Cultura
Morre aos 89 anos o multi-instrumentista Hermeto Pascoal
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O compositor e multi-instrumentista alagoano, Hermeto Pascoal, faleceu aos 89 anos. Morreu uma lenda da música nacional. Em comunicado nas redes sociais, a família do músico escreveu que Hermeto Pascoal estava “cercado pela família e por companheiros de música”. A causa da morte não foi informada.

O músico estava afastado dos palcos nos últimos tempos, mas chegou a realizar uma turnê pela Europa, com sua banda, em 2025.
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Tudo virava instrumento musical nas mãos de Hermeto. Panelas, brinquedos, regadores… Ele era autodidata e só começou a escrever partituras aos 41 anos. Mas foram mais de sete década de carreira, marcada pela criatividade e exploração musical, em diversos gêneros, do jazz ao samba e o forró.
Tanto erudito quanto popular, Hermeto Pascoal soube levar adiante os sons da natureza e as tradições brasileiras. Vencedor por três vezes do Grammy Latino, Hermeto Pascoal quase nunca se afastou dos palcos. Em 2023, se apresentou no The Town, em São Paulo. No ano passado, foi homenageado pela Womex Awards, a Exposição Mundial de Música, uma das mais importantes feiras do mercado global.
O Ministério da Cultura e o presidente Lula publicaram notas de pesar. Lula lembrou que, em 2010, teve a honra de condecorar Hermeto com a Ordem do Mérito Cultural. Ainda escreveu que Hermeto sempre “ensinou a não deixar a tristeza dominar” e que o Brasil “se despede com gratidão deste grande artista”.
Hermeto deixa seis filhos, treze netos e dez bisnetos. O velório de será realizado nesta segunda-feira, dia 15, na Areninha Cultural Hermeto Pascoal, em Bangu, Rio de Janeiro, próximo ao bairro onde ele morou boa parte da vida. O velório será aberto ao público, das duas da tarde às nove da noite.
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Coleção Ingá revela a pluralidade da arte e da cultura brasileira
A vasta identidade cultural brasileira, expressa por diferentes temas, como a fé e a vida cotidiana, é apresentada na exposição “Coleção Ingá: Brasil plural”, em cartaz no Centro Cultural Justiça Federal, no centro do Rio de Janeiro.

A mostra reúne uma seleção de cerca de 200 obras do acervo do Museu de História e Artes do Estado do Rio de Janeiro, o Museu do Ingá, localizado em Niterói, região metropolitana do Rio. A instituição conta com mais de 10 mil itens, de diferentes épocas.
São exibidos artefatos dos povos originários, registros de artistas viajantes, experimentações modernas, expressões de matrizes populares e registros de sincretismos e resistências, em diferentes formatos, como pinturas, esculturas, gravuras e objetos dos séculos 19 e 20.
Os trabalhos contam com a assinatura de nomes fundamentais da arte brasileira, como destaca Marcus Lontra, um dos curadores do projeto.
“Nomes como o Cícero Dias, Di Cavalcanti, Portinari, Caribé, apresentam trabalhos de grande destaque, de grande importância na coleção, formando um painel bem significativo da produção da arte moderna no Brasil”.
Marcus Lontra conta mais sobre o trabalho de curadoria da mostra.
“A proposta curatorial reside exatamente nessa ideia de se valorizar a pluralidade brasileira. Quer dizer, para um país de dimensões continentais como o Brasil, com uma riqueza étnica e cultural gigantesca, a mostra procura revelar essas variáveis, essas várias possibilidades de se ver e interpretar o Brasil. Isso foi o que guiou os trabalhos da curadoria”.
O Museu do Ingá engloba oito acervos de diferentes fontes e naturezas, com destaque para a antiga Coleção Banerj, a Coleção de Arte Popular e a Coleção do governador Ernani do Amaral Peixoto. O curador explica como a exposição reflete a diversidade do museu.
“A mostra, ela caracteriza essa pluralidade também da coleção com obras de matriz popular, obras em gravura, metal, estilo, como Oswaldo Goeldi e outros artistas bem conhecidos e também os grandes painéis que compõem a coleção Banerj. A mostra então procurou apresentar esse painel das várias coleções que compõem a grande coleção do Museu do Ingá”.
A exposição Coleção Ingá: Brasil plural ocupa dois andares do Centro Cultural Justiça Federal, divididos em seis núcleos, como Essa Gente Brasileira, que reúne obras sobre pertencimento e identidade nacional, e Matriz Popular, dedicado às produções artísticas do povo brasileiro.
A temporada vai até o dia 27 de setembro, com entrada franca!
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