Várzea Grande

Obras de reestruturação do Pronto-Socorro iniciam nova fase

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Projeto não via apenas qualidade estrutural, mas também, mais conforto, segurança e dignidade tanto para os pacientes quanto para os profissionais que atuam diariamente na unidade

Uma nova fase das obras de reestruturação do Pronto-Socorro e Hospital Municipal de Várzea Grande começou hoje, sexta-feira, 11, com a reforma do banheiro masculino, da sala amarela. Em princípio, o espaço foi isolado temporariamente e o banheiro feminino está sendo utilizado de forma unissex, garantindo que o acesso não seja prejudicado.

A reforma prevê a substituição total do revestimento das paredes e do piso, troca da pia, vasos sanitários, paredes divisórias, além da atualização da parte hidrossanitária e elétrica. O novo ambiente contará com revestimentos mais modernos e clean, proporcionando mais conforto, higiene e acessibilidade aos usuários.

De acordo com prefeita Flávia Moretti (PL), o avanço das obras revela na prática a atenção e a prioridade que a atual gestão dá à saúde pública. “Não canso de falar que minha primeira visita, no primeiro dia de trabalho, foi no pronto-socorro, quando nos deparamos com um caos. Salas fechadas por conta de mofos e infiltrações e os pacientes no corredor. Fora a falta de equipamentos médicos, como simples suportes de soros, macas, medicamentos e insumos, como fio de sutura. Estamos fazendo história em Várzea Grande”.

A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, a reestruturação faz parte do compromisso da gestão em melhorar a infraestrutura da unidade hospitalar. “Essa obra vem trazer não apenas qualidade estrutural, porém, mais conforto, segurança e dignidade tanto para os pacientes quanto para os profissionais que atuam diariamente na unidade”, comenta.

A próxima etapa da obra será focada na estrutura do telhado, que também será realizada de forma estratégica para não comprometer o funcionamento do hospital. Toda a nova estrutura da cobertura será confeccionada no próprio canteiro de obras.

Segundo a engenheira civil, Andressa Bastos, os materiais estão chegando e “logo damos início à construção da nossa estrutura do telhado do hospital”, que é a principal obra da unidade, disse.

SEM PARAR O ATENDIMENTO – Por se tratar de um hospital de portas abertas, que atende demandas de urgência e emergência 24 horas por dia, a obra será executada com logística diferenciada e por etapas, sempre levando em conta a presença de pacientes e a necessidade de manter todos os setores em funcionamento.

“Vamos trabalhar com muito planejamento, respeitando a rotina da unidade e a segurança dos pacientes e tentar impactar o menos possível na rotina hospital. Cada etapa será cuidadosamente executada para que o atendimento continue normalmente”, reforçou Deisi.

Duas frentes de trabalho atuam simultaneamente: uma na reestruturação dos banheiros e outra na estruturação da cobertura.

Além da reforma do telhado e banheiros, a obra contempla ainda pintura, reparos nas redes elétrica, hidráulica e de esgoto e a aquisição de três novos geradores de energia, para garantir o pleno funcionamento da unidade mesmo em casos de interrupção do fornecimento elétrico.

As adequações devem transformar o Pronto-Socorro de Várzea Grande em uma unidade mais moderna, eficiente e acolhedora, reafirmando o compromisso da gestão com a qualidade do atendimento na rede pública de saúde.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Acidente em academia e dever de indenizar: Justiça reconhece falha na prestação de serviço em uma academia de Várzea Grande/MT.

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Uma academia de Várzea Grande/MT, foi condenada ao pagamento de indenização por danos morais e materiais após um aluno sofrer lesão lombar em decorrência do rompimento do fio de sustentação de um aparelho de musculação durante a realização de exercícios.

Segundo o processo, o consumidor precisou de atendimento médico, recebeu afastamento por sete dias e teve despesas com medicamentos. Também alegou não ter recebido assistência adequada após o acidente e que a academia se recusou a fornecer as imagens das câmeras de segurança, sob a justificativa de observância à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Ao analisar o caso, o Juízo entendeu que a relação é regida pelo Código de Defesa do Consumidor e que as academias respondem objetivamente pelos danos decorrentes de defeitos na prestação de seus serviços.

A decisão destacou que a invocação genérica da LGPD não impede a preservação e apresentação de imagens necessárias para a apuração dos fatos em juízo, especialmente quando a prova está sob posse exclusiva do fornecedor.

Diante das provas apresentadas e da ausência de elementos capazes de afastar a versão do consumidor, foi reconhecida a falha na prestação do serviço, com condenação da academia ao pagamento de:

✔️ R$ 5.000,00 por danos morais; e ✔️ R$ 41,73 por danos materiais referentes às despesas comprovadas.

A decisão também aplicou a teoria do desvio produtivo do consumidor, reconhecendo que o tempo e os esforços despendidos pelo consumidor para solucionar um problema criado pelo fornecedor podem configurar dano indenizável.

O escritório de Advocacia Deny Sulivan defendeu o consumidor.
Processo N. 1046960-37.2025.8.11.0002.

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