Polícia

Polícia Civil prende autor de furto em loja de calçados ocorrido de madrugada

Publicado em

Polícia

Um homem, identificado como autor de um furto em uma loja de roupas e calçados localizada na região central de Várzea Grande, foi preso em flagrante pela Polícia Civil, nesta quarta-feira (2), em ação realizada pelos policiais da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos do município (Derf-VG).

O suspeito, de 46 anos, foi autuado em flagrante pelos crimes de furto qualificado pela destruição de obstáculo e resistência.

O crime ocorreu durante a madrugada em um estabelecimento comercial localizado na Avenida Filinto Müller, região central de Várzea Grande. Para praticar o furto,  o suspeito arrombou o cadeado e quebrou a porta de vidro da loja para entrar no local, de onde subtraiu R$ 85 em dinheiro, um par de tênis e um aparelho celular utilizado pela empresa.

O prejuízo provocado pelo arrombamento e pela quebra do vidro foi estimado pela vítima em mais de R$ 2 mil. Assim que tomou conhecimento do crime, a equipe da Derf-VG iniciou diligências para identificar e localizar o autor. Durante as buscas na região, os policiais visualizaram um homem que utilizava um tênis semelhante ao produto furtado.

Ao ser abordado pelos policiais, o suspeito informou que encontrou o calçado em um terreno baldio. Entretanto, após a verificação, os policiais constataram que se tratava do mesmo tênis levado da loja durante o furto. O proprietário do estabelecimento foi acionado e reconheceu o calçado como sendo o produto subtraído.

Diante da situação de flagrante, os policiais deram voz de prisão ao suspeito, que tentou resistir a prisão, porém foi contido.  Ele foi conduzido à delegacia, onde após ser interrogado, foi autuado em flagrante pelo crime de furto qualificado e por resistência. Após a lavratura do flagrante, o suspeito foi encaminhado para audiência de custódia, ficando à disposição da Justiça.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Polícia

Membros do CV são condenados a 110 anos de prisão por matar rapaz a pauladas e jogar corpo em rio

Publicados

em

O Tribunal do Júri de Sorriso condenou, nesta terça-feira (1), Alison Antônio Silva Vieira, Max Matos de Sousa, Eduardo Vieira da Conceição e Willian da Silva Soares pelo assassinato de Maurício dos Santos Silva de Araújo, ocorrido em janeiro de 2024. 

Os quatro foram condenados por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e corrupção de menores. Alison, Max e Eduardo também foram condenados por integrarem organização criminosa. As penas aplicadas aos quatro réus somam 110 anos de prisão. 

Segundo a investigação, o crime ocorreu em contexto de atuação do Comando Vermelho (CV) e foi motivado pela suspeita de que Maurício pertencesse ao Primeiro Comando da Capital (PCC), facção rival. A desconfiança surgiu a partir de uma tatuagem no peito da vítima, interpretada pelos envolvidos como indicativo de ligação ao grupo adversário. 

A partir dessa suspeita, Max, Willian e um adolescente conduziram Maurício à força para uma quitinete. No local, a vítima foi dominada e amarrada, passando a ser interrogada e agredida. Eduardo chegou à quitinete, também interrogou Maurício sobre a suposta ligação com a facção rival e ajudou nas agressões. 

Na sequência, o grupo levou Maurício para um terreno baldio, onde Alison se juntou aos demais e realizou uma chamada de vídeo com outros integrantes da organização criminosa, enquanto a vítima continuava sendo interrogada sobre sua suposta vinculação ao PCC. Ainda amarrado os faccionados bateram com pedaço de madeira na cabeça de Maurício que veio a óbito. O exame pericial apontou traumatismo craniano provocado por ação contundente como causa da morte. 

Após o homicídio, o corpo foi transportado e lançado no Rio Lira, em Sorriso, com a finalidade de ocultá-lo. Na manhã seguinte, o cadáver foi localizado preso a galhadas. Maurício estava amordaçado e com os pés amarrados. 

O Conselho de Sentença reconheceu que o homicídio foi praticado por motivo torpe, com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. O motivo torpe decorreu do contexto de disputa entre facções criminosas e da suspeita de que Maurício pertencesse a um grupo rival.

O meio cruel foi reconhecido em razão da sequência de submissão, interrogatórios e agressões imposta à vítima antes da morte. Já o recurso que dificultou a defesa decorreu das circunstâncias em que Maurício permaneceu amarrado, subjugado e em inferioridade diante do grupo. 

Os jurados também reconheceram os crimes de ocultação de cadáver, pelo lançamento do corpo no Rio Lira após o homicídio, e de corrupção de menores, em razão da participação de um adolescente na ação criminosa. 

Alison Antônio Silva Vieira foi condenado a 36 anos de prisão pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, organização criminosa e corrupção de menores. 

Max Matos de Sousa e Eduardo Vieira da Conceição foram condenados pelos mesmos crimes, cada um à pena de 25 anos e 10 meses de prisão. 

Willian da Silva Soares foi condenado a 22 anos e quatro meses de prisão por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e corrupção de menores. 

Ao comentar o resultado do julgamento, o promotor de Justiça Luiz Fernando Rossi Pipino destacou a importância do enfrentamento institucional às organizações criminosas. “Não vamos admitir que organizações criminosas imponham suas próprias leis, promovam julgamentos clandestinos e decidam quem pode viver ou morrer. O Estado não pode recuar diante das facções. O enfrentamento ao crime organizado será firme, permanente e dentro da lei”, declarou.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA