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Financiamento internacional e a sustentabilidade no Brasil

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Por Ana Luísa Segatto*

Nesta semana, duas importantes notícias reforçaram a centralidade do debate ambiental no cenário internacional e a relevância do Brasil nesse contexto. Durante a Semana do Clima, em Nova York, o Estado de Mato Grosso firmou convênio com a ONE Amazon, garantindo a destinação de US$ 100 milhões de dólares para a preservação de parques ambientais.

Paralelamente, avançaram as discussões sobre o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (Tropical Forests Forever Fund – TFFF), com anúncio de aporte por parte do Governo do Brasil, o valor de US$ 1 bilhão, buscando estruturar, em nível global, um mecanismo permanente de financiamento à conservação das florestas tropicais.

Ambas as iniciativas revelam um caminho importante sobre o financiamento da preservação ambiental, tema que já é discutido há pelo menos duas décadas, mas com pouco avanço prático, cenário que parece começar a mudar.

Sem dúvidas que a proteção das florestas tropicais é estratégica não apenas para o equilíbrio climático do planeta, mas também para a economia, o comércio e a reputação internacional do Brasil. Nesse cenário, Mato Grosso se coloca como protagonista, ao mesmo tempo em que o País reafirma sua posição de potência ambiental.

No entanto, é preciso também refletir sobre os desafios internos que ainda nos acompanham. Um dos mais relevantes é a cultura punitivista, muitas vezes confundida como fonte arrecadatória, e que se materializa em um contingente de multas advindas muitas vezes do conflito entre normas, falta de segurança jurídica e até mesmo da ausência de uma política de Estado, não de governo, sobre o tema ambiental.

Neste sentido, os setores econômicos, principalmente o agronegócio, as indústrias e a mineração, entre outros, acabam sendo colocados em um lugar de “inimigos do meio ambiente”.

Esse estigma, além de reproduzir desconhecimento de causa, revela a urgente necessidade de mudança da forma como o Estado, a sociedade, e as normas lidam com a realidade. Na prática, produtores e empresários já cumprem rigorosas exigências legais e incorporam tecnologias sustentáveis em suas atividades, porque o conceito de sustentabilidade vai além da preservação ambiental, também significa produtividade, economicidade, alta qualidade e valoração organizacional.

Os aportes financeiros destinados à preservação são louváveis e urgentes, assim como é indispensável o aprimoramento da política ambiental brasileira com o propósito de garantir segurança jurídica, previsibilidade e justiça na aplicação das normas. Afinal, o excesso de punições desproporcionais enfraquece a confiança e compromete o diálogo entre sociedade, setores produtivos e Estado.

Ao celebrarmos o avanço de fundos como o da ONE Amazon e o TFFF, devemos igualmente lembrar que a sustentabilidade só será efetiva se construída a muitas mãos. O futuro da preservação ambiental passa pelo reconhecimento de que produtores, empresas e comunidades locais já são, e precisam continuar sendo, agentes de preservação.

*Ana Luísa Segatto é advogada no Escritório Segatto Advocacia. Professora voluntária de Processo Constitucional na UFMT. Especialista em Processo Civil, Administrativo e Anticorrupção. Membro da Comissão da Mulher Advogada da OAB/MT.

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Saúde suplementar: o papel da Unimed Cuiabá no equilíbrio do sistema em Cuiabá

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CARLOS BOURET

Cuiabá celebra 307 anos de história carregando em sua essência a força de um povo que aprendeu, ao longo do tempo, a cuidar uns dos outros. Em uma cidade que cresce, se transforma e acolhe novas gerações, a saúde se torna um dos pilares mais importantes para garantir qualidade de vida e desenvolvimento.

Assim como tantas outras cidades brasileiras, Cuiabá enfrenta o desafio de equilibrar a crescente demanda por serviços de saúde com a capacidade de atendimento disponível. Nesse cenário, é fundamental compreender que a solução não está na oposição entre os sistemas público e privado, mas na atuação complementar entre eles. É justamente nesse ponto que a saúde suplementar assume um papel estratégico, e a Unimed Cuiabá tem contribuído de forma decisiva para esse equilíbrio.

Ao longo dos últimos anos, temos acompanhado o aumento da pressão sobre o sistema de saúde, impulsionado pelo envelhecimento da população, pelo avanço das doenças crônicas e pela maior demanda por acesso a exames e tratamentos. São desafios que aparecem no dia a dia das famílias, nas consultas médicas, nos hospitais e nas unidades de atendimento. Esse cenário exige não apenas expansão, mas eficiência, planejamento e responsabilidade na gestão dos recursos.

A Unimed Cuiabá tem buscado cumprir esse papel com seriedade. Como cooperativa médica, nossa atuação vai além da prestação de serviços. Somos parte ativa de um ecossistema que envolve profissionais de saúde, pacientes, prestadores e o próprio poder público. O equilíbrio é fundamental para que toda a rede de saúde funcione de forma mais eficiente e consiga atender melhor a população.

Mas é preciso ir além do acesso. Um dos maiores desafios da saúde suplementar no Brasil é garantir sustentabilidade sem abrir mão da qualidade assistencial. E esse tem sido um dos principais focos da nossa gestão. Trabalhamos para fortalecer a governança, qualificar processos e tomar decisões cada vez mais baseadas em evidências. Esse caminho tem nos permitido avançar de forma consistente, equilibrando custos e melhorando a eficiência do atendimento.

Outro ponto essencial é a valorização da prevenção. Investir em saúde não significa apenas tratar doenças, mas atuar antes que elas se agravem. Programas de acompanhamento, incentivo ao diagnóstico precoce e organização de linhas de cuidado são fundamentais para melhorar a qualidade de vida dos pacientes e, ao mesmo tempo, reduzir custos futuros para todo o sistema.

Além do impacto assistencial, a Unimed Cuiabá também desempenha um papel relevante na economia local. Geramos empregos, movimentamos a cadeia da saúde e contribuímos para o desenvolvimento da cidade. A saúde, nesse sentido, também é desenvolvimento social, geração de oportunidades e fortalecimento da comunidade.

Celebrar os 307 anos de Cuiabá é também reafirmar um compromisso com o futuro. Seguiremos trabalhando para que cada pessoa que vive nesta cidade possa contar com um sistema de saúde cada vez mais eficiente, acessível e humano.

Nosso propósito permanece claro: cuidar das pessoas, fortalecer a saúde em Cuiabá e contribuir para um sistema mais equilibrado, sustentável e preparado para os desafios que virão.

Diretor-presidente da Unimed Cuiabá Carlos Bouret

 

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