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Polícia Civil prende integrante de facção criminosa envolvido em tentativa de latrocínio contra idoso em Várzea Grande

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Um integrante de facção criminosa considerado de alta periculosidade e envolvido na tentativa de latrocínio contra um idoso ocorrido na Comunidade Vila Sadia III, em Várzea Grande, foi preso em flagrante pela Polícia Civil, nesta terça-feira (7.10), durante investigações realizadas pelos policiais da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos do município (Derf-VG).

O suspeito, de 41 anos, natural do estado de Rondônia, seria o responsável pela parte logística da ação criminosa, viabilizando e financiando a execução do crime. Uma mulher, responsável pela condução do veículo utilizado no crime, já havia sido presa horas antes em ação da Polícia Militar.

A tentativa de latrocínio ocorreu na noite de segunda-feira (6), quando pelo menos quatro homens e uma mulher, munidos de arma de fogo, invadiram a chácara do idoso, de 64 anos, o renderam e anunciaram o roubo. Desesperado, o idoso tentou correr para dentro da casa, quando os criminosos efetuaram disparos de arma de fogo contra a vítima, que foi alvejada na região da perna.

O filho da vítima conseguiu acionar a Polícia Militar. Os criminosos empreenderam fuga para a região de mata. Durante a ação, os policiais militares conseguiram visualizar o veículo Toyota Etios, conduzido pela suspeita, que acabou capotando durante a fuga. No interior do veículo, foram encontrados um carregador de pistola calibre 380 e abraçadeiras para amarrar as vítimas.

A suspeita foi conduzida para a Central de Flagrantes de Várzea Grande onde confirmou a participação na ação criminosa revelando o envolvimento de outros três comparsas que estavam no veículo.

Com base em informações passadas pela suspeita e com avanço das investigações, os policiais civis da Derf-VG descobriram que o veículo utilizado no crime havia sido locado, por um suspeito de integrar facção criminosa e que possivelmente estava envolvido no crime.

Diante dos fatos, os policiais iniciaram as buscas para localização do suspeito, que ficou hospedado em um hotel nas proximidades da rodoviária de Cuiabá, de onde já havia fugido e chegou a contratar um taxista para levá-lo até a cidade de Vilhena (RO), demonstrando que possuía grande soma em dinheiro em razão dos crimes praticados em Mato Grosso.

Após diversas diligências, os investigadores da Derf-VG conseguiram localizar o homem escondido no morro do bairro Jardim União, com apoio da facção criminosa. Ao perceber a presença da equipe no local, o faccionado tentou empreender fuga, porém acabou detido.

Segundo a delegada titular da Derf-VG, Elaine Fernandes, responsável pelas investigações, o grupo criminoso constituído por integrantes de uma facção criminosa está aterrorizando a zona rural de Várzea Grande e municípios circunvizinhos, podendo estar envolvido em outros crimes na região, como um roubo, ocorrido no dia 5 de outubro, em Nossa Senhora do Livramento, em que foram subtraídos aparelhos celulares, um veículo e valores em dinheiro.

“O integrante do grupo preso não possui paradeiro fixo em Mato Grosso e não atuava na linha de frente, mas sim, financiava a parte logística para as ações criminosas. As investigações apontam que as lideranças da facção convocam integrantes de várias cidades para perpetrar os roubos, como uma estratégia para dificultar a ação policial, relacionada à vinculação do crime com a facção criminosa”, explicou a delegada.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Saiba quem é líder de facção em Mato Grosso preso no Paraguai com apoio dos Estados Unidos

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Conteúdo/ODOC – Foi identificado como João Batista Vieira dos Santos o homem apontado pela Polícia Civil como uma das lideranças de uma facção criminosa em Mato Grosso e preso nesta quinta-feira (3), em Assunção, no Paraguai.

Investigado na Operação Raspa Brasil, ele é suspeito de administrar recursos da organização criminosa e também já foi citado em investigações sobre “Novo Cangaço” e um plano para resgatar presos da Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá.

