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Novo caminho… ou uma nova forma de caminhar?

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Há momentos na vida em que tudo parece escurecer. Entramos naquilo que muitos chamam de “a noite escura da alma”… Um tempo em que perdemos o brilho no olhar, o entusiasmo pelas coisas, e tudo ao nosso redor parece cinza e sem sentido.

Nesses momentos, é comum revisitarmos nosso passado, tentando entender onde perdemos o rumo. Questionamos o relacionamento que antes nos completava. Duvidamos do amor, das escolhas, da profissão… E a sensação de vazio pode nos fazer pensar que o único caminho possível é recomeçar do zero.

Mas será que, de fato, precisamos mudar tudo?

Às vezes, não é o caminho que precisa mudar… é o nosso jeito de caminhar.
A crise pode ser, sim, um convite. Mas não necessariamente para sair, fugir ou romper. Pode ser um chamado para olhar com mais profundidade, realinhar intenções e reencontrar o sentido.

Talvez não seja o fim de um ciclo, mas o início de uma nova forma de estar no mesmo lugar – com mais presença, verdade e leveza.

Como nos ensina Bert Hellinger:
“Nem sempre precisamos de um novo caminho… e sim, de um novo modo de caminhar.”
Que tal respirar fundo e acolher esse momento como uma oportunidade de reencontro com você mesmo?

Eluise Dorileo é psicóloga, terapeuta familiar
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Para muitas mulheres, ter para onde ir é o começo da liberdade

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Por Scheila Pedroso

Quando falamos sobre violência contra a mulher, uma pergunta sempre me inquieta: quantas mulheres querem sair de uma situação de violência, mas simplesmente não têm para onde ir?

Ao longo da minha trajetória na gestão pública, aprendi que os problemas da vida real raramente chegam separados. A falta de moradia, a dependência financeira, a vulnerabilidade social e a violência muitas vezes fazem parte da mesma história.

Por isso, enfrentar a violência contra a mulher exige mais do que dizer a ela que denuncie. É preciso garantir que, depois da denúncia, exista uma rede capaz de acolher, proteger e, principalmente, criar condições para que ela possa reconstruir a própria vida.

Neste Agosto Lilás, essa reflexão precisa ir além das campanhas e chegar às políticas públicas.

Uma mulher precisa se sentir segura para pedir ajuda. Precisa saber onde procurar apoio. Precisa ter condições de trabalhar, sustentar seus filhos e recomeçar. E, muitas vezes, precisa de algo tão básico quanto um lugar seguro para chamar de casa.

Durante muitos anos trabalhando com políticas públicas, aprendi que cuidar das pessoas também significa compreender a realidade que existe por trás de cada problema. Não basta tratar a consequência sem olhar para aquilo que mantém uma mulher presa a uma situação de violência.

Combater a violência também é construir autonomia.

É garantir proteção, oportunidade, renda, moradia e dignidade para que nenhuma mulher precise escolher entre permanecer onde sente medo ou partir sem saber para onde ir.

Agosto é Lilás. Mas esse compromisso precisa existir o ano inteiro.

Scheila Pedroso
Arquiteta, gestora pública e pré-candidata a deputada estadual.

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