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Pivetta confronta Wellington sobre incentivos fiscais e cobra promessa de renúncia

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos), candidato à reeleição, voltou a confrontar Wellington Fagundes (PL) sobre incentivos fiscais durante o debate promovido pela TV Centro América na noite desta terça-feira (29). O embate ganhou força depois que Pivetta apresentou documentos relacionados a benefícios tributários concedidos a empresas ligadas à família do senador e cobrou o cumprimento de uma promessa feita anteriormente pelo adversário.

Wellington havia declarado que renunciaria à candidatura ao Governo de Mato Grosso caso fosse comprovado que sua esposa ou seus filhos receberam incentivos fiscais. Durante o debate, porém, o senador afirmou que nunca recebeu benefício dessa natureza e sustentou que as empresas atualmente administradas pelos filhos não foram beneficiadas por sua atuação política.

Na ocasião, Pivetta levou ao estúdio uma pasta com documentos e questionou diretamente o adversário sobre a promessa de deixar a disputa. “Vai renunciar ou não?”, perguntou o governador durante o confronto.

Dados de registros tributários citados nas reportagens apontam que a Zootec Indústria e Comércio de Produtos Agropecuários, administrada por João Antonio Fagundes Neto, filho do senador, aparece com aproximadamente R$ 1,08 milhão em renúncias de ICMS entre 2019 e 2025. O cadastro da Receita Federal consultado em 28 de setembro identifica o filho de Wellington como administrador da empresa.

O episódio, entretanto, envolve uma distinção entre o benefício concedido à empresa e um eventual recebimento direto por parte de Wellington ou de seus familiares. Os registros citados nas reportagens correspondem a renúncias tributárias vinculadas à empresa, e não a um pagamento realizado pelo Estado diretamente ao senador ou ao filho.

Durante o debate, Wellington também afirmou que a renúncia fiscal relacionada às empresas de sua família teria sido de cerca de R$ 3 milhões ao longo de sua trajetória empresarial. Ele argumentou que incentivos tributários são mecanismos utilizados por empresas de diferentes setores e negou ter buscado pessoalmente qualquer benefício.

Disputa sobre os incentivos

A discussão faz parte de um embate que vem sendo travado entre os dois candidatos desde o início da campanha. Wellington tem questionado os valores de incentivos concedidos pelo Governo de Mato Grosso e já citou uma empresa ligada a Pivetta como exemplo de beneficiária.

Em setembro, a Justiça Eleitoral manteve no ar uma propaganda de Wellington que mencionava cerca de R$ 498 milhões em benefícios fiscais relacionados a uma empresa ligada ao governador. Na decisão liminar, o TRE-MT entendeu que havia elementos para considerar existente o benefício fiscal, embora tenha feito ressalvas sobre a forma como o valor era apresentado na propaganda.

Pivetta, por sua vez, defende o modelo estadual de incentivos e afirma que os programas têm como finalidade estimular investimentos, industrialização, geração de empregos e agregação de valor à produção. Segundo ele, as regras atuais permitem que empresas interessadas solicitem os benefícios por meio de critérios definidos pelo Estado.

O confronto sobre o tema voltou a dominar diferentes momentos do debate da TV Centro América, com os candidatos apresentando versões distintas sobre os benefícios tributários concedidos a empresas relacionadas a seus grupos familiares e políticos.

A promessa de renúncia feita anteriormente por Wellington passou, assim, a ocupar parte central da discussão. O senador manteve a negativa de que tenha recebido incentivos fiscais, enquanto Pivetta sustentou que os documentos apresentados demonstram que empresas ligadas à família foram contempladas.

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Mauro tem 46,5% no 1º voto ao Senado em Cuiabá; Janaina, 19,8%

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poucos dias do primeiro turno, o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) aparece com 46,5% das intenções de voto na primeira escolha para o Senado entre os eleitores de Cuiabá, segundo pesquisa Percent Brasil realizada entre os dias 15 e 18 de setembro. A deputada estadual Janaina Riva (MDB) registra 19,8%, enquanto o deputado federal José Medeiros (PL) tem 6,3%.

Na sequência aparecem Carlos Fávaro (PSD), com 6,2%, e o ex-governador Pedro Taques (PSB), com 5,8%. Coronel Darwin (Democrata) registra 1,7%; Galvan (Avante), 1%; e Margareth Buzetti (PP), 0,7%. Brancos e nulos somam 4,7%, enquanto 7,3% não souberam responder ou permanecem indecisos.