Foragido da Justiça, João Batista foi localizado após uma ação conjunta da Polícia Civil de Mato Grosso, da Polícia Nacional do Paraguai e da Drug Enforcement Administration (DEA), agência antidrogas dos Estados Unidos.

A prisão ocorreu em cumprimento a um mandado de prisão preventiva e contou ainda com a participação da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO/Draco) e da Gerência de Polinter e Capturas (Gepol).

Segundo a Polícia Civil, João Batista estava usando documentos falsos quando foi encontrado. A mesma prática já havia sido registrada em fevereiro de 2023, quando ele foi localizado em Pontes e Lacerda com um documento público falsificado.

O histórico de investigações contra ele inclui ainda uma apreensão de quase duas toneladas de maconha, em outubro de 2025, em uma chácara vinculada ao investigado. Na ocasião, quatro pessoas foram presas.

“Novo Cangaço” e plano de resgate

João Batista também é suspeito de envolvimento em um roubo a instituição financeira na modalidade conhecida como “Novo Cangaço”.

Em 2022, o nome dele apareceu em uma investigação sobre a escavação de um túnel de aproximadamente 257 metros, construído a partir de uma residência em Cuiabá em direção à Penitenciária Central do Estado (PCE).

Segundo as investigações, o túnel seria utilizado para resgatar integrantes da facção que estavam presos na unidade.

Raspadinhas ilegais

Outro ponto investigado pela Polícia Civil é a suposta atuação de João Batista na administração das finanças da facção, especialmente por meio do esquema denominado “Raspa Brasil Nacional”.

De acordo com a GCCO/Draco, ele era apontado como coordenador estadual do esquema e teria participação na definição de diretrizes financeiras e na expansão da atividade em Mato Grosso.

Monitoramentos realizados durante as investigações registraram João Batista transportando banners e materiais utilizados na divulgação das raspadinhas. A análise de aparelhos celulares também identificou videochamadas e comunicações com outros integrantes envolvidos no esquema.

Segundo a investigação, ele cobrava planilhas com informações sobre os estabelecimentos comerciais, a quantidade de bilhetes distribuídos, os valores arrecadados e os percentuais destinados à organização.

Em caso de descumprimento das determinações, ainda conforme a Polícia Civil, a orientação seria acionar a chamada “disciplina” da facção.

Fuga para o Paraguai

Após deixar Mato Grosso, João Batista teria permanecido por um período no Rio de Janeiro, onde, segundo a Polícia Civil, manteve contato com outros integrantes da organização criminosa.

As diligências posteriormente indicaram que ele havia deixado o Brasil, fazendo com que as buscas avançassem até o Paraguai.

Mesmo foragido, o investigado continuou ativo nas redes sociais utilizando identidades falsas. Em fevereiro de 2026, publicou imagens feitas no Rio de Janeiro ao lado de uma mulher que possuía cinco mandados de prisão em aberto.

Em outra publicação identificada pelos investigadores, João Batista apareceu com uma arma de fogo com características de fuzil. Também foram encontradas postagens relacionadas a atividades físicas, bares e outros aspectos de sua rotina.

Questão judicial

João Batista já apresentou laudos e alegações de incapacidade mental em processos judiciais. A GCCO/Draco afirma, porém, que elementos reunidos ao longo das investigações apontaram comportamentos que, em tese, seriam incompatíveis com uma incapacidade total.

Durante o período em que esteve foragido, ele teria participado de videochamadas, transmitido orientações e feito cobranças a outros integrantes, mantendo, segundo os investigadores, atuação dentro da organização criminosa.

Diante desses elementos, a GCCO/Draco encaminhou informações às autoridades competentes para subsidiar um pedido de revisão dos laudos apresentados nos processos judiciais.

Com a prisão em Assunção, as autoridades deverão adotar os procedimentos de cooperação internacional necessários para o cumprimento das ordens judiciais existentes contra João Batista.

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