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Rossi diz que Janaina entra em sua “fase de ouro” e já está pronta até para disputar o Governo de MT

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Durante a convenção estadual do MDB realizada na quinta-feira (21/8), em Cuiabá, o presidente nacional da sigla, Baleia Rossi, afirmou que a deputada estadual Janaina Riva entra agora em sua “fase de ouro” na política. Aos 35 anos e com uma década de vida pública, Janaina foi eleita presidente do diretório estadual e, segundo Rossi, reúne condições para disputar qualquer cargo majoritário, inclusive o Governo do Estado.

“Janaina vem com juventude, vem com conhecimento, com garra, com a sensibilidade da mulher, mas, sobretudo, com um grande amor pelo povo do Mato Grosso. Ela é muito admirada, as pessoas querem mudança, renovação, um novo ar na administração pública e ela teria todas as condições também de disputar o governo do Estado. Nós estamos em uma perspectiva de construção de pré-candidatura ao Senado”, afirmou o dirigente nacional.

A declaração marca uma ampliação do leque de possibilidades eleitorais em torno do nome de Janaina, que até então era cotada como pré-candidata ao Senado. Com respaldo da cúpula nacional, ela passa a figurar também como possível nome do partido ao Palácio Paiaguás.

Durante o evento, Baleia Rossi ressaltou o novo momento que o MDB vive em Mato Grosso. Disse que a sigla busca rejuvenescer sua imagem, reposicionar-se politicamente e se reconectar com a população, sem abrir mão da experiência e do legado construído por décadas no Estado.

“Hoje, a gente está renovando o partido, está oxigenando o partido, está dando uma nova esperança de crescimento de maneira pacífica. O Bezerra tem uma história de vida que é exemplo para todos nós. Ele entregou a vida dele inteira para o povo do Mato Grosso”, pontuou, em agradecimento ao ex-deputado federal Carlos Bezerra, que deixa a presidência após mais de 30 anos no comando da legenda.

Nova executiva estadual

A nova composição do diretório estadual tem Janaina Riva na presidência. O deputado Thiago Silva foi eleito 1º vice-presidente; Juca do Guaraná, 2º vice; e a ex-deputada federal Teté Bezerra, 3ª vice.

O deputado federal Juarez Costa assumirá a Secretaria-Geral, com o deputado estadual Dr. João José como secretário-adjunto. Já a tesouraria ficará sob responsabilidade do ex-prefeito Fábio Farias, tendo como adjunto o prefeito de Rondolândia, José Guedes.

A convenção reuniu deputados, prefeitos, vereadores e diversas lideranças partidárias, consolidando o nome de Janaina como um consenso dentro da sigla e abrindo um novo ciclo para o MDB em Mato Grosso.

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Arquivistas do Senado ajudam a guardar e contar a história do Brasil

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O Dia do Arquivista, celebrado em 20 de outubro, chama a atenção para o trabalho dos profissionais responsáveis pela organização, preservação e disponibilização de documentos. No Senado, registros produzidos ao longo dos 200 anos da atuação da instituição são conservados pelo Arquivo da Casa. O acervo também é fonte para projetos como o Arquivo S, que transforma o conteúdo dos documentos em reportagens acessíveis sobre o papel do Parlamento em momentos históricos do Brasil.

Memórias preservadas

O Arquivo S é um projeto multimídia mensal da Agência Senado em parceria com o Arquivo. Publicadas na primeira sexta-feira de cada mês no portal Senado Notícias, as reportagens especiais resgatam fatos marcantes da história do país a partir de registros, projetos de lei e discursos dos parlamentares, preservados no acervo do Arquivo do Senado.

As produções exigem interpretar a linguagem e o contexto dos documentos. O jornalista Ricardo Westin, responsável por grande parte das reportagens do Arquivo S, explica que esse trabalho envolve compreender tanto as informações evidentes quanto os aspectos que não aparecem diretamente nos textos.

— O maior desafio é compreender tanto o que está explícito quanto o que está silenciado nos registros. Para fazer essa tradução e interpretação, contamos sempre com a ajuda de historiadores especializados no tema. Eles explicam o contexto e as intenções dos diferentes atores envolvidos no acontecimento ou na avaliação que se fazia dele.

A série começou em 2014, com a publicação de um novo episódio a cada mês. Ao fim de cada ano, os textos são reunidos em um volume da coleção Arquivo S – O Senado na História do Brasil. As matérias também ganharam versões em áudio, produzidas em parceria com a Rádio Senado, ampliando o acesso ao conteúdo, inclusive para pessoas com deficiência visual.

Entre as histórias recuperadas pelo projeto, o jornalista relembra o caso do senador do Império Bernardo Pereira de Vasconcelos, que minimizou a chegada da febre amarela ao Brasil em um discurso feito por volta de 1850. Meses depois, o parlamentar morreu em decorrência da própria doença.

— Durante a pandemia de covid-19, fizemos uma reportagem sobre as quarentenas e as epidemias de febre amarela no Brasil. Nos documentos, encontramos um discurso em que o senador negava que a doença que havia chegado ao país fosse febre amarela. Dois ou três meses depois, ele morreu da doença. É uma história pouco conhecida, que não costuma aparecer nos livros didáticos.

Na próxima semana, será lançada a 11ª edição da coleção, com reportagens publicadas ao longo do ano passado. A série já reúne dez volumes em versões física e digital, disponíveis para compra a preço de custo pela Livraria do Senado e para download gratuito pela Biblioteca do Senado.

O trabalho dos arquivistas

A produção do Arquivo S depende do trabalho dos arquivistas, responsáveis por classificar, organizar, avaliar e preservar os documentos utilizados. Essas atividades permitem verificar a autenticidade dos registros e garantir condições para que sejam consultados pelo público.

Westin destaca a parceria com esses profissionais na pesquisa e na localização das documentações que dão origem aos conteúdos.

— O papel dos arquivistas do Senado para o Arquivo S é importantíssimo. São eles que localizam os documentos originais para usarmos de fonte e reproduzirmos nas infomatérias. Sem o arquivo, esse trabalho não seria possível.

O Arquivo do Senado reúne cerca de 43 mil caixas de documentos produzidos e recebidos nas atividades legislativas e administrativas da Casa. O acervo remonta a 1788 e inclui projetos de lei, atas, anais, discursos, fotografias e outros registros.

Cidadania e democracia

Ao manter os registros organizados e acessíveis, os arquivistas preservam a memória institucional, o desenvolvimento de pesquisas e a transparência das ações públicas. Os documentos também podem servir de prova de decisões, tramitações e atos do poder público, contribuindo para a garantia de direitos.

A importância dessa função acompanha a Casa desde sua origem. O Arquivo foi criado na primeira sessão ordinária do Senado do Império, em 1826, com a atribuição de guardar a documentação produzida. Desde então, é reconhecido como sua “memória viva”.

Profissão histórica

A trajetória de Alonso Carneiro Pestana de Aguiar ajuda a contar a história da arquivologia. Nascido em 1840, em Vila Araxá (MG), ele foi nomeado amanuense do Senado em 1864. O cargo correspondia a funções de copista, escrevente ou secretário. Mais tarde, assumiu a responsabilidade pelo arquivo da instituição.

Alonso foi o primeiro “official archivista” da então Câmara dos Senadores. A história do servidor foi resgatada em pesquisa conjunta entre a Coordenação de Arquivo do Senado e a Universidade de Brasília (UnB) sobre documentos do Brasil Imperial e evidencia que os papéis guardam também histórias de pessoas que fizeram parte da Casa.

Lurya Rocha, sob supervisão de Dante Accioly

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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