Polícia
“Esganou até ela começar a espirrar sangue”, diz delegado sobre pai que matou filha em VG
Polícia
A Polícia Civil revelou que a a adolescente Olga Beatriz Santos da Silva, de 12 anos, começou a sangrar intensamente após ser enforcada pelo próprio pai, Claudinei da Silva, durante uma discussão dentro de casa.
De acordo com o delegado Nilson Farias, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pela investigação do caso, o suspeito confessou que apertou o pescoço da filha depois de uma discussão motivada por mensagens encontradas no celular da adolescente.
Segundo o relato prestado à Polícia Civil, o homem pegou o aparelho e passou a verificar conversas da menina no Instagram, encontrando mensagens trocadas com um garoto.
Em coletiva de imprensa, Nilson Farias afirmou que o próprio suspeito descreveu a agressão e as consequências do ato. “Ele fala que esganou ela. Isso rompe vasos sanguíneos e começou a espirrar muito sangue”, declarou o delegado.
As investigações apontam que pai e filha haviam passado parte do domingo (7) em uma festa de aniversário do avô paterno da adolescente, realizada em um clube. Conforme a Polícia Civil, Claudinei consumiu bebida alcoólica durante a comemoração e ainda apresentava sinais de embriaguez quando foi levado para a delegacia após o crime.
Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi a atitude do suspeito depois das agressões. Mesmo diante da gravidade da situação e ao perceber que a filha estava ferida, ele deixou a residência sem procurar ajuda ou acionar o socorro.
Para a DHPP, essa conduta reforçou o enquadramento do caso como feminicídio. A polícia sustenta que Claudinei abandonou a adolescente após a agressão, sem qualquer tentativa de prestar assistência.
Olga Beatriz foi encontrada pela mãe em um dos quartos da residência. Familiares ainda perceberam sinais de reação e a encaminharam para atendimento médico, mas a menina não resistiu.
Claudinei da Silva foi preso e permanece à disposição da Justiça. O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil.
Polícia
Gaeco prende dois faccionados do CV por coordenar crimes dentro de presídio em MT
O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) deflagrou, nesta quinta-feira (23), a Operação Salve Geral para desarticular a atuação de integrantes da facção criminosa Comando Vermelho que exerciam a função de “disciplina”.
Os investigados são apontados como responsáveis por coordenar e determinar a prática de crimes tanto no interior da Penitenciária Regional Osvaldo Florentino Leite Ferreira, conhecida como “Ferrugem”, quanto em diferentes regiões do município de Sinop.
As investigações apontam que os alvos ocupavam posições relevantes na estrutura da organização criminosa, sendo responsáveis por ordenar e executar ações voltadas à manutenção do poder da facção. Entre os crimes investigados estão tortura, extorsão, latrocínio e tráfico de drogas, além de outras infrações praticadas em benefício do grupo criminoso.
Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão contra os principais investigados. Durante a operação, as equipes apreenderam entorpecentes, munições, aparelhos celulares e outros materiais de interesse para a investigação. Os itens serão submetidos à perícia e utilizados no aprofundamento das apurações, podendo contribuir para a identificação de outros envolvidos.
As ordens judiciais foram cumpridas em diferentes endereços de Sinop e também no interior da Penitenciária Regional “Ferrugem”. A ação reforça o enfrentamento à criminalidade organizada, especialmente à atuação de lideranças criminosas que continuam exercendo influência mesmo durante o cumprimento de pena.
A operação contou com a atuação integrada do Gaeco, com apoio do 3º Comando Regional da Polícia Militar, do 11º Batalhão da Polícia Militar, por meio das equipes do GAP e do Raio, da 26ª Companhia Independente de Força Tática, do Serviço de Operações Especiais (SOE) da Polícia Penal, de policiais penais de Sinop, da Polícia Civil e do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer).
As investigações prosseguem com a análise do material apreendido, não sendo descartadas novas medidas investigativas e judiciais.
O Gaeco é uma força-tarefa permanente coordenada pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) e integrada pela Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo.
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