Mato Grosso

Apresentação de artistas de Santo Antônio do Leverger mancam evento da Academia

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Com manifestações da cultura popular, contação de histórias, lançamento de livro, performance poética e microfone aberto, a Academia Mato-grossense de Letras (AML) sedia, nesta quinta (15.1), a 12ª edição do projeto Casa Aberta, dessa vez com o tema “Letras do Rio Abaixo: Santo Antônio de Leverger na Academia”. A iniciativa, com entrada franca, conta com investimentos do Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT).


Com início a partir das 18h, na Casa Barão, em Cuiabá, prédio histórico que sedia a AML, o evento conta com presença de artistas de Santo Antônio do Leverger.

Na programação constam atrações culturais, como o lançamento do livro “Maya”, um conto de fadas de Luccas Rachid Maia Albuquerque, primeiro livro do autor cuiabano de 15 anos. O prefácio da obra foi escrito pelo imortal Fernando Tadeu de Miranda Borges. Este é o primeiro livro a ser lançado por um autor cuiabano adolescente.


Entre 19h e 21h30, quando encerra o evento, permanece disponível a instalação artística, Sopa de Letrinhas, espaço para escrita dos convidados, e doação de livros. Às 19h, também está programado um bate-papo com o acadêmico Lorenzo Falcão, escritor e jornalista, com experiências em tipos distintos de artes. Ele vai interpretar poemas de sua autoria e também narrar momentos da trajetória pessoal no meio cultural. A performance vai ser conduzida pela presidente da AML, Luciene Carvalho, escritora, poeta e declamadora.

Às 19h50, a programação prevê a apresentação artística de Vital Siqueira, também conhecido como Comadre Pitú, natural de Leverger, que vai de “contação de histórias”.

Em seguida, acontece a apresentação de siriri com o Grupo Folclórico Arco-Íris, também de Leverger, por volta de 20h20. Do mesmo município, o Grupo Folclórico Boi-à-Serra Estrela entra em cena a partir de 20h40. Entre 21h e 21h30, vai ter Dj e microfone aberto para quem quiser se apresentar.

História

A programação será executada nos espaços internos e externos da Casa Barão. Tanto o prédio histórico que sedia a AML como a apresentação de artistas de Santo Antônio do Leverger remete ao personagem histórico de Mato Grosso, Augusto João Manuel Leverger (1802-1880), também conhecido como Barão de Melgaço. Um militar francês naturalizado brasileiro, almirante, escritor, historiador e geógrafo. Ele foi presidente da província e um importante pesquisador da região, além de patrono do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso e da Academia Mato-Grossense de Letras.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Projeto de Max Russi cria Política Estadual de Geologia e Recursos Minerais de MT

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A Assembleia Legislativa (ALMT) concluiu, nesta quarta-feira (12), a tramitação do projeto de autoria do presidente da Casa, deputado Max Russi (Pode), que cria a Política Estadual de Geologia e Recursos Minerais de Mato Grosso.

A proposta estabelece uma estrutura própria para orientar o planejamento, a gestão e o desenvolvimento sustentável da atividade mineral no estado. Com a leitura da redação final, o Projeto de Lei nº 1.952/2025 segue para sanção do Governo do Estado.

Além da política estadual, a matéria institui o Sistema Estadual de Geologia e Recursos Minerais (Segermi), reunindo poder público, municípios, universidades, setor produtivo e sociedade civil em torno de ações relacionadas à pesquisa, exploração e aproveitamento sustentável dos recursos minerais.

Max reforça que a iniciativa busca organizar o setor e criar condições para que o potencial mineral do estado seja convertido em desenvolvimento econômico e social, sem deixar de lado a responsabilidade ambiental.

“Estamos criando uma política de Estado para um setor que tem um potencial enorme em Mato Grosso. Precisamos conhecer melhor as nossas riquezas minerais, planejar a atividade, investir em tecnologia e pesquisa e, principalmente, garantir que esse desenvolvimento aconteça de forma responsável, respeitando o meio ambiente e gerando emprego, renda e oportunidades para os nossos municípios”, destacou Max.

Entre os princípios estabelecidos estão o aproveitamento racional dos recursos minerais, a responsabilidade socioambiental, a diversificação econômica das regiões produtoras, o incentivo à pesquisa e à inovação tecnológica e a atração de novos investimentos. A proposta também busca integrar a mineração aos demais setores da economia e estimular a industrialização dos bens minerais em Mato Grosso.

Planejamento e fiscalização

Na prática, a nova política prevê instrumentos para ampliar o conhecimento sobre o potencial mineral de Mato Grosso e fortalecer a capacidade de planejamento, acompanhamento e fiscalização do Estado.

Entre os mecanismos estão o Cadastro Estadual de Direitos Minerários (CEDM), o Plano Estadual de Geologia, Mineração e Transformação Mineral (PEM/MT) e o Sistema Estadual de Geologia e Recursos Minerais (Segermi).

A legislação também prevê o monitoramento e a fiscalização das atividades de pesquisa, lavra, exploração e aproveitamento de recursos minerais, além do mapeamento geológico, geofísico e geoquímico sistemático do território estadual.

A estrutura contará ainda com o Conselho Estadual de Geologia e Recursos Minerais (Cegem), órgão colegiado superior e deliberativo do Segermi, de caráter normativo e consultivo. O conselho terá a função de participar da formulação das diretrizes e acompanhar a implementação da Política Estadual de Geologia, Mineração e Transformação Mineral.

O Cegem será formado por 20 membros titulares e respectivos suplentes, divididos de forma paritária entre poder público e demais representações, com mandato de dois anos e possibilidade de uma recondução. Os integrantes serão nomeados pelo governador do Estado.

Também estão previstas linhas de financiamento e crédito voltadas ao desenvolvimento econômico, científico e tecnológico do setor, assistência técnica aos municípios mineradores e programas de educação e capacitação profissional. O texto ainda incentiva a regularização da mineração em pequena escala e da atividade garimpeira, observadas as competências e normas estabelecidas pela União.

Outro ponto de destaque é a destinação dos recursos da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM). Conforme a proposta, 90% dos valores destinados ao Governo de Mato Grosso deverão ser aplicados, pelos próximos 15 anos, em mapeamentos geológicos e geofísicos, desenvolvimento tecnológico, pesquisa, inovação e fortalecimento da atividade mineral responsável.

A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT) ficará responsável pela gestão desses recursos e deverá divulgar anualmente relatório sobre o planejamento, a aplicação e os resultados alcançados.

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