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Homem que ameaçou de morte ex-namorada e o filho é preso pela PM em Várzea Grande

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A Polícia Militar prendeu um homem, de 29 anos, por ameaça, sequestro e cárcere privado, na madrugada desta segunda-feira (20.10), em Várzea Grande. O suspeito foi detido ao invadir a residência da ex-namorada, de 23 anos, e manter ela e seu filho, de nove meses, trancados no quarto enquanto fazia ameaças de morte.

A equipe policial foi acionada para uma ocorrência de violência doméstica no residencial José Carlos Guimarães. Ao chegar no local, a vítima disse aos militares que o suspeito havia fugido, e que não era a primeira vez que ela tinha sido agredida pelo ex-namorado, inclusive tendo sido vítima de violência sexual.

Os policiais iniciaram buscas pelo suspeito e, em determinado momento, a equipe foi informada pelo pai da vítima que o agressor voltou à residência e estava mantendo a filha e o neto trancados no quarto, enquanto fazia ameaças de morte com uma faca.

Durante a ação, os policiais tentaram conversar com o suspeito, que não quis acordo, sendo necessário arrombar a porta para resgatar e salvar a vida das vítimas.

Quando os militares entraram, a mulher conseguiu fugir com a criança e o suspeito tentou resistir à abordagem, apresentando resistência, sendo algemado e detido.

Diante dos fatos, o suspeito foi encaminhado para a Central de Flagrantes de Várzea Grande, para as providências que o caso requer.

Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.

Fonte: PM MT – MT

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Advogado divulga imagens e contesta tese de surto em assassinato de empresária

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O advogado Rodrigo Pouso Miranda divulgou, neste domingo (6), trechos de gravações feitas na casa onde a empresária Gleici Keli Geraldo, de 42 anos, foi assassinada pelo marido, o engenheiro agrônomo Daniel Frasson. O crime ocorreu em 24 de junho de 2025, em Lucas do Rio Verde, a 330 quilômetros de Cuiabá.

Representante da família da vítima, Pouso afirma que as imagens enfraquecem a versão de que Daniel teria agido durante um surto. Segundo ele, as câmeras registraram discussões, ameaças e atitudes anteriores ao crime que indicariam que o ataque foi planejado.

“Quem viu as imagens já sabe. Não foi loucura. Foi plano. […] As câmeras registraram tudo. Não foi surto. Foi escolha”, escreveu o advogado no Instagram.

Gleici foi atacada enquanto dormia e atingida por 21 golpes de faca. A filha do casal, que tinha 7 anos na época, também foi esfaqueada oito vezes. A menina conseguiu sobreviver após receber atendimento médico.

De acordo com Pouso, os vídeos mostram conflitos entre o casal nos dias anteriores ao assassinato. As discussões envolveriam principalmente problemas financeiros, incluindo divergências relacionadas à compra de uma botina, uma antena Starlink e uma quantia de R$ 2,2 mil.

Em um dos trechos divulgados, Gleici aparece dizendo: “Dani, pelo amor de Deus”. Em outra gravação, ela afirma: “Já chega de trauma”.

O advogado também relata que, dois dias antes do crime, Daniel teria ameaçado matar a esposa e a filha. Uma irmã dele teria enviado uma mensagem para alertar Gleici e aconselhá-la a esconder as facas existentes na residência. Ainda conforme Pouso, o engenheiro descobriu o aviso e demonstrou irritação.

Uma consulta com um psiquiatra estava marcada para as 15h do dia do assassinato. Daniel teria concordado em participar do atendimento, mas, segundo o advogado, pegou uma faca por volta das 6h55, horas antes do horário agendado.

As gravações também teriam captado Daniel afirmando que havia “perdido um milhão”. Pouso sustenta que o acusado mantinha anotações sobre valores que atribuía como dívida à esposa e demonstrava insatisfação com o crescimento profissional dela, que se preparava para lançar uma marca.

Daniel permanece internado no Centro Psicossocial de Cuiabá. A defesa alega que ele não tinha consciência dos próprios atos quando atacou a família, conclusão inicialmente apontada em avaliação psiquiátrica.

O resultado do exame, porém, foi questionado pelo Ministério Público e pelos familiares de Gleici. A homologação do laudo foi anulada e uma nova análise foi feita por uma junta composta por três peritos. A Justiça ainda deverá decidir sobre a condição mental do acusado e como essa conclusão interferirá no andamento do processo.

Pouso afirmou ainda que parentes de Daniel conseguiram interditá-lo após o crime e que a internação já teria custado mais de R$ 200 mil aos cofres públicos. Posteriormente, o engenheiro teria solicitado, no processo de inventário, metade dos bens e dos valores provenientes de aluguéis deixados pela empresária.

A família de Gleici participa do processo como assistente de acusação.



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