Mato Grosso
Primeira pesquisa de setembro confirma Léo Bortolin entre os cinco mais citados em MT
Mato Grosso
ELEIÇÕES 2026
Novo levantamento reforça desempenho já registrado em pesquisas anteriores e coloca candidato entre os nomes mais lembrados para a Assembleia Legislativa
A primeira pesquisa eleitoral divulgada em setembro em Mato Grosso confirma Léo Bortolin entre os nomes mais citados espontaneamente na disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa. O levantamento do Instituto Data Index, divulgado na quarta-feira (2), já após o início da propaganda eleitoral no rádio e na televisão, registra Bortolin com 1,75% das intenções de voto para deputado estadual.
Na pesquisa espontânea, em que o eleitor responde sem receber previamente uma lista de candidatos, Max Russi aparece com 2,56%, seguido por Beto Dois a Um, com 1,94%; Lúdio Cabral, com 1,88%; Samanta do Abílio, com 1,81%; e Léo Bortolin, com 1,75%.
O resultado reforça uma sequência de levantamentos anteriores que já apontavam Bortolin entre os nomes mais lembrados pelo eleitorado mato-grossense. Em pesquisas espontâneas realizadas pela Percent Brasil, Léo registrou 2,4% em maio, 2,3% em junho e voltou a 2,4% em julho. Na rodada divulgada no fim de julho, figurava entre os oito mais citados e se destacava por ser o único daquele grupo que não exercia mandato eletivo.
Léo também aparece numericamente à frente de nomes conhecidos da política estadual, entre eles Gilberto Cattani, Dr. João, Eduardo Botelho, Nininho, Tiago Silva, Dilmar Dal Bosco, Paulo Araújo e Júlio Campos. Entre os nomes do MDB citados no levantamento, Bortolin aparece com a maior pontuação.
O Instituto Data Index ouviu 1.600 eleitores entre os dias 28 e 31 de agosto. A pesquisa tem nível de confiança estimado em 95%, margem máxima de erro de aproximadamente dois pontos percentuais para mais ou para menos e está registrada sob numero MT 07360/2026
Mato Grosso
Wanderley confronta Rogerinho sobre contrato de R$ 3,8 milhões e manda cortar microfone durante bate-boca
O presidente da Câmara de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), e o líder da prefeita Flávia Moretti (PL) no Legislativo, Rogerinho da Dakar (PSDB), protagonizaram um bate-boca durante a sessão desta terça-feira (1), em meio à discussão sobre a situação financeira do município e um projeto relacionado ao Departamento de Água e Esgoto (DAE-VG). O confronto terminou com Wanderley determinando o desligamento do microfone do colega.
O episódio ocorreu um dia antes de Wanderley encaminhar à Comissão de Ética Parlamentar uma recomendação do Ministério Público Estadual (MPE) para que sejam apurados os fatos relacionados a um vídeo em que Rogerinho aparece manuseando maços de dinheiro e colocando os valores em uma sacola, quando ainda presidia o DAE.
O documento deverá ser analisado pelo colegiado, que deve convocar uma reunião para definir as providências. Entre as possibilidades está a abertura de um procedimento para verificar eventual quebra de decoro parlamentar.
Na sessão, porém, o embate começou quando Rogerinho usou a tribuna para defender a gestão de Flávia Moretti e afirmou que a Prefeitura enfrenta dificuldades financeiras em razão de bloqueios judiciais e de dívidas acumuladas por administrações anteriores. Segundo ele, o passivo ultrapassa R$ 700 milhões.
“Quero aqui só esclarecer, como líder, que realmente a saúde financeira do município está no vermelho. O Poder Executivo não está tendo dinheiro para investimento”, afirmou. O vereador também disse que a Prefeitura chegou a enfrentar dificuldades para pagar a folha salarial após novos bloqueios judiciais.
Wanderley rebateu o discurso e puxou a discussão para o DAE. O presidente lembrou que havia levado ao plenário um projeto de suplementação para a autarquia após o próprio líder da prefeita ter solicitado a inclusão da proposta.
“Eu trouxe ele, mas aí já está retirando. Eu levei pau na imprensa. Está aqui, R$ 16 milhões que eu deixei de incluir e eu incluí hoje”, afirmou Wanderley, em referência ao projeto.
O emedebista questionou ainda a demora na tramitação e afirmou que a situação havia provocado críticas contra a Câmara, apesar de, segundo ele, o projeto ter sido incluído a pedido de Rogerinho.
A discussão subiu de tom quando Wanderley passou a questionar um
do DAE firmado durante o período em que Rogerinho esteve à frente da autarquia. Segundo o presidente, o valor teria saltado de aproximadamente R$ 800 mil para R$ 3,8 milhões, o que representaria um aumento de cerca de 500%.
“O contrato do DAE de R$ 800 mil que, vossa Excelência, passou para R$ 3,8 milhões. Você pensou no povo? Você pensou no povo, vereador? De oitocentos mil, passou para três milhões e oitocentos. Assim que pensa no povo?”, questionou.
Rogerinho reagiu afirmando que o projeto estava na Câmara desde março e que a suplementação era necessária diante da crise no abastecimento de água enfrentada pela população de Várzea Grande. Ele acusou Wanderley de não tratar a proposta como uma prioridade.
“O senhor não pensou na população, porque, se o senhor pensasse na população, o senhor colocava de forma emergencial. O senhor não pensou na família várzea-grandense, que não tem água na torneira. Vou falar que nem o senhor. Seja transparente”, rebateu.
Wanderley também citou a devolução de R$ 854 mil feita pela Câmara à Prefeitura, recurso que seria destinado à reforma da sede do Legislativo. Segundo ele, mesmo a empresa responsável pelo serviço não estaria recebendo os pagamentos.
“Não tem dinheiro, porque nem a reforma da Câmara deste ano, que eu devolvi R$ 854 mil, não está pagando a empresa. E o dinheiro da Câmara? Cadê o dinheiro da Câmara que eu devolvi no final do ano?”, afirmou.
Rogerinho voltou a defender a gestão municipal e disse que os bloqueios nas contas da Prefeitura haviam começado apenas no mês anterior, enquanto o projeto do DAE, segundo ele, já estava na Câmara desde março.
O bate-boca prosseguiu até que Wanderley determinou o corte do microfone de Rogerinho.
Rogerinho deixou a presidência do DAE-VG em agosto, após a repercussão do vídeo em que aparece pegando dinheiro em espécie e colocando os valores em uma sacola. Na ocasião, o vereador afirmou que colocaria o sigilo bancário dele e da família à disposição e pediu que o Ministério Público e o Tribunal de Contas investigassem sua atuação na autarquia para comprovar a “lisura” do trabalho realizado.
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