Polícia
Polícia Militar prende sete faccionados e apreende seis armas de fogo em Cáceres
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A Polícia Militar prendeu sete homens membros de facções criminosas e retiraram de circulação seis armas de fogo, nesta quarta-feira (8.10), na cidade de Cáceres. Os suspeitos foram presos em duas ocorrências registradas. Entre as armas apreendidas, estava uma submetralhadora. Além disso, pistolas e revólveres também foram apreendidos.
Em uma das ocorrências, a PM recebeu denúncias sobre criminosos que haviam invadido uma casa, procurando uma pessoa. Diante das informações recebidas, as equipes do 6º Batalhão, Força Tática do 6º CR e Batalhão Rotam iniciaram diligências na busca dos criminosos.
Os militares fizeram abordagem a um veículo Gol branco, sem placas de identificação, com as mesmas características do carro que teria participado do crime. Na abordagem, o condutor confessou que seria o motorista da ação criminosa. Ele ainda revelou que estava com dois homens e que teria deixado a dupla em uma residência próxima.
A PM se deslocou ao endereço informado e encontrou os dois homens, que danificaram seus celulares ao verem a chegada dos policiais, sendo detidos rapidamente. No mesmo momento, o quarto suspeito surgiu em um veículo e fugiu em alta velocidade, sendo perseguido e detido pela Rotam.
Questionados sobre possuírem materiais ilícitos guardados, o último suspeito detido revelou ter um revólver em sua casa, para proteção pessoal. Já os outros homens disseram que o suspeito teria sido o responsável por organizar o crime e revelaram um local onde estavam mais armas guardadas pela facção criminosa.
Os policiais se deslocaram aos dois endereços. Em uma casa, apreenderam um revólver de calibre .38 escondido embaixo de um colchão. Já no segundo imóvel, da facção criminosa, encontraram uma espingarda de calibre 12 e uma submetralhadora de calibre .9mm, munições também foram localizadas e os suspeitos receberam voz de prisão.
Na segunda ocorrência registrada, no final da noite, as equipes policiais de Cáceres receberam denúncias sobre um veículo Gol de cor vermelha que estava com homens armados. De acordo com as informações, o grupo seria de faccionados que estariam indo cometer um homicídio contra um integrante de facção rival.
Os militares iniciaram diligências e encontraram o veículo com três ocupantes. Ao se aproximarem para abordagem, os policiais notaram que os homens tentavam esconder alguns objetos.
Na revista pessoal aos suspeitos, nada de ilícito foi encontrado. Já na verificação ao carro, mais precisamente no porta-malas, a PM localizou um revólver e duas pistolas, todos carregados com munições.
Para os policiais, os criminosos afirmaram pertencer a uma facção, mas não disseram o motivo de estarem com as armas. Eles receberam voz de prisão e foram conduzidos para a delegacia da cidade para registro da ocorrência e demais providências.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
Fonte: PM MT – MT
Polícia
Avião que caiu com 3 pessoas em MT voava sem plano e já havia sido apreendido em GO
O avião que caiu em uma fazenda de Água Boa (730 km de Cuiabá) e deixou três pessoas mortas nesta quinta-feira (10) voava sem plano de voo registrado e já havia sido apreendido em uma investigação de tráfico de drogas. Em 2017, a aeronave foi localizada com cocaína em uma ação que terminou com a prisão de dois irmãos gêmeos espanhóis.
Segundo o delegado Carlos Alberto, responsável pela ocorrência, a informação preliminar é de que a aeronave teria decolado de um aeródromo de Goiânia (GO). Como não havia plano de voo registrado, porém, ainda não foi possível determinar qual seria o destino.
A Polícia Civil informou que o avião é um Cessna, de prefixo N401NA, e não possui registro na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
A aeronave já havia chamado a atenção das autoridades anos antes. Em 2017, ela foi apreendida pela Polícia Federal durante uma investigação que resultou na prisão de dois irmãos gêmeos espanhóis após a localização de cargas de cocaína.
A investigação sobre o caso teve início depois que a Polícia Federal recebeu uma denúncia anônima e passou a apurar movimentações no hangar onde o avião estava. Conforme as informações divulgadas na época, os estrangeiros entraram durante a noite no hangar de um aeródromo localizado às margens da GO-070.
Na ocasião, a Anac informou que a aeronave tinha autorização para entrar no Brasil. A última autorização de voo, entretanto, havia sido expedida em 26 de outubro daquele ano, com plano de voo para Goiânia.
Anos depois, em dezembro de 2023, o mesmo avião, avaliado em R$ 180 mil, foi levado a leilão eletrônico no âmbito de um processo relacionado à apreensão de bens em investigação por tráfico de drogas.
Queda violenta
A análise preliminar da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) indica que o Cessna atingiu o solo de forma praticamente vertical e com grande violência. Não foram encontrados sinais de que o piloto tenha tentado realizar um pouso de emergência.
Segundo o gerente regional da Politec em Água Boa, Paulo Barbosa, não havia marcas de arraste na vegetação, vestígio que normalmente poderia indicar uma tentativa de pouso forçado.
“A impressão é que o avião caiu quase na vertical, não teve arraste. Bateu com violência, há desgaste na terra e depois pegou fogo e carbonizou as vítimas”, afirmou à imprensa local.
A dinâmica exata do acidente, no entanto, ainda será determinada pelas investigações.
Os três ocupantes morreram carbonizados após a aeronave pegar fogo com o impacto. Os corpos foram encaminhados à Politec e ainda não haviam sido oficialmente identificados até a última atualização.
De acordo com a perícia, duas vítimas foram encontradas na parte dianteira da aeronave — o piloto e outro ocupante — e a terceira estava na parte traseira, sendo preliminarmente apontada como passageiro.
A intensidade do incêndio dificultou a identificação, e a Politec deverá coletar material genético para exames de DNA.
“É muito recente, não recebemos acionamento de nenhum possível familiar, mas é necessário para comparar o material genético no DNA”, explicou Barbosa.
A perícia também não conseguiu determinar, até o momento, se o avião transportava algum tipo de carga.
Segundo Barbosa, foi localizada entre os destroços uma estrutura semelhante a uma caixa utilizada para alimentos, mas nenhum conteúdo foi preservado. A possibilidade é de que eventuais materiais transportados tenham sido destruídos pelo incêndio.
As causas do acidente permanecem desconhecidas. Uma equipe do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) deve atuar na apuração.
Os investigadores deverão analisar os destroços, as condições da aeronave, os vestígios encontrados no ponto da queda e as informações sobre o voo para tentar descobrir o que provocou o acidente e qual era a rota prevista do Cessna.
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