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Cidinho chama crítica de Wellington sobre estadualização de rodovia de “oportunismo”

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O ex-suplente de senador e empresário Cidinho Santos afirmou que o senador Wellington Fagundes agiu com oportunismo ao criticar a estadualização da MT-170, rodovia que apresenta trechos deteriorados após obras recentes de pavimentação. A declaração foi dada após o parlamentar responsabilizar o Estado pelas condições da estrada.

Wellington havia declarado que a rodovia era de responsabilidade estadual quando ainda exercia mandato de deputado federal e destacou ter sido o autor do projeto que resultou na federalização da via. Posteriormente, durante a gestão do ex-governador Mauro Mendes, o Estado retomou a administração da rodovia.

“Achei a fala do senador Wellington de muito oportunismo. A gente tem que ter uma certa coerência. Essa rodovia estadual, o pessoal sofreu muitos e muitos anos lá”, disse Cidinho.

Segundo o empresário, os problemas registrados atualmente na MT-170 são pontuais e estão ligados ao intenso fluxo de caminhões na região, além do excesso de carga transportada acima do permitido. Ele afirmou ainda que as empresas responsáveis pela pavimentação possuem obrigação contratual de corrigir os defeitos identificados na pista.

“Temos um problema localizado agora, que é a questão de que as construtoras tiveram algum problema, muito tráfego pesado, muitos caminhões trafegando fora do peso. Mas é um problema local e a construtora tem que resolver. Ela tem cinco anos de prazo de garantia da obra”, afirmou. Cidinho também disse que a postura do senador provocou reação de Mauro Mendes. “Quando você age como oportunista, você corre o risco de levar uma resposta. O senador Wellington Fagundes levou uma resposta do ex-governador Mauro Mendes, que não ficou satisfeito”, concluiu.

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TCE encontra mais de 16 mil livros armazenados em almoxarifado da Educação em Cuiabá

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O presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, identificou nesta sexta-feira (29) a existência de mais de 16 mil livros armazenados no almoxarifado da Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá, que, segundo ele, não teriam aplicação prática no atual modelo de ensino da rede.

A vistoria foi realizada em conjunto com o prefeito Abilio Brunini (PL), que nesta semana apresentou denúncias sobre supostas irregularidades em contratos de aquisição de materiais didáticos, que podem ultrapassar R$ 80 milhões.

Durante a visita, as autoridades mostraram à imprensa o livro “Educação Financeira & Consumo Consciente”, destinado a professores, adquirido por R$ 115 por unidade.

“Esse livro custa R$ 115. Ali tem 16 mil livros que serão jogados fora, que estão guardados, mas que não vão ser utilizados, além dos livros que já foram distribuídos às escolas e que também não serão usados, porque essa matéria não existe”, afirmou Sérgio Ricardo.

O conselheiro também questionou a utilidade pedagógica do material dentro da rede municipal e afirmou que a disciplina associada ao conteúdo não estaria presente na grade curricular atual.

“Não tem nenhum professor dando essa matéria [educação financeira], e não tem nenhum aluno recebendo esse conteúdo”, declarou.

Apesar disso, ele reconheceu a relevância do tema, afirmando que considera a educação financeira importante e que teria gostado de ter tido acesso a esse tipo de conteúdo durante sua formação escolar.

Sérgio Ricardo ainda adiantou que pretende ampliar a fiscalização para outras prefeituras do estado, com o objetivo de verificar se situações semelhantes de aquisição de materiais sem uso também estão ocorrendo em outros municípios.

“Eu quero ver nos outros municípios. Tem muita porcaria aí que também não serve para a educação. É dinheiro jogado fora”, disse.

As declarações ocorrem no contexto das denúncias feitas pela Prefeitura de Cuiabá, que encaminhou documentos às polícias Civil e Federal e aos órgãos de controle sobre possíveis irregularidades na compra de materiais didáticos entre 2025 e 2026.

Segundo a gestão municipal, as investigações envolvem contratos da Secretaria de Educação firmados na administração anterior, com valores que podem chegar a R$ 80 milhões. A Prefeitura também aponta indícios de aquisição de livros com preços elevados e de conteúdos supostamente produzidos com apoio de inteligência artificial.

O caso já é alvo de apuração pelo Tribunal de Contas do Estado e pelo Ministério Público Estadual.

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