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Cavalaria prende dois faccionados por tráfico e apreende 52 porções de drogas

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Policiais militares da Cavalaria de Nova Mutum prenderam dois homens, de 18 e 29 anos, por tráfico ilícito de drogas, em duas ações distintas nesta terça-feira (15.7). Com os suspeitos, foram encontradas 52 porções de drogas e uma quantia de R$50 em dinheiro.

Durante patrulhamento tático, a equipe policial flagrou um homem em atitude suspeita em frente a um supermercado, no bairro Edelmina Querubim. O suspeito jogou alguns invólucros no chão e tentou fugir ao ver a viatura.

Na abordagem, os policiais localizaram cinco porções de maconha. Ao ser questionado pela PM a respeito da droga, o suspeito confessou a comercialização e indicou que em sua residência possuía mais entorpecentes.

A equipe se deslocou até o endereço e em buscas na residência foram encontradas um tablete de maconha e mais 38 porções da mesma droga, três porções de cocaína e uma quantia em dinheiro.

Em outra ação, no Centro, os policiais flagraram outro homem em atitude suspeita em frente a um condomínio. O suspeito ao perceber a presença policial tentou fugir e foi abordado.

Na abordagem, foram localizadas duas porções de maconha. Em relato à PM, o suspeito afirmou que comercializava a droga a mando de uma facção criminosa e que possuía mais quantidades em sua residência.

A equipe entrou no local e encontrou mais três porções da droga. O suspeito ainda relatou que aplica golpes em um site de venda e aluguel.
Diante dos fatos, os suspeitos foram encaminhados para a delegacia, com o material apreendido, para as providências cabíveis.

Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.

*Sob supervisão Wellyngton Souza

Fonte: PM MT – MT

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Advogado divulga imagens e contesta tese de surto em assassinato de empresária

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O advogado Rodrigo Pouso Miranda divulgou, neste domingo (6), trechos de gravações feitas na casa onde a empresária Gleici Keli Geraldo, de 42 anos, foi assassinada pelo marido, o engenheiro agrônomo Daniel Frasson. O crime ocorreu em 24 de junho de 2025, em Lucas do Rio Verde, a 330 quilômetros de Cuiabá.

Representante da família da vítima, Pouso afirma que as imagens enfraquecem a versão de que Daniel teria agido durante um surto. Segundo ele, as câmeras registraram discussões, ameaças e atitudes anteriores ao crime que indicariam que o ataque foi planejado.

“Quem viu as imagens já sabe. Não foi loucura. Foi plano. […] As câmeras registraram tudo. Não foi surto. Foi escolha”, escreveu o advogado no Instagram.

Gleici foi atacada enquanto dormia e atingida por 21 golpes de faca. A filha do casal, que tinha 7 anos na época, também foi esfaqueada oito vezes. A menina conseguiu sobreviver após receber atendimento médico.

De acordo com Pouso, os vídeos mostram conflitos entre o casal nos dias anteriores ao assassinato. As discussões envolveriam principalmente problemas financeiros, incluindo divergências relacionadas à compra de uma botina, uma antena Starlink e uma quantia de R$ 2,2 mil.

Em um dos trechos divulgados, Gleici aparece dizendo: “Dani, pelo amor de Deus”. Em outra gravação, ela afirma: “Já chega de trauma”.

O advogado também relata que, dois dias antes do crime, Daniel teria ameaçado matar a esposa e a filha. Uma irmã dele teria enviado uma mensagem para alertar Gleici e aconselhá-la a esconder as facas existentes na residência. Ainda conforme Pouso, o engenheiro descobriu o aviso e demonstrou irritação.

Uma consulta com um psiquiatra estava marcada para as 15h do dia do assassinato. Daniel teria concordado em participar do atendimento, mas, segundo o advogado, pegou uma faca por volta das 6h55, horas antes do horário agendado.

As gravações também teriam captado Daniel afirmando que havia “perdido um milhão”. Pouso sustenta que o acusado mantinha anotações sobre valores que atribuía como dívida à esposa e demonstrava insatisfação com o crescimento profissional dela, que se preparava para lançar uma marca.

Daniel permanece internado no Centro Psicossocial de Cuiabá. A defesa alega que ele não tinha consciência dos próprios atos quando atacou a família, conclusão inicialmente apontada em avaliação psiquiátrica.

O resultado do exame, porém, foi questionado pelo Ministério Público e pelos familiares de Gleici. A homologação do laudo foi anulada e uma nova análise foi feita por uma junta composta por três peritos. A Justiça ainda deverá decidir sobre a condição mental do acusado e como essa conclusão interferirá no andamento do processo.

Pouso afirmou ainda que parentes de Daniel conseguiram interditá-lo após o crime e que a internação já teria custado mais de R$ 200 mil aos cofres públicos. Posteriormente, o engenheiro teria solicitado, no processo de inventário, metade dos bens e dos valores provenientes de aluguéis deixados pela empresária.

A família de Gleici participa do processo como assistente de acusação.



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