Mato Grosso

Desenvolve MT impulsiona logística de indústria de embalagens em Várzea Grande

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Mato Grosso

Com apoio da Desenvolve MT – Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso, a Plasmundi Embalagens segue crescendo e fortalecendo sua presença no mercado de plásticos em Mato Grosso. Fundada há mais de 30 anos por Oliden Luiz Sachet, patriarca da família, a empresa nasceu com o objetivo de atender pequenos e médios consumidores em Várzea Grande e Cuiabá, oferecendo produtos como sacolas de supermercado, sacos para gelo, embalagens frigoríficas, sacos de lixo, materiais para construção e projetos especiais.

A empresa se tornou referência no setor e hoje, sob a gestão de seus sucessores, Caio Sass Sachet e Leandro Sass Sachet mantém sua essência e amplia seu portfólio de soluções.

Tudo começou quando Oliden atuava no ramo de madeira em São Paulo. Em frente ao depósito onde trabalhava, havia uma fábrica de plásticos. Observando o intenso movimento de caminhões que chegavam e saíam, percebeu o potencial do setor.

“Quando a madeira enfrentou uma crise forte, decidiu encerrar as atividades e apostar no plástico. Trouxe o negócio para nossa região com um propósito claro, atender o pequeno consumidor, que na época estava esquecido, já que o mercado só olhava para clientes médios e grandes”, conta Caio.

Oliden faleceu no final de 2024 e, hoje, seus filhos administram o negócio da família. Caio começou na produção e passou por todos os setores da empresa, adquirindo experiência prática antes de se formar em Administração e concluir três MBAs em Gestão Financeira, Comercial e Empresarial.
Nos últimos anos, a empresa investiu em logística com o apoio da linha de crédito Desenvolve Transporte. Com os recursos, adquiriu um caminhão que reduziu custos, ampliou a capacidade de atendimento e fortaleceu parcerias com distribuidores locais.

“Participamos de um evento onde conheci a Desenvolve MT. Foi através dela que conseguimos recursos para comprar um caminhão. Esse investimento reduziu custos logísticos, abriu novos clientes e ampliou nossa presença em municípios como Sinop e Guarantã do Norte. Hoje, estamos pleiteando um caminhão maior, pois o primeiro já se tornou pequeno diante da demanda”, explica Caio.

Atualmente, a empresa atende clientes de diferentes portes, mas nunca esquece os pequenos, que continuam sendo fundamentais, especialmente em momentos de crise. “Seguimos firmes com o mesmo propósito que guiou meu pai, em atender com qualidade, respeitar prazos e nunca deixar faltar produtos para quem confia em nós”, ressalta o empresário.

Linha Desenvolve Transporte

A linha de crédito Desenvolve Transporte tem crédito de até R$1,5 milhão para financiar motocicletas, veículos, táxis, vans ou micro-ônibus utilizados no transporte de carga, mercadorias ou de passageiros. O recurso é destinado para Pessoas Jurídicas (PJ) de todos os setores, ou Pessoas Físicas (PF) para o caso dos taxistas.

Com prazo de até seis anos para pagamento, juros acessíveis de até 1,4% ao mês e bônus de adimplência, a Desenvolve MT oferece às empresas a força necessária para investir em sua frota, crescer de forma sustentável e continuar atendendo clientes de todos os portes.
Para saber mais, acesse o site www.desenvolve.mt.gov.br ou entre em contato pelo telefone (65) 3613-7900.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Produtor paga a conta: Odílio Balbinotti denuncia entraves que encarecem o agro brasileiro

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O empresário Odílio Balbinotti Filho, primeiro suplente do senador eleito Zé Medeiros (PL) e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso, criticou os entraves à implantação de ferrovias no Brasil e alertou para os prejuízos que os elevados custos de transporte representam para o agronegócio. Segundo ele, apesar dos avanços tecnológicos e dos ganhos de produtividade nas lavouras, a deficiência logística continua comprometendo a renda dos produtores.

