Polícia
Ações integradas resultam na prisão de 5 pessoas por furto de energia em Cuiabá
Polícia
Cinco pessoas foram presas em Cuiabá, na semana passada, durante operações de combate ao furto de energia elétrica, realizadas em diferentes pontos da capital mato-grossense.
As ações foram coordenadas pela Polícia Civil em conjunto com a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), com apoio da concessionária Energisa.
Os flagrantes ocorreram em estabelecimentos comerciais nas regiões do Coxipó da Ponte e Avenida Senador Filinto Müller.
Com as ocorrências, o número de prisões por furto de energia elétrica em Mato Grosso em 2025 já chega a 95, resultado de mais de 160 operações realizadas em todo o estado.
A prática, além de criminosa, representa sérios riscos à segurança e à estabilidade do sistema elétrico, além de gerar prejuízos que afetam toda a população.
Locais Fiscalizados
No dia 10 de outubro, quatro pessoas foram presas em flagrante no bairro Doutor Fábio, região do Coxipó da Ponte, onde a força-tarefa identificou seis ligações clandestinas de energia elétrica, em um único beco, e quatro responsáveis foram identificados e levados à delegacia.
Entre os estabelecimentos flagrados com irregularidades estavam uma panificadora, uma funilaria e uma fábrica de gelo, além de residências.
Em todos os locais os peritos identificaram o furto de energia. Os responsáveis foram conduzidos para a delegacia para prestarem esclarecimentos, e responderão por furto qualificado (artigo 155 do Código Penal que prevê até quatro anos de prisão).
Distribuidora de bebidas operava sem medidor desde 2021
Um dia antes, 9 de outubro, o dono de uma distribuidora de bebidas na Avenida Senador Filinto Müller também foi preso por furto de energia. No local, os técnicos da Energisa e peritos da Politec constataram uma ligação direta da rede elétrica sem medidor, indicando o fornecimento clandestino desde que o contrato com a empresa havia sido encerrado, ainda em 2021.
A operação foi motivada por uma denúncia recebida por um programa de televisão que entrou em contato com a concessionária de energia. O empresário foi preso em flagrante e responderá por furto de energia.
“A ligação clandestina é um crime que coloca em risco a segurança de todos. Além de causarem acidentes graves e danos à rede elétrica, essas práticas irregulares também aumentam os custos para os consumidores honestos. É fundamental que a população entenda a gravidade desse ato e denuncie qualquer suspeita”, afirma Luciano Lima, gerente de perdas da Energisa MT.
Denúncias ajudam no combate ao crime
Casos de furto de energia podem ser denunciados de forma anônima. A população é uma aliada essencial nesse combate, e denúncias podem ser feitas diretamente à Energisa ou pelos canais da Polícia Civil – 190 ou 181. Ajude a combater o crime.
WhatsApp (Gisa): (65) 99999-7974
Aplicativo Energisa On
Site:¿energisa.com.br
Call Center: 0800 646 4196
Fonte: Policia Civil MT – MT
Polícia
Saiba quem são os servidores da SES investigados por extorquir colega em mais de R$ 1,1 milhão
Conteúdo/ODOC – Os servidores Deiwson Ortelhado e Fernanda Leite da Matta, ambos lotados no setor administrativo da Secretaria de Estado de Saúde (SES), são os principais alvos da Operação Laço Oculto, deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta terça-feira (21).
Eles são investigados por integrar um suposto esquema de extorsão que teria causado prejuízo superior a R$ 1,1 milhão a uma colega de trabalho.
Segundo a investigação da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf), os dois teriam se aproveitado da confiança e da vulnerabilidade emocional da servidora para convencê-la de que ela e seus familiares estavam sendo ameaçados por agiotas, exigindo pagamentos sucessivos para supostamente quitar uma dívida.
O esquema teria começado em 2022, quando Deiwson pediu que a vítima emprestasse sua conta bancária alegando precisar pagar um agiota.
A partir daí, conforme a Polícia Civil, os investigados passaram a sustentar uma falsa narrativa de que a servidora também havia se tornado alvo dos criminosos.
De acordo com a apuração, Fernanda reforçava a versão, afirmando viver a mesma situação e dizendo que intermediava negociações para impedir ataques contra as famílias das duas.
Enquanto isso, novas cobranças eram feitas sob o argumento de que a dívida aumentava constantemente por causa dos juros.
Dominada pelo medo, a vítima realizou diversas transferências entre 2022 e 2025. Para atender às exigências, ela contraiu empréstimos, utilizou limite de cartões de crédito, resgatou recursos da previdência privada e empregou dinheiro reservado para construir a própria casa e garantir o futuro dos filhos.
Ainda segundo a investigação, a servidora também foi convencida a financiar, em seu nome, uma caminhonete destinada ao marido de Fernanda, permanecendo responsável pelo pagamento das parcelas.
O esquema só foi interrompido quando o marido da vítima percebeu o abalo emocional da esposa, descobriu as transferências e impediu que ela continuasse mantendo contato com a investigada. Em seguida, o caso foi denunciado à Polícia Civil.
A quebra do sigilo bancário confirmou que a vítima transferiu R$ 1.132.680 diretamente para a conta de Fernanda.
A análise financeira ainda apontou que parte dos valores foi repassada a outras pessoas ligadas ao grupo investigado.
Os investigadores também identificaram movimentações incompatíveis com a renda dos suspeitos, intensa circulação de dinheiro, milhares de saques em espécie e indícios de ocultação de patrimônio por meio de terceiros, o que pode configurar lavagem de dinheiro.

A Operação
Na manhã desta terça-feira, a Polícia Civil cumpriu cinco mandados de busca e apreensão em imóveis, uma ordem de busca e apreensão de veículo, cinco mandados de sequestro de bens e três determinações de bloqueio de ativos financeiros. As medidas podem alcançar mais de R$ 3,3 milhões.
As ordens judiciais foram cumpridas em Cuiabá e Várzea Grande e têm como alvos servidores da Secretaria de Estado de Saúde, um policial militar e outras pessoas ligadas ao fluxo financeiro identificado durante as investigações.
A SES informou que colaborou com os trabalhos da Polícia Civil. Já a Corregedoria da Polícia Militar acompanha o cumprimento das medidas relacionadas ao policial investigado.
Segundo a Polícia Civil, a Operação Laço Oculto busca recuperar os valores obtidos por meio da suposta extorsão, além de apreender documentos e equipamentos eletrônicos que possam esclarecer a participação de cada investigado e subsidiar a apuração de possíveis crimes de agiotagem e lavagem de dinheiro.
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