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Wellington Fagundes sai em defesa do produtor brasileiro após decisão da China sobre a carne bovina

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O senador Wellington Fagundes criticou a decisão da China de limitar a importação de carne bovina brasileira e afirmou que a medida não tem fundamento técnico, mas caráter comercial e geopolítico. Segundo ele, trata-se de um instrumento de pressão internacional que atinge diretamente os produtores rurais do Brasil, especialmente de Mato Grosso, maior estado produtor de carne do país.

Médico-veterinário de formação, Fagundes ressaltou que o Brasil produz atualmente a carne bovina mais competitiva do mundo, com custos significativamente menores do que os de outros grandes produtores, além de eficiência, escala e regularidade no fornecimento. Para ele, o país cumpre um papel estratégico na segurança alimentar global e é parte da solução para atender à crescente demanda mundial por proteína animal.

O senador destacou ainda o avanço expressivo da pecuária brasileira nos últimos anos, impulsionado por investimentos em tecnologia, inovação e pesquisa, com protagonismo da Embrapa e pelo trabalho do produtor rural. “O Brasil alcançou um marco sanitário histórico ao se tornar livre de febre aftosa sem vacinação, ampliando o acesso a mercados mais exigentes e reforçando a credibilidade internacional da produção nacional”, lembrou.

Diante desse cenário, o parlamentar defendeu que o Brasil responda com diplomacia, inteligência e estratégia, ampliando mercados e fortalecendo relações comerciais. Segundo ele, é fundamental adotar políticas de Estado, e não apenas de governo, para garantir estabilidade, previsibilidade e segurança nos contratos de longo prazo.

“O Brasil tem capacidade de aumentar sua produção sem impacto ambiental, por meio da recuperação de áreas de pastagens degradadas. Precisamos nos posicionar com firmeza, defender nosso produtor e mostrar ao mundo que o Brasil é uma solução global em proteína animal”, afirmou.

O senador reforçou que defender o produtor rural é defender a economia, o emprego no campo e a segurança alimentar do Brasil.

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Executivo envia Orçamento de 2027 ao Congresso com mínimo de R$ 1.741

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Salário mínimo de R$ 1.741, inflação de 3,6% e crescimento do produto interno bruto (PIB) de 2,46%. Esses são alguns pontos da proposta de Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027 enviada pelo Executivo ao Congresso Nacional na tarde desta segunda-feira (31) — último dia do prazo para envio do Orçamento ao Legislativo.

O aumento previsto de R$ 120 no valor do salário mínimo (hoje R$ 1.621) representa uma alta de aproximadamente 7,4% no valor nominal. O índice representa um ganho de 2,3% acima da inflação projetada para este ano.

O documento ainda apresenta as expectativas de arrecadação e a fixação de quanto o governo vai gastar em cada área. Conforme o texto, o Executivo prevê taxa básica de juros (Selic) em 12,53% e câmbio médio de R$ 5,22 para o dólar. Já o superávit primário, que é a diferença entre o que o governo arrecada e o que gasta, deve ficar em R$ 18,6 bilhões, valor que representa pouco mais de 0,1% do PIB.

Tramitação

Pela Constituição, a Lei Orçamentária Anual, que trata do Orçamento, deve ser entregue pelo Poder Executivo até 31 de agosto de cada ano, com a previsão de ser aprovada até dezembro. 

A proposta do Executivo para a Lei Orçamentária Anual de 2027 será examinada inicialmente pela Comissão Mista de Orçamento (CMO). Depois, a matéria será apreciada pelo Congresso Nacional e seguirá para sanção do presidente Lula.

O Congresso ainda precisa votar o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO – PLN 2/2026). A matéria deveria ter sido votada até o dia 17 de julho. Como não houve a votação, a tendência é que o texto seja analisado agora neste segundo semestre.

Receitas e despesas

A LOA é o documento que estima receitas e fixa as despesas públicas para o ano seguinte. A lei busca garantir que o dinheiro arrecadado dos cidadãos seja aplicado de forma clara, planejada e responsável.

Em outras palavras, determina a verba que será aplicada em áreas cruciais como saúde, educação, segurança, transporte e infraestrutura. Embora a iniciativa seja do Executivo, os parlamentares podem inserir mudanças no texto.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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