamos definir o fluxo, os recursos para custeio o Ministério da Saúde vai disponibilizar, para podermos garantir o atendimento às pessoas que precisam”, detalhou o deputado.

O programa inclui o credenciamento de clínicas e hospitais privados para o Sistema Único de Saúde (SUS). As unidades da rede privada poderão ter entre 30% e 50% das dívidas de impostos federais abatidas, a depender do tamanho do passivo. Serão disponibilizados consultas, exames e cirurgias especializadas em seis áreas prioritárias: oncologia, ginecologia, cardiologia, ortopedia, oftalmologia e otorrinolaringologia.

São mais de 1,3 mil diferentes tipos de cirurgias que podem ser credenciados pelo Estado junto ao Ministério da Saúde. Os recursos para Mato Grosso ainda dependem da aprovação do Plano de Ação Regional (PAR).

“Apesar de o estado ter o programa Fila Zero, que tem um volume de recursos importante, nós precisamos sintonizar o Fila Zero com o Agora tem Especialistas para a gente potencializar a oferta de serviços. O Ministério da Saúde está colocando à disposição de todos os Estados e municípios recursos novos, adicionais. E a leitura do que tive do que foi apresentado, é de que a participação de Mato Grosso está muito aquém do que poderia ser. É um volume de recursos muito pequeno para a qualidade da proposta. Não pode haver uma competição entre programas, tem que haver uma sinergia”, defendeu Lúdio.

Fonte: ALMT – MT

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Produtor paga a conta: Odílio Balbinotti denuncia entraves que encarecem o agro brasileiro

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O empresário Odílio Balbinotti Filho, primeiro suplente do senador eleito Zé Medeiros (PL) e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso, criticou os entraves à implantação de ferrovias no Brasil e alertou para os prejuízos que os elevados custos de transporte representam para o agronegócio. Segundo ele, apesar dos avanços tecnológicos e dos ganhos de produtividade nas lavouras, a deficiência logística continua comprometendo a renda dos produtores.

“Hoje nós temos uma agricultura no Centro-Oeste, Norte e Nordeste muito competitiva. A gente produz muito por hectare, e isso se deve à alta tecnologia que o agricultor foi adotando ao longo dos anos. Mas nós temos um gargalo que precisa ser resolvido e que hoje toma grande parte da renda do produtor: o frete”, afirmou.

Balbinotti citou o transporte de soja entre Sorriso, em Mato Grosso, e o Porto de Santos, em São Paulo, como exemplo do peso da logística sobre os custos de produção. “De Sorriso a Santos, hoje, são R$ 30 por saco de soja. Se você pegar um frete ferroviário que realmente é competitivo, nós teríamos uma redução de praticamente R$ 10 por saco de custo para o produtor”, declarou.

Na avaliação do empresário, a ampliação da concorrência entre os modais rodoviário e ferroviário poderia proporcionar uma economia bilionária. Ele estima que a redução dos custos logísticos representaria aproximadamente R$ 8,5 bilhões em recursos que permaneceriam com os produtores rurais.

Os valores apresentados por Balbinotti são estimativas do empresário e dependem das rotas, dos volumes transportados e das condições de mercado.

*Ferrogrão e os entraves judiciais*

Entre os projetos considerados estratégicos para Mato Grosso está a Ferrogrão, ferrovia de 933 quilômetros prevista para ligar Sinop (MT) a Miritituba, no Pará, criando uma alternativa de escoamento da produção agrícola pelos portos do Arco Norte.

Balbinotti criticou a demora na implantação do empreendimento e mencionou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no processo judicial envolvendo a ferrovia. “Nós temos o caso da Ferrogrão, que ficou parada por cinco anos na mão do Alexandre de Moraes”, afirmou.

Em março de 2021, Moraes suspendeu, por decisão cautelar, a eficácia da Lei nº 13.452/2017 e os procedimentos relacionados ao projeto. A medida foi adotada no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6553, apresentada pelo PSOL, que questionava a redução de uma área do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará.

Em maio de 2026, o plenário do STF declarou constitucional a legislação questionada, afastando o impedimento jurídico discutido na ação. A decisão, entretanto, não representa a conclusão do licenciamento nem o início das obras.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também avançou na atualização dos estudos técnicos da concessão, que envolve investimentos bilionários e depende de etapas administrativas, ambientais e regulatórias.

*Agronegócio representa parcela expressiva da economia brasileira*

A preocupação com os custos logísticos ocorre em um momento de pressão sobre a rentabilidade de diferentes atividades agrícolas.

Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o agronegócio brasileiro movimentou R$ 3,20 trilhões em 2025, o equivalente a 25,13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Apesar do crescimento de 12,2% registrado naquele ano, o setor apresentou retração de 2,01% no primeiro trimestre de 2026. O levantamento apontou queda de preços em diferentes atividades, com reflexos sobre a renda da produção e os segmentos ligados ao agronegócio.

Para Balbinotti, o avanço da produtividade precisa ser acompanhado por investimentos capazes de reduzir o custo de levar a produção até os mercados consumidores e os portos de exportação.

*Licenciamento e infraestrutura*

O empresário também defendeu a simplificação dos procedimentos necessários à execução de grandes obras. “Todo esse licenciamento, esse arcabouço de licenças que são necessárias para fazer obras estruturantes no Brasil, isso atrapalha o desenvolvimento do país”, afirmou.

Na avaliação de Balbinotti, processos mais rápidos e regras mais simples poderiam contribuir para ampliar os investimentos em infraestrutura, sem afastar a necessidade de cumprimento da legislação ambiental.

Ele relacionou a discussão ao trabalho que pretende desenvolver junto ao senador eleito Zé Medeiros e à agenda de infraestrutura defendida pela campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. “Simplificar essa legislação e deixar os processos mais céleres, isso com certeza é a grande solução, e nós podemos trabalhar com isso lá no Senado”, concluiu.

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