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Polícia Civil prende homem por descumprir medidas protetivas, ameaçar e roubar celular da ex-mulher

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Um homem investigado por violência doméstica e familiar contra a ex-companheira no município de Juara, foi preso pela Polícia Civil, nesta segunda-feira (13.10), em ação para cumprimento de mandado judicial.

O suspeito, de 25 anos, teve a prisão preventiva expedida pela 3ª Vara Criminal da Comarca local, após representação da Delegacia de Juara pelos crimes de descumprimento de medidas protetivas, roubo e ameaça.

Mesmo ciente da medida protetiva que o proibia de se aproximar da vítima, o suspeito invadiu a residência da vítima, onde, com uso de força física, subtraiu o celular da ex-mulher.

Além do roubo, o investigado fez ameaças de morte contra ela e as duas filhas menores, e chegou a persegui-las quando se dirigiam à delegacia para registrar a ocorrência.

Diante dos fatos, a Polícia Civil representou pelo pedido de prisão preventiva deferido imediatamente pelo Poder Judiciário com parecer favorável do Ministério Público.

Conforme o delegado de Juara, Geremias Ferreira de Oliveira, a medida foi necessária para garantir a integridade da vítima e de suas filhas, interrompendo a escalada de violência e o total desrespeito do investigado às ordens judiciais.

“Com a prisão, o investigado está fora de circulação e responderá por descumprimento de medida protetiva, roubo e ameaça”, destacou o delegado.

Após cumprimento do mandado de prisão, o suspeito foi interrogado e será apresentado para audiência de custódia ficando à disposição da Justiça.

A Polícia Civil reforça o seu compromisso com a proteção da mulher e o combate rigoroso a essa modalidade de crime na região de Juara.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Funcionário admite ter criado cena de suicídio após morte de paciente: “Fiquei com medo”

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Conteúdo/ODOC – O plantonista Odiley Rodrigues Souza admitiu à Polícia Civil que alterou a cena da morte de Alessandro Sidinei Braga, de 38 anos, para fazer parecer que o paciente havia cometido suicídio. Alessandro, que estava internado para tratamento de esquizofrenia, foi encontrado morto na manhã de domingo (31) em uma clínica terapêutica no bairro Jardim Primavera, em Cuiabá.

Trechos do interrogatório revelam que o funcionário apresentou versões contraditórias sobre o ocorrido. Em um primeiro momento, ele afirmou que teria retirado a vítima de uma janela após um suposto enforcamento. No entanto, a investigação descartou essa hipótese ao constatar que Alessandro nunca esteve pendurado no local indicado.

Ao ser questionado pelos policiais sobre a história que havia contado inicialmente, Odiley reconheceu que inventou a narrativa. “Eu fiquei com medo. Infelizmente fiquei com medo. Porque isso nunca aconteceu num plantão que eu tô”, declarou durante o depoimento.

Segundo a Polícia Civil, o funcionário era o responsável pelo plantão noturno da ala onde estavam internados mais de 40 pacientes. Quando a ocorrência foi registrada, ele informou às autoridades que Alessandro teria tirado a própria vida.

A versão começou a ser contestada após os trabalhos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). Os peritos encontraram elementos que não correspondiam à dinâmica de um enforcamento, levantando suspeitas sobre a real causa da morte.

Conforme a investigação, Odiley acabou admitindo que modificou a cena para sustentar a falsa versão de suicídio. Inicialmente, ele negou qualquer envolvimento na morte do paciente e afirmou que nenhum outro funcionário teria participação no caso. Entretanto, segundo a Polícia Civil, ao ser confrontado com as evidências reunidas durante as diligências, confessou o homicídio.

As investigações apontam que Alessandro havia apresentado um surto psicótico na noite de sábado (30). Diante da situação, ele foi submetido a procedimentos de contenção dentro da unidade de tratamento.

O corpo foi encontrado na manhã seguinte por outros internos da clínica, já sem sinais vitais. A ocorrência chegou às autoridades como um suposto caso de suicídio, mas a linha de investigação mudou após a análise técnica realizada no local.

Outro ponto apurado pela Polícia Civil é que o suspeito teria tentado convencer uma testemunha a confirmar a versão apresentada por ele aos investigadores. A pessoa ouvida, contudo, negou a narrativa e colaborou com as apurações.

Diante dos elementos reunidos, Odiley Rodrigues Souza foi autuado por homicídio qualificado e fraude processual. A Polícia Civil continua investigando o caso para esclarecer todas as circunstâncias da morte e verificar se outras pessoas podem ter contribuído para o crime ou para a tentativa de encobrir o ocorrido.

O caso começou a ser tratado como suicídio, mas ganhou outro rumo após a perícia identificar indícios de manipulação da cena. Além disso, a Polícia Civil apurou que o suspeito teria procurado uma testemunha para que confirmasse a versão falsa apresentada às autoridades. A pessoa ouvida, entretanto, negou os fatos relatados pelo plantonista.

Odiley Rodrigues Souza foi autuado pelos crimes de homicídio qualificado e fraude processual. A Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer todas as circunstâncias da morte e verificar se outras pessoas tiveram participação na ocorrência.

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