Polícia
Polícia Militar prende homem em flagrante por tentativa de feminicídio em Cuiabá
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Policiais militares do 9º Batalhão prenderam um homem, de 31 anos, por tentativa de feminicídio, na noite deste domingo (3.8), em Cuiabá. O suspeito foi preso em flagrante após agredir e tentar afogar a sua esposa em uma piscina, durante uma discussão.
Por volta de 20h, a equipe do 9º BPM foi acionada para verificar uma situação de violência doméstica, no bairro Altos do Parque II. No local, os policiais encontraram a vítima, de 27 anos, com ferimentos pelo corpo, na frente de sua residência.
Para os militares, a mulher relatou que as agressões se iniciaram após uma discussão do casal por conta da mudança de residência deles. Ainda segundo a vítima, após a recusa dela em se mudar naquela noite, o suspeito desferiu socos na cabeça, braços e costas contra ela.
A mulher conta que conseguiu fugir das agressões uma vez, momento em que o homem a atacou novamente com socos e tentou lhe enforcar. Em seguida, o agressor ainda arrastou a vítima para a piscina da casa e tentou afogar a esposa.
A vítima conseguiu fugir novamente do suspeito e foi até a rua, em frente do imóvel do casal, e gritou por socorro, conseguindo acionar a Polícia Militar que compareceu rapidamente ao local e deteve o homem em flagrante.
Durante a verificação dos antecedentes do homem, a PM constatou que havia um mandado de prisão em aberto contra ele, expedido pela 8ª Vara Criminal de Cuiabá, pelo crime de tráfico de drogas.
Ele recebeu voz de prisão e foi conduzido até a Delegacia de Plantão de Violência Contra Mulher para registro da ocorrência e demais providências que o caso requer.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
Fonte: PM MT – MT
Polícia
Advogado divulga imagens e contesta tese de surto em assassinato de empresária
O advogado Rodrigo Pouso Miranda divulgou, neste domingo (6), trechos de gravações feitas na casa onde a empresária Gleici Keli Geraldo, de 42 anos, foi assassinada pelo marido, o engenheiro agrônomo Daniel Frasson. O crime ocorreu em 24 de junho de 2025, em Lucas do Rio Verde, a 330 quilômetros de Cuiabá.
Representante da família da vítima, Pouso afirma que as imagens enfraquecem a versão de que Daniel teria agido durante um surto. Segundo ele, as câmeras registraram discussões, ameaças e atitudes anteriores ao crime que indicariam que o ataque foi planejado.
“Quem viu as imagens já sabe. Não foi loucura. Foi plano. […] As câmeras registraram tudo. Não foi surto. Foi escolha”, escreveu o advogado no Instagram.
Gleici foi atacada enquanto dormia e atingida por 21 golpes de faca. A filha do casal, que tinha 7 anos na época, também foi esfaqueada oito vezes. A menina conseguiu sobreviver após receber atendimento médico.
De acordo com Pouso, os vídeos mostram conflitos entre o casal nos dias anteriores ao assassinato. As discussões envolveriam principalmente problemas financeiros, incluindo divergências relacionadas à compra de uma botina, uma antena Starlink e uma quantia de R$ 2,2 mil.
Em um dos trechos divulgados, Gleici aparece dizendo: “Dani, pelo amor de Deus”. Em outra gravação, ela afirma: “Já chega de trauma”.
O advogado também relata que, dois dias antes do crime, Daniel teria ameaçado matar a esposa e a filha. Uma irmã dele teria enviado uma mensagem para alertar Gleici e aconselhá-la a esconder as facas existentes na residência. Ainda conforme Pouso, o engenheiro descobriu o aviso e demonstrou irritação.
Uma consulta com um psiquiatra estava marcada para as 15h do dia do assassinato. Daniel teria concordado em participar do atendimento, mas, segundo o advogado, pegou uma faca por volta das 6h55, horas antes do horário agendado.
As gravações também teriam captado Daniel afirmando que havia “perdido um milhão”. Pouso sustenta que o acusado mantinha anotações sobre valores que atribuía como dívida à esposa e demonstrava insatisfação com o crescimento profissional dela, que se preparava para lançar uma marca.
Daniel permanece internado no Centro Psicossocial de Cuiabá. A defesa alega que ele não tinha consciência dos próprios atos quando atacou a família, conclusão inicialmente apontada em avaliação psiquiátrica.
O resultado do exame, porém, foi questionado pelo Ministério Público e pelos familiares de Gleici. A homologação do laudo foi anulada e uma nova análise foi feita por uma junta composta por três peritos. A Justiça ainda deverá decidir sobre a condição mental do acusado e como essa conclusão interferirá no andamento do processo.
Pouso afirmou ainda que parentes de Daniel conseguiram interditá-lo após o crime e que a internação já teria custado mais de R$ 200 mil aos cofres públicos. Posteriormente, o engenheiro teria solicitado, no processo de inventário, metade dos bens e dos valores provenientes de aluguéis deixados pela empresária.
A família de Gleici participa do processo como assistente de acusação.
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