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Polícia Civil prende homem por violência doméstica e dois suspeitos de ligação com facção criminosa em Pedra Preta

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Três homens, um deles autor de violência doméstica e outros dois suspeitos de integrar organização criminosa, foram presos em flagrante pela Polícia Civil, na terça-feira (22.7), durante ação realizada pelos policiais da Delegacia de Pedra Preta.

O suspeito, de 32 anos, foi detido após invadir a residência de sua ex-companheira, de 28 anos, e agredi-la violentamente com uma faca, causando lesões no ombro e nas mãos da vítima, além de marcas no pescoço em razão de estrangulamento.

A prisão do agressor ocorreu após a vítima procurar a delegacia, relatando que o ex-companheiro pulou o muro da casa, arrombou a porta e iniciou as agressões físicas e verbais. Após conseguir desarmá-lo, a vítima correu para a rua, onde foi amparada por vizinhos. O suspeito fugiu em seguida, utilizando um veículo Corsa branco.

A mulher relatou ainda que o ex-companheiro, com quem foi casada por dois anos, já a vinha perseguindo de forma insistente, inclusive por meios eletrônicos, causando-lhe medo e comprometendo sua integridade física, psicológica e sua liberdade.

Após o registro da ocorrência, a equipe de investigadores da delegacia iniciou diligências e localizou o suspeito em sua residência. No local, estavam também dois homens, de 36 e 23 anos, em atitude suspeita na calçada. Um deles tentou destruir o aparelho celular ao perceber a presença policial. Ambos foram abordados, revistados e encaminhados à delegacia.

Durante a apuração, foi constatado que os dois homens têm envolvimento com uma facção criminosa. Em depoimento, o agressor informou que os dois indivíduos estavam ali para lhe aplicar um “salve”, espécie de punição interna aplicada por facções criminosas e que temia pela sua vida.

Os três suspeitos foram interrogados e autuados em flagrante pelos respectivos crimes, sendo posteriormente colocados à disposição da Justiça.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Advogado divulga imagens e contesta tese de surto em assassinato de empresária

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O advogado Rodrigo Pouso Miranda divulgou, neste domingo (6), trechos de gravações feitas na casa onde a empresária Gleici Keli Geraldo, de 42 anos, foi assassinada pelo marido, o engenheiro agrônomo Daniel Frasson. O crime ocorreu em 24 de junho de 2025, em Lucas do Rio Verde, a 330 quilômetros de Cuiabá.

Representante da família da vítima, Pouso afirma que as imagens enfraquecem a versão de que Daniel teria agido durante um surto. Segundo ele, as câmeras registraram discussões, ameaças e atitudes anteriores ao crime que indicariam que o ataque foi planejado.

“Quem viu as imagens já sabe. Não foi loucura. Foi plano. […] As câmeras registraram tudo. Não foi surto. Foi escolha”, escreveu o advogado no Instagram.

Gleici foi atacada enquanto dormia e atingida por 21 golpes de faca. A filha do casal, que tinha 7 anos na época, também foi esfaqueada oito vezes. A menina conseguiu sobreviver após receber atendimento médico.

De acordo com Pouso, os vídeos mostram conflitos entre o casal nos dias anteriores ao assassinato. As discussões envolveriam principalmente problemas financeiros, incluindo divergências relacionadas à compra de uma botina, uma antena Starlink e uma quantia de R$ 2,2 mil.

Em um dos trechos divulgados, Gleici aparece dizendo: “Dani, pelo amor de Deus”. Em outra gravação, ela afirma: “Já chega de trauma”.

O advogado também relata que, dois dias antes do crime, Daniel teria ameaçado matar a esposa e a filha. Uma irmã dele teria enviado uma mensagem para alertar Gleici e aconselhá-la a esconder as facas existentes na residência. Ainda conforme Pouso, o engenheiro descobriu o aviso e demonstrou irritação.

Uma consulta com um psiquiatra estava marcada para as 15h do dia do assassinato. Daniel teria concordado em participar do atendimento, mas, segundo o advogado, pegou uma faca por volta das 6h55, horas antes do horário agendado.

As gravações também teriam captado Daniel afirmando que havia “perdido um milhão”. Pouso sustenta que o acusado mantinha anotações sobre valores que atribuía como dívida à esposa e demonstrava insatisfação com o crescimento profissional dela, que se preparava para lançar uma marca.

Daniel permanece internado no Centro Psicossocial de Cuiabá. A defesa alega que ele não tinha consciência dos próprios atos quando atacou a família, conclusão inicialmente apontada em avaliação psiquiátrica.

O resultado do exame, porém, foi questionado pelo Ministério Público e pelos familiares de Gleici. A homologação do laudo foi anulada e uma nova análise foi feita por uma junta composta por três peritos. A Justiça ainda deverá decidir sobre a condição mental do acusado e como essa conclusão interferirá no andamento do processo.

Pouso afirmou ainda que parentes de Daniel conseguiram interditá-lo após o crime e que a internação já teria custado mais de R$ 200 mil aos cofres públicos. Posteriormente, o engenheiro teria solicitado, no processo de inventário, metade dos bens e dos valores provenientes de aluguéis deixados pela empresária.

A família de Gleici participa do processo como assistente de acusação.



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