Opinião

A cegueira que me ensinou a amar!

Publicado em

Opinião

Por Jéssica Lima

Quando me contaram que a Julieta era cega, confesso: travei. “E agora?”, pensei. Nunca tinha cuidado de uma cachorra com deficiência visual. A cabeça virou um turbilhão de dúvidas: como adaptar a casa? E os outros cães? Como seria o dia a dia? Eu só via obstáculos. Só enxergava o que faltava.

Mas foi ela quem me ensinou que há luz além dos olhos.

Julieta chegou como quem não precisa ver para reconhecer o mundo. Ela farejava a vida como se cada cheiro fosse uma história. Ouvia passos e, com o rabo abanando, corria na direção do afeto. Seus outros sentidos eram seu guia, e a isso ela se entregava plenamente.

Viver, para a Julieta, não era uma questão de enxergar. Era uma questão de confiar. De se lançar no desconhecido com o coração guiando cada passo. E era isso que ela fazia: tropeçava, batia em móveis, dava a volta e seguia em frente, sempre com aquele jeitinho corajoso que só quem não se vitimiza tem.

Ela não reclamava da escuridão. Simplesmente amava — com o corpo inteiro, com a alma inteira, com uma intensidade que iluminava tudo ao redor.

Às vezes eu me pegava observando — e tentando entender — como era possível tanto amor em um ser que nunca viu o próprio reflexo. Mas talvez esse seja o segredo: ela não via aparência. Não julgava. Não cobrava. Amava. E só.

Dizem por aí que o amor é cego. Pois eu digo: ele é. E, no caso da Julieta, foi também a coisa mais pura e verdadeira que já experimentei.

Se você percebeu que escrevi tudo isso no passado, é porque Julieta já não está mais aqui. A despedida, no entanto, é uma história para outro momento. Hoje, só queria contar que tive o privilégio de viver um amor cego. Um amor que não dependia de olhos, mas de presença. De entrega. De confiança.

Sim, o amor é cego. E talvez seja justamente por isso que ele enxerga o que realmente importa.

*Jéssica Lima é graduada em Artes Visuais e atua como professora de arte, com ênfase em pintura em tela e mural. Com ampla experiência no ensino e na prática artística, dedica-se a inspirar seus alunos a explorarem a criatividade e a transformarem espaços por meio da arte.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Opinião

Avon desenvolve primeira pele bioimpressa em laboratório que reproduz efeitos da menopausa

Publicados

em

A Avon acaba de alcançar um marco inédito na indústria da beleza: o desenvolvimento da primeira pele bioimpressa capaz de reproduzir, com precisão, os efeitos da menopausa. Criado em laboratório, o modelo simula transformações como a perda de colágeno, a diminuição da densidade e o ressecamento intenso da pele. Com esse movimento, a marca de cuidados faciais Avon Renew, de Avon, consolida seu compromisso com a democratização da ciência e se posiciona na vanguarda da pesquisa cosmética direcionada para os ciclos femininos.

Ao levar para um ambiente tridimensional um processo biológico ainda pouco explorado, a marca amplia as possibilidades de pesquisa e inaugura uma nova frente de investigação sobre o envelhecimento cutâneo feminino. A tecnologia permite análises mais controladas e aprofundadas, o que deve acelerar o desenvolvimento de produtos mais eficazes e direcionados. O modelo foi desenvolvido no Brasil, no Centro de Inovação da Avon, considerado um dos mais avançados da América Latina, e posiciona o país no centro das discussões globais sobre ciência, beleza e longevidade da pele.

O avanço reforça o novo posicionamento da Avon como uma Femtech, unindo legado de 140 anos juntos das mulheres às novas tecnologias para atender demandas holística do feminino. Com mais de 70% de sua equipe científica formada por mulheres, Avon vêm acompanhando uma transformação mais ampla na forma como o envelhecimento e a menopausa são compreendidos, não apenas como uma questão estética, mas como uma jornada complexa que exige conhecimento, escuta e inovação.

A ação reflete a evolução da ciência dedicada ao climatério no Brasil. Líder em inovação, a Natura — grupo controlador da Avon na América Latina — foi a primeira na região a adotar a bioimpressão 3D de pele para testes de eficácia. Esse DNA tecnológico agora sustenta uma parceria com a Science Valley para viabilizar o maior estudo brasileiro sobre o ciclo hormonal feminino. O projeto acompanhará 1,5 mil mulheres em todas as capitais do país, gerando dados inéditos sobre como fatores genéticos, sociais e regionais moldam a experiência dessa fase da vida.

“Um dos grandes diferenciais é que utilizamos células de mulheres brasileiras, o que garante maior representatividade e precisão para a nossa realidade. Para reproduzir as condições específicas da menopausa, o modelo foi submetido a um ambiente hormonal controlado, com redução dos níveis de estrogênio e progesterona, fator determinante para as alterações cutâneas características dessa fase”, conta Luciana Vasquez, gerente de pesquisa em pele de Avon

Nesse cenário, o desenvolvimento da pele bioimpressacomplementa esse avanço ao trazer uma camada laboratorial e aplicada à pesquisa, permitindo correlacionar dados clínicos com respostas cutâneas em nível molecular. Além de permitir testes mais assertivos, o modelo de pele 3D também contribui para práticas mais sustentáveis na pesquisa cosmética, reduzindo a necessidade de outros métodos e alinhando inovação tecnológica com responsabilidade científica.

“A menopausa ainda é um território pouco explorado pela ciência da beleza, apesar de impactar profundamente a vida de milhões de mulheres. Segundo a Fiocruz, no Brasil, 82% das mulheres apresentam sintomas que comprometem a qualidade de vida e com essa inovação, damos um passo importante para transformar conhecimento em cuidado, respeitando a complexidade dessa fase e oferecendo soluções mais assertivas.” afirma Tatiana Ponce, CMO e head de Inovação da Natura e Avon.

Sobre Avon
Fundada em 1886 com o propósito pioneiro de promover a autoestima e a emancipação feminina, a Avon consolidou-se como uma das maiores referências globais em beleza. Parte do grupo Natura desde 2020, a marca opera sob o modelo de Femtech desde 2026— uma ‘startup do feminino’ que funde seu legado de mais de mil patentes a uma estrutura ágil e cultura digital-first. Com gestão majoritariamente feminina e estratégia unificada do México à Argentina, a Avon foca na geração de valor e na democratização de tecnologias de alta performance, como o exclusivo Protinol e o Retinol. Sua operação omnicanal integra o social selling de 1,5 milhão de Consultoras de Beleza a uma rede de e-commerce e mais de 1.200 pontos de venda em varejistas multimarcas.

Siga a Avon:  

Instagram:@AvonBrasil

Facebook: Avon

Twitter: @AvonBR    

Tiktok: @AvonBrasil  

Pinterest: Avon Brasil  

 

Informações para a imprensa:

In.pacto

[email protected]

 



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA