Mato Grosso
Abilio diz ter feito sua parte e que decisão sobre BUD está com o Estado
Mato Grosso
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que se afastou das discussões sobre a implantação do Bonde Urbano Digital (BUD) na capital e que agora aguarda uma decisão do Governo do Estado. A declaração foi feita nesta terça-feira (7).
Abilio considera encerrada sua participação no processo após viagens técnicas e reuniões para avaliar a viabilidade do novo modal de transporte urbano. Entre os compromissos, o prefeito esteve na China para conhecer a fabricante do sistema, que utiliza trilhos magnéticos e é apontado como uma alternativa mais econômica, moderna e adequada à realidade da mobilidade urbana de Cuiabá.
O mesmo modelo de transporte foi implantado em Curitiba (PR) no fim do ano passado. Segundo Abilio, todas as informações levantadas durante as tratativas já foram repassadas ao governo estadual.
“Eu me afastei dessa discussão porque já fiz tudo o que estava ao meu alcance. Busquei construir os diálogos, reunir informações e repassei tudo o que podia ao Governo do Estado. Agora, cabe ao governo analisar com seus próprios critérios e tomar a melhor decisão possível”, afirmou.
Após demonstrar entusiasmo com a proposta, o governador Mauro Mendes (União) informou que técnicos do governo estadual analisam há cerca de dois anos, de forma reservada, um novo modal de transporte para a Grande Cuiabá, inicialmente planejado como BRT (Bus Rapid Transit).
Os veículos do Bonde Urbano Digital podem operar nas mesmas pistas previstas para o BRT, já que utilizam pneus de borracha, semelhantes aos de ônibus convencionais. Totalmente elétricos, os bondes têm capacidade para transportar até 600 passageiros. O modelo implantado no Paraná possui três eixos, cerca de 30 metros de comprimento e capacidade para até 280 passageiros, além de ar-condicionado, operação bidirecional e velocidade máxima de até 70 km/h.
Cuiabá
Governador declara facções criminosas como organizações terroristas
O governador Otaviano Pivetta enviou, nesta quinta-feira (22.10), projeto de lei à Assembleia Legislativa para declarar facções criminosas, que atuam em Mato Grosso, como organizações terroristas.
Conforme a proposta, as forças de segurança de Mato Grosso poderão estabelecer protocolos específicos para o combate às facções que atuam no Estado.
“Queremos que nossas forças de segurança tenham todos os mecanismos necessários para combater esses criminosos, que na verdade são terroristas. Em Mato Grosso, vamos combater duramente os crimes, com tolerância zero, e não vamos descansar enquanto nossos cidadãos de bem não estiverem seguros, porque nosso trabalho é para dar segurança à nossa população”, afirmou Pivetta.
Inicialmente, a proposta estabelece duas facções como terroristas, mas também estabelece que outras podem ser incluídas no contexto.
O documento reconhece que a atuação das facções não se limita ao território estadual e, por isso, reforça a necessidade de coordenação das forças de segurança em cooperação com agentes nacionais, internacionais e de outros Estados.
O projeto de lei passará por votação pelos deputados estaduais.
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