O levantamento é restrito ao eleitorado de Cuiabá e, portanto, não representa o conjunto de Mato Grosso. A metodologia e os registros informados para a pesquisa — 600 entrevistados na Capital, coleta entre 15 e 18 de setembro, margem de quatro pontos percentuais e registros MT-02166/2026 e BR-08302/2026 — também aparecem em publicações recentes sobre outros recortes do mesmo levantamento.

Janaina aparece à frente no segundo voto
Como cada eleitor escolherá dois candidatos diferentes ao Senado em 2026, a Percent Brasil também perguntou qual seria a segunda opção de voto.
Nesse recorte, Janaina registra 17,8%, Mauro tem 15,3% e Pedro Taques aparece com 12,5%. Fávaro alcança 7,7% e Medeiros, 6%.

A segunda escolha apresenta grau maior de indefinição. Ao todo, 27,8% não souberam responder ou ainda não escolheram um candidato, enquanto 5,2% declararam voto branco ou nulo.
A diferença entre os dois recortes mostra que as preferências se distribuem de maneira distinta entre a primeira e a segunda escolha. Mauro concentra parcela maior das citações no primeiro voto, enquanto Janaina registra percentual superior ao do ex-governador quando o eleitor é questionado especificamente sobre a segunda opção.
Mauro é o mais citado na espontânea
Mauro também aparece como o nome mais lembrado quando os entrevistadores não apresentam a relação de candidatos.
Na pesquisa espontânea, ele recebe 21,2% das citações. Janaina tem 7,2%, seguida por Fávaro, com 4,2%; Medeiros, com 3,7%; e Taques, com 2,5%.
Nesse cenário, porém, a indefinição ainda é elevada: 59,5% dos entrevistados não souberam apontar espontaneamente um candidato ou permanecem indecisos. Outros 1% declararam voto branco ou nulo.

Soma e média
No quadro denominado pela pesquisa como “soma e média”, que reúne as duas escolhas, Mauro registra 30,9% e Janaina, 18,8%.
Pedro Taques aparece com 9,2%, seguido por Fávaro, com 7%, e Medeiros, com 6,2%. Margareth Buzetti tem 1,9%; Coronel Darwin, 1,6%; Galvan, 1,5%; Beny Godoy, 0,4%; e Professor Nelson Ferreira, 0,3%.
Nesse recorte, os indecisos representam 17,6%.

O cenário na Capital difere do levantamento estadual anterior da própria Percent Brasil. Na pesquisa divulgada em agosto, realizada com 1.200 eleitores em Mato Grosso, Mauro tinha 20% na soma e média dos dois votos e Janaina, 18,9%, dentro da margem de erro daquela rodada. A comparação deve ser feita com cautela porque as pesquisas abrangem populações e amostras diferentes: a atual mede somente Cuiabá, enquanto a anterior abrangia o Estado.

Taques tem maior rejeição
A Percent Brasil também perguntou em quais candidatos os entrevistados não votariam. Pedro Taques registra o maior percentual de rejeição, com 17%.
Medeiros aparece com 7,5%, seguido por Janaina, com 6,8%; Mauro, com 6,7%; e Fávaro, com 6,2%. Galvan tem 3,8%; Coronel Darwin, 3,3%; Beny Godoy, 2,7%; Buzetti, 1,5%; e Professor Nelson Ferreira, 1,3%.

Pesquisa ouviu 600 eleitores
A Percent Brasil entrevistou 600 pessoas em Cuiabá, incluindo os distritos de Nossa Senhora da Guia, Coxipó, Rio dos Peixes e Sucuri, entre 15 e 18 de setembro. As entrevistas foram presenciais e domiciliares, com questionário estruturado.

A pesquisa informa margem de erro de quatro pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números MT-02166/2026 e BR-08302/2026. Dados metodológicos publicados sobre a mesma pesquisa confirmam as 600 entrevistas presenciais, o período de campo, a margem de erro e os registros eleitorais.
Observação para edição: no texto-base consta que a pesquisa considera pessoas com “15 anos ou mais”. Eu retiraria essa informação até conferir o questionário/registro integral, porque a idade eleitoral mínima no Brasil é 16 anos; as fontes públicas que localizei confirmam amostra, datas, margem e registros, mas não sustentam esse corte etário de 15 anos

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