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Cavalaria da PM prende três faccionados com 49 porções de entorpecentes, armas e munições

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Policiais militares da Cavalaria do 13º Batalhão apreenderam 49 porções de drogas, armas de fogo e munições durante duas abordagens distintas, nesta terça-feira (5.8), em Lucas do Rio Verde (a 332 km de Cuiabá). As equipes prenderam em flagrante duas mulheres e um homem, integrante de uma facção criminosa, suspeitos de tráfico ilícito de drogas.

Durante o Estágio Supervisionado do 11° Curso de Policiamento Montado, no bairro Primaveras, as equipes localizaram uma mulher, em atitude suspeita, que dispensou um invólucro no chão, ao perceber a aproximação dos militares.

De imediato, foi realizada a abordagem e confirmado que a suspeita havia dispensado um invólucro contendo material análogo à pasta base de cocaína e crack.

Ao ser abordada e questionada sobre os ilícitos, ela relatou que teria adquirido de outra mulher, que reside nas proximidades do local da abordagem. Os policiais militares se deslocaram até o imóvel e flagraram a mulher na área da casa.

A mulher foi abordada, portando porções de pasta base de cocaína e R$ 63 em espécie. Além disso, em buscas no interior do imóvel, foram localizadas duas armas de fogo tipo carabina artesanal, uma de calibre .22 e outra espingarda artesanal de calibre .36, com quatro munições. Também foram encontradas joias sem procedência, três aparelhos celulares e uma balança de precisão.

Segunda ocorrência

Os policiais militares também intensificaram o policiamento na Avenida Mato Grosso, no bairro Alvorada, local conhecido por diversas denúncias de comércio de entorpecentes. Durante a ação, foram realizadas abordagens a algumas pessoas que estavam nas imediações, momento em que as equipes abordaram um homem, com 16 porções de maconha e R$ 35.

Questionado sobre os entorpecentes, o homem confessou ser integrante de uma facção criminosa e o responsável pelo tráfico na região. Além disso, ele confessou ser o mandante de uma tentativa de homicídio, em dias anteriores, contra um casal. Os suspeitos e os entorpecentes foram encaminhados à delegacia.

Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.

Fonte: PM MT – MT

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Advogado divulga imagens e contesta tese de surto em assassinato de empresária

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O advogado Rodrigo Pouso Miranda divulgou, neste domingo (6), trechos de gravações feitas na casa onde a empresária Gleici Keli Geraldo, de 42 anos, foi assassinada pelo marido, o engenheiro agrônomo Daniel Frasson. O crime ocorreu em 24 de junho de 2025, em Lucas do Rio Verde, a 330 quilômetros de Cuiabá.

Representante da família da vítima, Pouso afirma que as imagens enfraquecem a versão de que Daniel teria agido durante um surto. Segundo ele, as câmeras registraram discussões, ameaças e atitudes anteriores ao crime que indicariam que o ataque foi planejado.

“Quem viu as imagens já sabe. Não foi loucura. Foi plano. […] As câmeras registraram tudo. Não foi surto. Foi escolha”, escreveu o advogado no Instagram.

Gleici foi atacada enquanto dormia e atingida por 21 golpes de faca. A filha do casal, que tinha 7 anos na época, também foi esfaqueada oito vezes. A menina conseguiu sobreviver após receber atendimento médico.

De acordo com Pouso, os vídeos mostram conflitos entre o casal nos dias anteriores ao assassinato. As discussões envolveriam principalmente problemas financeiros, incluindo divergências relacionadas à compra de uma botina, uma antena Starlink e uma quantia de R$ 2,2 mil.

Em um dos trechos divulgados, Gleici aparece dizendo: “Dani, pelo amor de Deus”. Em outra gravação, ela afirma: “Já chega de trauma”.

O advogado também relata que, dois dias antes do crime, Daniel teria ameaçado matar a esposa e a filha. Uma irmã dele teria enviado uma mensagem para alertar Gleici e aconselhá-la a esconder as facas existentes na residência. Ainda conforme Pouso, o engenheiro descobriu o aviso e demonstrou irritação.

Uma consulta com um psiquiatra estava marcada para as 15h do dia do assassinato. Daniel teria concordado em participar do atendimento, mas, segundo o advogado, pegou uma faca por volta das 6h55, horas antes do horário agendado.

As gravações também teriam captado Daniel afirmando que havia “perdido um milhão”. Pouso sustenta que o acusado mantinha anotações sobre valores que atribuía como dívida à esposa e demonstrava insatisfação com o crescimento profissional dela, que se preparava para lançar uma marca.

Daniel permanece internado no Centro Psicossocial de Cuiabá. A defesa alega que ele não tinha consciência dos próprios atos quando atacou a família, conclusão inicialmente apontada em avaliação psiquiátrica.

O resultado do exame, porém, foi questionado pelo Ministério Público e pelos familiares de Gleici. A homologação do laudo foi anulada e uma nova análise foi feita por uma junta composta por três peritos. A Justiça ainda deverá decidir sobre a condição mental do acusado e como essa conclusão interferirá no andamento do processo.

Pouso afirmou ainda que parentes de Daniel conseguiram interditá-lo após o crime e que a internação já teria custado mais de R$ 200 mil aos cofres públicos. Posteriormente, o engenheiro teria solicitado, no processo de inventário, metade dos bens e dos valores provenientes de aluguéis deixados pela empresária.

A família de Gleici participa do processo como assistente de acusação.



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