Polícia
Polícia Civil prende ladrão de celular menos de 24 horas após roubo e recupera aparelho
Polícia
A Polícia Civil prendeu, nesta quinta-feira (30.10), um homem, de 28 anos, investigado por roubar o celular de uma jovem, de 20 anos, próximo à casa dela, no Bairro Vila Ipase, em Várzea Grande. A prisão foi realizada pela equipe da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Várzea Grande (Derf-VG) menos de 24 horas após o crime.
O roubo ocorreu nessa quarta-feira (29.10), por volta das 23h30. A vítima estava chegando da faculdade quando foi abordada pelo suspeito, que a empurrou tentando entrar na casa dela, enquanto ameaçava matá-la.
O homem puxou a bolsa da vítima pela alça, que arrebentou, e a vítima e o celular dela caíram no chão. O suspeito pegou o aparelho e fugiu, deixando um chinelo para trás no local.
Investigação
Após o crime, a vítima procurou a Polícia Civil e registrou um boletim de ocorrência. A equipe da Derf-VG deu início às investigações imediatamente e localizou o celular em uma sala comercial, que estava em reforma.
O proprietário permitiu a entrada dos policiais civis e indicou quem eram as pessoas que estavam trabalhando no local, fazendo um forro de gesso, sendo que dois deles eram irmãos. Em seguida, os policiais foram ao local do crime com a vítima e encontraram o chinelo deixado pelo suspeito, que tinha sinais de gesso.
Diante do apurado, a equipe foi até a casa dos irmãos que trabalhavam na obra em que o celular da vítima foi localizado e um deles confessou o roubo, alegando que estava embriagado no momento do crime. A camiseta utilizada por ele no momento do assalto foi apreendida.
Ele foi encaminhado para a delegacia e autuado em flagrante por roubo.
Fonte: Policia Civil MT – MT
Polícia
Advogado divulga imagens e contesta tese de surto em assassinato de empresária
O advogado Rodrigo Pouso Miranda divulgou, neste domingo (6), trechos de gravações feitas na casa onde a empresária Gleici Keli Geraldo, de 42 anos, foi assassinada pelo marido, o engenheiro agrônomo Daniel Frasson. O crime ocorreu em 24 de junho de 2025, em Lucas do Rio Verde, a 330 quilômetros de Cuiabá.
Representante da família da vítima, Pouso afirma que as imagens enfraquecem a versão de que Daniel teria agido durante um surto. Segundo ele, as câmeras registraram discussões, ameaças e atitudes anteriores ao crime que indicariam que o ataque foi planejado.
“Quem viu as imagens já sabe. Não foi loucura. Foi plano. […] As câmeras registraram tudo. Não foi surto. Foi escolha”, escreveu o advogado no Instagram.
Gleici foi atacada enquanto dormia e atingida por 21 golpes de faca. A filha do casal, que tinha 7 anos na época, também foi esfaqueada oito vezes. A menina conseguiu sobreviver após receber atendimento médico.
De acordo com Pouso, os vídeos mostram conflitos entre o casal nos dias anteriores ao assassinato. As discussões envolveriam principalmente problemas financeiros, incluindo divergências relacionadas à compra de uma botina, uma antena Starlink e uma quantia de R$ 2,2 mil.
Em um dos trechos divulgados, Gleici aparece dizendo: “Dani, pelo amor de Deus”. Em outra gravação, ela afirma: “Já chega de trauma”.
O advogado também relata que, dois dias antes do crime, Daniel teria ameaçado matar a esposa e a filha. Uma irmã dele teria enviado uma mensagem para alertar Gleici e aconselhá-la a esconder as facas existentes na residência. Ainda conforme Pouso, o engenheiro descobriu o aviso e demonstrou irritação.
Uma consulta com um psiquiatra estava marcada para as 15h do dia do assassinato. Daniel teria concordado em participar do atendimento, mas, segundo o advogado, pegou uma faca por volta das 6h55, horas antes do horário agendado.
As gravações também teriam captado Daniel afirmando que havia “perdido um milhão”. Pouso sustenta que o acusado mantinha anotações sobre valores que atribuía como dívida à esposa e demonstrava insatisfação com o crescimento profissional dela, que se preparava para lançar uma marca.
Daniel permanece internado no Centro Psicossocial de Cuiabá. A defesa alega que ele não tinha consciência dos próprios atos quando atacou a família, conclusão inicialmente apontada em avaliação psiquiátrica.
O resultado do exame, porém, foi questionado pelo Ministério Público e pelos familiares de Gleici. A homologação do laudo foi anulada e uma nova análise foi feita por uma junta composta por três peritos. A Justiça ainda deverá decidir sobre a condição mental do acusado e como essa conclusão interferirá no andamento do processo.
Pouso afirmou ainda que parentes de Daniel conseguiram interditá-lo após o crime e que a internação já teria custado mais de R$ 200 mil aos cofres públicos. Posteriormente, o engenheiro teria solicitado, no processo de inventário, metade dos bens e dos valores provenientes de aluguéis deixados pela empresária.
A família de Gleici participa do processo como assistente de acusação.
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