“Hoje nós temos uma agricultura no Centro-Oeste, Norte e Nordeste muito competitiva. A gente produz muito por hectare, e isso se deve à alta tecnologia que o agricultor foi adotando ao longo dos anos. Mas nós temos um gargalo que precisa ser resolvido e que hoje toma grande parte da renda do produtor: o frete”, afirmou.

Balbinotti citou o transporte de soja entre Sorriso, em Mato Grosso, e o Porto de Santos, em São Paulo, como exemplo do peso da logística sobre os custos de produção. “De Sorriso a Santos, hoje, são R$ 30 por saco de soja. Se você pegar um frete ferroviário que realmente é competitivo, nós teríamos uma redução de praticamente R$ 10 por saco de custo para o produtor”, declarou.

Na avaliação do empresário, a ampliação da concorrência entre os modais rodoviário e ferroviário poderia proporcionar uma economia bilionária. Ele estima que a redução dos custos logísticos representaria aproximadamente R$ 8,5 bilhões em recursos que permaneceriam com os produtores rurais.

Os valores apresentados por Balbinotti são estimativas do empresário e dependem das rotas, dos volumes transportados e das condições de mercado.

*Ferrogrão e os entraves judiciais*

Entre os projetos considerados estratégicos para Mato Grosso está a Ferrogrão, ferrovia de 933 quilômetros prevista para ligar Sinop (MT) a Miritituba, no Pará, criando uma alternativa de escoamento da produção agrícola pelos portos do Arco Norte.

Balbinotti criticou a demora na implantação do empreendimento e mencionou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no processo judicial envolvendo a ferrovia. “Nós temos o caso da Ferrogrão, que ficou parada por cinco anos na mão do Alexandre de Moraes”, afirmou.

Em março de 2021, Moraes suspendeu, por decisão cautelar, a eficácia da Lei nº 13.452/2017 e os procedimentos relacionados ao projeto. A medida foi adotada no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6553, apresentada pelo PSOL, que questionava a redução de uma área do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará.

Em maio de 2026, o plenário do STF declarou constitucional a legislação questionada, afastando o impedimento jurídico discutido na ação. A decisão, entretanto, não representa a conclusão do licenciamento nem o início das obras.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também avançou na atualização dos estudos técnicos da concessão, que envolve investimentos bilionários e depende de etapas administrativas, ambientais e regulatórias.

*Agronegócio representa parcela expressiva da economia brasileira*

A preocupação com os custos logísticos ocorre em um momento de pressão sobre a rentabilidade de diferentes atividades agrícolas.

Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o agronegócio brasileiro movimentou R$ 3,20 trilhões em 2025, o equivalente a 25,13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Apesar do crescimento de 12,2% registrado naquele ano, o setor apresentou retração de 2,01% no primeiro trimestre de 2026. O levantamento apontou queda de preços em diferentes atividades, com reflexos sobre a renda da produção e os segmentos ligados ao agronegócio.

Para Balbinotti, o avanço da produtividade precisa ser acompanhado por investimentos capazes de reduzir o custo de levar a produção até os mercados consumidores e os portos de exportação.

*Licenciamento e infraestrutura*

O empresário também defendeu a simplificação dos procedimentos necessários à execução de grandes obras. “Todo esse licenciamento, esse arcabouço de licenças que são necessárias para fazer obras estruturantes no Brasil, isso atrapalha o desenvolvimento do país”, afirmou.

Na avaliação de Balbinotti, processos mais rápidos e regras mais simples poderiam contribuir para ampliar os investimentos em infraestrutura, sem afastar a necessidade de cumprimento da legislação ambiental.

Ele relacionou a discussão ao trabalho que pretende desenvolver junto ao senador eleito Zé Medeiros e à agenda de infraestrutura defendida pela campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. “Simplificar essa legislação e deixar os processos mais céleres, isso com certeza é a grande solução, e nós podemos trabalhar com isso lá no Senado”, concluiu.

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