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Câmara de Cuiabá recebe lançamento do livro “Entre Curvas e Nós”

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A Câmara Municipal de Cuiabá foi palco, na noite de terça-feira (23), do lançamento do livro “Entre Curvas e Nós: o sonho de Neydjina e Davu”, uma obra que carrega representatividade e compromisso social. O título nasceu como uma semente de liberdade, com o propósito de valorizar as infâncias negras, fortalecer identidades e inspirar a prática da educação antirracista em escolas e comunidades. O projeto contou com apoio e incentivo da presidente da câmara, vereadora Paula Calil (PL).

Fruto de uma parceria entre a Fundação Fé e Alegria do Brasil e a Fundação SM, o livro teve uma primeira edição lançada de forma on-line e agora chega ao público cuiabano em um evento presencial realizado no Plenarinho da Casa de Leis. Cuiabá foi escolhida por ser a cidade onde vivem as autoras Daiene Cavalcanti e Ayla Rangel Dutra, além de abrigar o projeto de educação antirracista que inspirou a publicação.

Durante a cerimônia, a presidente do Parlamento cuibano destacou que o apoio à iniciativa reforça seu compromisso com a educação e a valorização do ensino.

“Esta obra é mais que literatura: é uma ferramenta de transformação, convidando nossas escolas e comunidades a praticarem, de fato, a educação antirracista. Como vereadora, mãe e filha de professora, sinto-me honrada em apoiar este projeto, que certamente servirá como instrumento de mudança em nossa sociedade, por meio de um ensino didático e enriquecedor. A educação é um valor que carrego comigo e que sempre busco fortalecer enquanto cidadã e parlamentar. Que cada criança que receber este livro encontre nele reconhecimento, coragem e a certeza de que seus sonhos cabem no mundo. Que este seja apenas o início de muitas histórias que fortaleçam uma educação inclusiva, justa e cheia de possibilidades”, afirmou Paula Calil.

Para as autoras, a parceria com a Câmara de Cuiabá reforça não apenas a importância do lançamento, mas também a luta por uma educação transformadora e inclusiva.

A pedagoga Daiene Cavalcanti, coordenadora do CEI Rosa Mutran Maluf, da Fundação Fé e Alegria, emocionou o público ao relatar a dimensão pessoal da obra.

“Este livro tem uma importância muito profunda para mim. Ele nasce não apenas da educadora que sou hoje, mas também da criança que fui um dia, que sentiu na pele as ausências de representatividade e sonhou com outras possibilidades de futuro. Ao escrever, coloco nessa história o cuidado com as infâncias que caminham agora, para que encontrem nas páginas aquilo que tantas vezes me faltou: reconhecimento, cuidado, força e esperança.”

Distribuição gratuita

Diferente de publicações comerciais, a obra será distribuída gratuitamente para a comunidade educativa e centros parceiros da fundação, acompanhada de encontros formativos que incentivam o debate e a prática pedagógica inclusiva. Ao todo, cinco mil exemplares foram impressos, sendo três mil destinados a Cuiabá e o restante distribuído para centros educativos da fundação em outras regiões do país.

Com delicadeza e força, “Entre Curvas e Nós” reafirma a potência de uma educação integral pautada nas relações étnico-raciais, oferecendo às novas gerações ferramentas de identidade, autoestima e transformação social.

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Comerciantes impulsionam economia no Festival da Pamonha na Comunidade Rio dos Peixes

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Com foco nos comerciantes da região, o 7º Festival da Pamonha da Comunidade Rio dos Peixes segue movimentando a economia local e fortalecendo a agricultura familiar. Realizado às margens da MT-251, o evento reúne produtores e trabalhadores que encontram na tradição do milho uma importante fonte de renda e visibilidade.

Presidente da Associação dos Pamonheiros e à frente da organização desde a primeira edição, Katia Maraiki Schroeder destaca o crescimento contínuo do festival e o impacto direto para quem vive da produção. “Esse evento é muito importante para nós. A cada ano o sucesso é maior. Aumentou a quantidade de milho e de produtores. Começamos com nove e hoje já são 14, e só cresce”, informou.

A diversidade de produtos também chama atenção e amplia as oportunidades de venda ao longo dos dias de evento.

“Hoje tem uma variedade muito grande: licor de milho, bolinho frito, picolé de pamonha, cural, milho cozido e bolo. A cada ano aumenta mais. E os preços são acessíveis, entre R$ 10 e R$ 15, para todo mundo poder consumir”, disse Katia.

Além das tradicionais pamonhas doces, salgadas e recheadas, o público encontra variedade de produtos derivados do milho ao longo do festival. Entre eles estão cural, milho cozido, bolos, doces e até licor de milho, reforçando a diversidade gastronômica e a identidade cultural da região.

A expectativa de público também reforça o potencial econômico para os comerciantes. “A gente calcula entre 4 mil e 5 mil pessoas por dia, porque aqui é rota de passagem. Muita gente para, consome e segue viagem. Isso movimenta bastante.”

Na ponta da venda, quem também sente esse impacto é o comerciante Léo Rodriguez, que trabalha em uma das pamonharias participantes e destaca os produtos mais procurados.

“A nossa especialidade é o caldo de quenga, que é um prato típico, mas também temos pamonha doce e salgada, cural, bolo de milho e sopa paraguaia. O que mais sai é a pamonha e o caldo”, contou.

Com opções variadas, os preços seguem uma média acessível, o que ajuda a atrair consumidores. Para além das vendas, Léo reforça o papel social do festival na geração de renda para trabalhadores da comunidade.

“Ajuda muito, principalmente quem trabalha de forma informal. É uma renda extra, um complemento. Além disso, o pessoal divulga o próprio trabalho, que já é tradição. Isso aqui alimenta muitas famílias”, comentou.

Com apoio institucional da Prefeitura de Cuiabá e presença do prefeito Abilio Brunini na abertura, o festival segue até o dia 21 de abril, consolidando-se como um dos principais eventos gastronômicos e culturais da região.

Segundo o secretário municipal de Agricultura e Trabalho, Vicente Falcão, o festival vai além da valorização cultural e tem impacto direto na economia, ao envolver centenas de trabalhadores e movimentar toda a cadeia produtiva do milho, da produção à comercialização.

“Isso impacta diretamente na economia. São cerca de 300 pessoas trabalhando no evento, desde a produção até as barracas. É um ciclo completo, da terra ao balcão, que gera renda, fortalece a agricultura familiar, garante alimento de qualidade e ainda fecha com sustentabilidade, reaproveitando os resíduos na própria produção”, pontuou.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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