Cultura
Guitarrada do Pará é reconhecida como manifestação cultural nacional
Cultura
A guitarrada foi reconhecida como manifestação da cultura nacional. Esse gênero musical instrumental que surgiu no Pará, na década de 1970, e é fruto da fusão de ritmos regionais como o carimbó e o siriá, com gêneros de origem caribenha como a cúmbia, o mambo, o merengue e o zouk. 

Além disso, também é considerado inspiração para outros ritmos musicais populares aqui no Brasil, como o brega pop e a lambada.
O marco inicial da guitarrada no Brasil é LP “Lambadas das Quebradas”, do paraense Mestre Vieira. E como o próprio nome já diz, é a Guitarra que dita a melodia central da manifestação cultural, também conhecida como Lambada Instrumental; as apresentações são comandadas predominantemente por um solista.
Mestre Vieira teve seu trabalho influenciado pelo choro ainda criança e teve os primeiros contatos com a guitarra elétrica nos anos 70, após ter passado por uma série de instrumentos de corda como bandolim, banjo, cavaquinho, violão e além dos instrumentos de sopro. Ele gravou 18 discos ao longo da carreira e é considerado por muitos músicos e pesquisadores um dos pilares da música paraense, principalmente a Guitarrada.
Em 2023, a Assembleia Legislativa do Pará já havia aprovado o projeto de lei que define o dia 29 de outubro como ‘Dia Estadual da Guitarrada”, a data celebra o aniversário de Mestre Vieira, falecido em fevereiro de 2018, aos 83 anos.
Cultura
Viva Maria: Flip 2026 celebra a força da língua portuguesa em Paraty
Olá, gente amiga deste nosso programa, que se apressa em convidar toda a sua audiência a se sentir na paradisíaca cidade de Paraty, no Rio de Janeiro. A partir de amanhã e até o próximo domingo, a cidade vai reunir escritores, pensadores e artistas do Brasil e do mundo na 24ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) 2026, que este ano tem como tema central “A energia da Língua Portuguesa!” 

Mais do que uma oportuna homenagem, o tema celebra a diversidade e a potência dessa nossa língua-mãe, que une mais de 260 milhões de falantes em todo o mundo.
Ao longo dos próximos cinco dias, a língua portuguesa vai ecoar nas mesas de debate, nas atividades programadas e nos diversos espaços da Flip, como a Tenda dos Autores, uma grande vitrine para livros que fazem história. Que o diga Cristina Serra, jornalista e apresentadora do programa Brasil no Mundo, da TV Brasil, que teve a oportunidade de lançar, na Flip de 2019, o livro que escreveu sobre a tragédia de Mariana.
Agora, outra obra marcada pela memória e pela busca por justiça chega ao evento.
Sete anos após perder seus dois únicos filhos e a nora, grávida de seu primeiro neto, no rompimento da barragem de Brumadinho, Helena Taliberti transforma o luto em literatura. Depois de criar o Instituto Camila e Luiz Taliberti, ela lança um relato autobiográfico que vai além da dor: é um grito contra o esquecimento e um convite à justiça, à memória e à vida.
O livro será lançado oficialmente na 24ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), na Casa Ofício, no dia 25 de julho, às 11h30. Na obra, Helena registra sua trajetória de amor, sofrimento e ressignificação, convidando o público a refletir sobre o luto e a importância de preservar a memória.
O lançamento será marcado pelo painel “Semear futuros, cultivar a vida”, que reunirá Helena Taliberti, a jornalista, escritora e roteirista Jéssica Moreira, autora da coluna Morte sem Tabu, da Folha de S.Paulo, e o jornalista e escritor Jamil Chade, referência na cobertura de direitos humanos e crises humanitárias.
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